Dois homens, pai e filho, acusados do crime de tentativa de homicídio há um ano num bairro da Régua, recusaram esta terça-feira prestar declarações no início do julgamento, no Tribunal de Vila Real.

O pai, de 45 anos, está acusado pelo Ministério Público (MP) de três crimes de homicídio qualificado, na forma tentada, enquanto o filho, de 22, está indiciado por um crime de homicídio qualificado, na forma tentada.

O caso remonta a 12 de setembro de 2025 e aconteceu no bairro das Alagoas, na cidade do Peso da Régua, distrito de Vila Real.

Esta terça-feira, no arranque do julgamento, os dois arguidos optaram por não prestar declarações perante o coletivo de juízes.

Os arguidos são suspeitos de terem disparado vários tiros contra quatro homens, três dos quais deram entrada, ao final da tarde daquele dia, na urgência da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Para o local foram mobilizados militares da GNR e agentes da Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real, que apreenderam armas de fogo e munições aos arguidos.

A acusação refere que os arguidos agiram de forma livre, voluntária e consciente, sabendo que as condutas praticadas eram proibidas e punidas por lei.

O MP considera ainda que os factos praticados são graves, que os ofendidos não foram atingidos mortalmente por “mera sorte do destino” e que se “mantém a tensão entre os grupos rivais”.

O arguido mais novo já foi condenado, em processos distintos, por quatro tentativas de homicídio, por roubo e ofensa à integridade física qualificada, cumprindo, em setembro do ano passado, uma pena de prisão domiciliária de 10 meses por este último crime.

O pai foi detido no dia a seguir aos disparos na Régua e está em prisão domiciliária, enquanto o filho, detido em dezembro, ficou em prisão preventiva, medida de coação que foi interrompida para cumprimento de uma pena de prisão de oito anos relacionada com a condenação por quatro tentativas de homicídio, num processo que, entretanto, transitou em julgado.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]