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O negociador-chefe iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse esta terça-feira que o Irão pode atacar infraestruturas no Médio Oriente caso a segurança do Irão não seja garantida, referindo-se diretamente ao conflito com Washington.
“Os Estados Unidos e os restantes países devem saber que (…) numa região onde não podemos vender petróleo, mais ninguém o vai vender também. Se a nossa segurança não for garantida, nenhuma infraestrutura vai estar a salvo”, declarou Ghalibaf, negociador e presidente do Parlamento iraniano.
As declarações de Ghalibaf foram divulgadas através das redes sociais depois de discussões indiretas que decorreram em Nova Iorque, Estados Unidos, entre emissários norte-americanos e diplomatas iranianos, com a mediação do Qatar.
Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que espera receber esta terça-feira uma resposta oficial dos Estados Unidos às condições estabelecidas por Teerão para a reabertura do Estreito de Ormuz.
No terreno tem-se observado uma acalmia nas últimas semanas: os Estados Unidos não têm realizado ataques contra o Irão desde 1 de setembro, embora os navios sejam frequentemente alvo de ações no Estreito de Ormuz.
[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]
Paralelamente, os Estados Unidos intensificaram a guerra económica contra Teerão, impondo sanções a todas as companhias aéreas iranianas e prometendo agir “com firmeza” contra as empresas estrangeiras que lhes prestem assistência.
Com a entrada em vigor das sanções na quarta-feira, as principais companhias aéreas iranianas foram obrigadas a cancelar voos internacionais.