O ministro da Presidência garantiu esta quarta-feira que nunca fez parte do plano do Governo, nem dos dirigentes da Lusa ou da RTP fazer uma fusão entre as duas empresas, mas antes uma parceria.
“Nunca fez parte do plano, nem deste Governo, nem dos dirigentes da Lusa, nem da RTP, fazer uma fusão entre a Lusa e a RTP”, afirmou António Leitão Amaro, que falava na Conferência 40 anos de Lusa “Democracia e Desinformação: Desafios dos Media e do Serviço Público na Era Digital”, que decorre no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.
O governante salientou ainda a experiência espanhola, em que a TVE e a agência de notícias Efe cooperam entre si.
Na sua intervenção, o ministro disse que a Lusa tem muitas coisas muito boas, mas “tinha algumas dificuldades e algumas limitações” que é preciso, em conjunto, ultrapassar.
Leitão Amaro elencou cinco, entre as quais a Lusa não ter – “hoje ainda não tem, mas está a caminho” de ter – ferramentas e instrumentos tecnológicos tão avançados quanto possível e que são necessários.
Contudo, garante que a tecnologia nunca irá substituir a Lusa.
“Nós queremos que a Lusa não seja substituída, queremos que tenha capacidade para utilizar, aproveitar a tecnologia sempre sob controlo humano no processo de transmissão de informação”, salientou.
Portanto, “dotarmos a Lusa de maior capacidade tecnológica mais avançada é uma necessidade, reconhecendo um ponto de partida que não era ainda, os seus profissionais não tinham à sua disposição os recursos tecnológicos suficientes para o tempo de transformação em que vivemos”, prosseguiu.
Depois, dotar os profissionais de melhores condições de trabalho, “não apenas o capital, os meios, mas a sua própria condição de trabalho e o seu reconhecimento e a sua valorização”.
O governante elencou ainda o reforço das condições de independência face a todos os poderes.
Leitão Amaro referiu que este primeiro ano era ano de avaliação da agência, salientando estar convencido que o modelo estatutário da Lusa se aproxima “mais das condições” de independência, mas que se calhar se pode melhorar mais.
“Vamos melhorar mais, nós queremos criar uma Lusa para os próximos 40 anos”, reiterou.