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A coligação militar liderada pela Arábia Saudita afirmou esta quarta-feira ter destruído um drone lançado pelos houthis do Iémen em direção a Meca, o local mais sagrado da religião islâmica, algo que os rebeldes pró‑iranianos desmentiram.

“No dia 15 de setembro de 2026, as Forças Reais sauditas de defesa aérea conseguiram intercetar e destruir um drone hostil lançado pela milícia terrorista houthi antes de entrar no espaço aéreo interdito da capital sagrada”, escreveu a coligação em comunicado, acrescentando que “o drone foi intercetado a sul da cidade de Meca”.

O porta‑voz da coligação, general Turki Al‑Maliki, denunciou “tentativas desesperadas da milícia e dos seus aliados para perturbar a segurança e a estabilidade e colocar em risco os fiéis da Mesquita Sagrada, os cidadãos e os residentes”.

A Organização da Cooperação Islâmica (OCI) condenou “os ataques odiosos perpetrados pelo grupo houthi contra a cidade de Meca e a região de Medina, bem como a sua agressão contínua contra o Reino da Arábia Saudita”. Estas ações “profanam a sacralidade dos lugares santos e das mesquitas e ferem os sentimentos dos muçulmanos em todo o mundo”, lamentou o bloco de países em comunicado.

Também o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, condenou a alegada tentativa de ataque contra a cidade sagrada de Meca. “Condeno nos termos mais fortes possíveis a cobarde e hedionda tentativa de ataque com um drone”, afirmou numa publicação na rede social X.

Os houthis, por seu turno, negaram ter tentado atingir a cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita. Hazm al‑Assad, membro do gabinete político dos houthis, classificou a acusação como uma “mentira repugnante”.

“As acusações sobre o alegado ataque a Meca são uma mentira gasta, já usada anteriormente, que já não engana ninguém”, escreveu na rede social X.

As autoridades sauditas disseram tratar-se da segunda tentativa de atingir a cidade sagrada, depois do ataque com um míssil balístico em julho de 2017.