O presidente do Conselho de Administração da Lusa, Joaquim Carreira, afirmou esta quarta-feira que as agências noticiosas “já não são sempre as primeiras a publicar, são cada vez mais as primeiras a verificar”.
Na Conferência 40 anos de Lusa “Democracia e Desinformação: Desafios dos Media e do Serviço Público na Era Digital”, que decorre no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, o presidente reiterou que “a informação tornou-se abundante, e a verificação tornou-se escassa”, considerando que tal mudou o papel das agências de notícias.
“Num tempo de ruído, a Lusa deve continuar a ser referência, num tempo de informação, deve continuar a ser verificação, num tempo de fragmentação, deve continuar a ser ligação”, afirmou Joaquim Carreira.
O responsável enumerou também uma série de “prioridades fundamentais” para o futuro da empresa, nomeadamente: a capacitação dos seus profissionais, assim como reforçar credibilidade, preservar a independência editorial e investir na inovação tecnológica ao serviço do jornalismo.
“Reforçar a sua inovação compensatória, transformar a agência num verdadeiro serviço público de agência noticiosa, fortalecendo o conjunto do ecossistema mediático português“, são outros objetivos apontados.
De acordo com o seu presidente, a Lusa é uma instituição “central para o jornalismo e para a democracia portuguesa”, num tempo que é “tempo marcado pela propagação da desinformação”.
A agência que tem difundido “informação através de texto, fotografia, áudio e vídeo com uma produção anual de cerca de 250 mil notícias (…) soube adaptar-se às sucessivas transformações tecnológicas, internet, redes sociais e preparando-se agora para os desafios da inteligência artificial (IA)”, afirmou Joaquim Carreira.
Para o público, os jornalistas da Lusa são desconhecidos, disse o seu presidente, “não recebem fama nem aplausos”, e como tal Joaquim Carreira deixou uma palavra de “profundo reconhecimento e gratidão”.
“São eles o maior ativo, o maior património da agência”, acrescentou.