A taxa de inflação em Portugal acelerou para 3,3% em agosto, em termos homólogos, indicou o INE numa confirmação da estimativa rápida que tinha sido avançada há cerca de duas semanas. Este ritmo de subida dos preços é uma aceleração em relação aos 3,0% que tinham sido registados em julho, também em termos homólogos, e é explicado pelo aumento dos preços dos combustíveis.

“A aceleração do IPC é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço do gasóleo”, afirma o Instituto Nacional de Estatística (INE) no relatório divulgado nesta quinta-feira. “A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 12,2% (8,7% no mês anterior) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 3,4% (3,7% em julho)”, acrescenta-se.

No mesmo relatório, o INE aponta que o “indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação homóloga de 2,6%“, uma taxa idêntica à que tinha sido registada em julho.

A inflação de agosto é, também, a que determina a variação das rendas no ano seguinte, que é apurada com base na variação média dos últimos 12 meses do índice de preços no consumidor sem a vertente de habitação que se apure a 31 de agosto do ano anterior. Assim, de acordo com os dados definitivos divulgados nesta quinta-feira, as rendas vão poder aumentar, em 2027, até 2,56%, o mesmo valor que já tinha sido estimado de forma preliminar pelo INE.