A Itália prolongou por mais 15 dias a suspensão do acordo de Schengen que permite o restabelecimento de controlos nas fronteiras aéreas e marítimas para viajantes provenientes de Espanha, segundo a imprensa italiana. A decisão foi comunicada pelo ministro da Administração Interna italiano, Matteo Piantedosi, ao homólogo espanhol, Fernando Grande-Marlaska, durante uma conversa telefónica descrita pelo Governo italiano como “construtiva“.

A medida tinha sido introduzida no dia 1 de agosto, na sequência da crise migratória em Ceuta, e previa o reforço dos controlos à entrada no território italiano. A decisão de prolongar a suspensão foi tomada esta segunda-feira, mantendo-se em vigor por mais duas semanas.

Segundo o Ministério da Administração Interna italiano, a decisão deve-se à continuação dos fatores que estiveram na origem da reintrodução dos controlos fronteiriços. Ao mesmo tempo, Roma teve em conta as iniciativas entretanto lançadas por Espanha, em conjunto com a União Europeia, para procurar normalizar a situação na região.

Itália condiciona retoma de Schengen ao evoluir de situação “muito preocupante” de Ceuta

O acordo de Schengen estabelece a livre circulação entre os países participantes, mas permite a reintrodução temporária de controlos nas fronteiras internas em situações consideradas uma ameaça grave à segurança ou à ordem pública.