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Mosquito transmissor do dengue, zika e chikungunya detetado em Castelo Branco

Apesar da deteção, não existem casos de mosquitos portadores de vírus, mas foi implementando um reforço do plano de resposta para a monitorização do mosquito. A ULS pede colaboração da população.

epa12422262 An Aedes aegypti mosquito is viewed under a microscope in a laboratory of the British biotechnology company Oxitec, in Campinas, Brazil, 01 October 2025. Oxitec operates the world's largest factory of mosquitoes infected with the Wolbachia bacteria to combat dengue, ready to begin operations in the Brazilian state of São Paulo.  EPA/Isaac Fontana
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▲"Os mosquitos desta espécie, também conhecidos por mosquito-tigre, podem ser portadores de vírus causadores de doença na população", refere a ULS de Castelo Branco.

Isaac Fontana/EPA

▲"Os mosquitos desta espécie, também conhecidos por mosquito-tigre, podem ser portadores de vírus causadores de doença na população", refere a ULS de Castelo Branco.

Isaac Fontana/EPA

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco alertou esta segunda-feira para a presença no concelho do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira nas suas redes sociais, a ULS de Castelo Branco explicou que a presença do mosquito da espécie Aedes albopictus foi detetada no concelho, através da Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE), desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e pela Direção-Geral de Saúde (DGS), com a colaboração da Unidade de Saúde Pública.

“Os mosquitos desta espécie, também conhecidos por mosquito-tigre, podem ser portadores de vírus causadores de doença na população. No entanto, até ao momento não foram detetados quaisquer mosquitos infetados por vírus no território nacional“, vincou.

Segundo a informação disponibilizada, o caso está ainda em investigação por parte de várias entidades ligadas à saúde pública, tendo sido já implementado um reforço do plano de resposta para a monitorização deste mosquito, com aplicação das medidas necessárias.

“A deteção desta espécie de mosquito já era expectável, uma vez que já estava previamente identificada a sua presença em várias regiões do país”.

Para evitar a multiplicação deste mosquito que deposita os seus ovos em pequenos reservatórios de água estagnada, a ULS de Castelo Branco apela à participação da população.

Neste âmbito, recomenda a limpeza, esvaziamento e/ou eliminação de pequenos reservatórios de água estagnada, como vasos, baldes, jarras, pneus, latas e outros resíduos sólidos abandonados que acumulem água.

Pede-se ainda que sejam tapados os reservatórios de água estagnada e que se proceda à limpeza e tratamento da água das piscinas, recomendando-se também a sua cobertura quando não estão a ser utilizadas.

A limpeza de caleiras e outros locais onde possa acumular-se água e o encerramento dos contentores do lixo são outros dos aspetos a ter em consideração.

O mosquito Aedes albopictus é caracterizado pela sua cor escura, com uma risca branca ao longo da cabeça e parte superior do tórax, e com um padrão de riscas brancas e pretas no tronco e nas patas.

A presença de mosquitos invasores Aedes em Portugal iniciou-se com a deteção de Aedes aegypti na Madeira em 2005. A espécie Aedes albopictus foi introduzida no continente em 2017 no Norte (Penafiel), em 2018 no Algarve (Loulé) e em 2022 no Alentejo (Mértola).

No final de setembro de 2025, o mosquito-tigre também foi detetado na Covilhã, no distrito de Castelo Branco.

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