A Comissão Permanente aprovou esta segunda-feira, por unanimidade, a convocação para a próxima terça-feira de um plenário para debater e votar a moção de censura do Chega ao Governo, já com chumbo garantido.

A reunião da Comissão Permanente – órgão que funciona fora do período de funcionamento efetivo da Assembleia da República – durou três minutos e serviu apenas para votar substituições de deputados e a deliberação sobre a convocação do plenário da Assembleia da República para terça-feira.

O Chega entregou na passada quarta-feira no parlamento uma moção de censura ao Governo intitulada “Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições”, relacionada com as polémicas que envolvem o ministro Luís Neves.

Na quinta-feira, a conferência de líderes reuniu de forma extraordinária e decidiu, por consenso, que a moção seria debatida na terça-feira, dia 8, por se entender que a discussão deveria realizar-se “o mais rápido possível”.

Para ser aprovada – o que implicaria a demissão do Governo -, a moção de censura teria de ter o voto favorável de 116 deputados, hipótese já afastada, uma vez que o PS anunciou que votará contra ou vai abster-se.