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Pelo menos 18 pessoas morreram e outras 68 ficaram feridas durante a última série de bombardeamentos norte-americanos contra o Irão, que ocorreu entre a madrugada de terça e quarta-feira, comunicou a agência de notícias oficial iraniana Irna.
Dos feridos, 50 mantêm-se hospitalizados.
Sete pessoas morreram e oito ficaram feridas num ataque com mísseis na província do Khuzistão (sudoeste), atingidas por mísseis norte-americanos, avançou a vice-diretora de Segurança e Ordem Pública do governo da região, Valiola Hayati, em declarações à IRNA. Outras quatro pessoas foram mortas na cidade de Kuhestak, na província de Hormozgan (sudeste), onde cerca de 50 pessoas ficaram feridas, de acordo com a agência estatal de notícias iraniana.
Na região de Kermanshah, quatro membros da Guarda Revolucionária do Irão (IRGC, na sigla inglesa) morreram num ataque norte-americano, enquanto três elementos da força paramilitar Basij foram mortos na ilha de Lavan.
Os ataques norte-americanos tiveram início pouco depois de o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, ter apelado para o regresso à diplomacia, atualmente num impasse.
Pezeshkian garantiu que, caso os Estados Unidos respeitassem o acordo assinado em junho, “a República Islâmica do Irão tomaria imediatamente medidas recíprocas”.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, classificou o ataque ao casamento em Ormuzgão como “uma atrocidade”, comparando-o ao bombardeamento de uma escola na cidade de Minab, no sul do país, em fevereiro, que matou 168 estudantes e professores.
“Mais perigosa do que a própria bomba é a normalização dos bombardeamentos. E mais perigosa do que o silêncio é a transformação do silêncio em legitimidade. O Irão responderá firmemente a estes crimes selvagens”, avisou Baghaei numa mensagem publicada nas redes sociais.
The United States’ catalogue of atrocities against the nation of Iran is now complete: a residential home in Kuhestak, #Sirik, was brutally attacked tonight while families were celebrating a wedding. More than 50 innocent men, women and children were martyred or wounded.
— Esmaeil Baqaei (@IRIMFA_SPOX) September 1, 2026
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A televisão estatal iraniana noticiou na terça-feira várias explosões no sul do país, perto de Bandar Abbas e da ilha de Qeshm, nas proximidades do estreito de Ormuz. Também relatou explosões na ilha de Lavan, situada no Golfo e que alberga um dos terminais de exportação de petróleo iraniano.
Os meios de comunicação estatais iranianos relataram ainda que um aeroporto no sul do Irão, na província de Kerman, foi alvo de um ataque.
Os ataques norte-americanos de terça-feira à noite ocorreram pela segunda vez em 48 horas, numa ofensiva contra “alvos da Guarda Revolucionária Islâmica” para conter as “tentativas de agressão” iranianas contra “a navegação comercial no estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região”.
Os preços dos hidrocarbonetos dispararam na sequência das novas hostilidades, com o barril de WTI norte-americano a ultrapassar novamente a barreira dos 90 dólares pela primeira vez desde o final de julho, e o gás europeu a ser negociado ao preço mais elevado dos últimos três anos.
Em resposta, o Irão atacou esta quarta-feira bases militares dos Estados Unidos no Golfo.
O Governo iraniano afirmou ter lançado uma “operação decisiva de retaliação”, visando “as bases e os interesses norte-americanos na região” com mísseis e drones, informou a agência de notícias estatal Tasnim.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão reivindicou posteriormente ataques contra bases militares norte-americanas na Jordânia, no Iraque e no Bahrein.
Na Jordânia, o exército anunciou ter destruído dez mísseis lançados a partir do Irão, acrescentando que outros três se tinham despenhado longe de zonas habitadas, sem causar feridos.
O Kuwait também declarou ter sido alvo de mísseis e drones, e sirenes de alerta soaram na madrugada de quarta-feira no Bahrein, segundo correspondentes da agência de notícias France-Presse.
O porta-voz do comando militar central do Irão, Ebrahim Zolfaghari, prometeu “retaliações mais amplas e mais destrutivas” caso os ataques norte-americanos continuem, dirigindo a mesma advertência a “qualquer país que coopere com o exército norte-americano”.