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O secretário-geral da ONU, António Guterres, reúne-se esta segunda-feira com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, enquanto Washington e Teerão realizam negociações indiretas para um acordo, proposto pela República Islâmica, que reabriria o Estreito de Ormuz.
Segundo o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, o encontro faz parte do “apoio aos esforços” que estão a ser feitos para encontrar uma solução para o conflito.
Durante a Assembleia-Geral da ONU, o secretário-geral reuniu-se com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na última sexta-feira, instando-o a resolver o conflito através do diálogo e da negociação e a respeitar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
Pouco depois, Araqchi compareceu perante a imprensa à porta do Conselho de Segurança para apresentar detalhes do plano de sete dias proposto aos Estados Unidos através de mediadores do Qatar.
A proposta, que segundo o ministro se baseia no memorando de entendimento assinado pelos dois países em junho, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e a retomada das negociações sobre o programa nuclear, em troca do levantamento do bloqueio naval imposto por Washington aos portos iranianos, da redução da pressão militar e das sanções.
Embora o Presidente norte-americano, Donald Trump, tenha rejeitado o plano no sábado, a agência de notícias iraniana ISNA indicou que Araqchi manteve conversas indiretas com os Estados Unidos para tentar chegar a uma solução.
Um funcionário do Governo norte-americano, citado pela rede CBS News, disse que Trump está disposto a suspender as sanções contra o Irão e libertar fundos congelados se houver progresso nas questões nucleares.
Questionado sobre o progresso deste e de outros conflitos durante a Semana de Alto Nível da ONU, o porta-voz de Guterres indicou que “é necessária mais coragem política do que testosterona”.
Dujarric defendeu a convicção de Guterres de que esses conflitos devem terminar de acordo com o direito internacional e com a Carta da ONU, e afirmou que continuarão a “pressionar para que isso aconteça”.