Hong Kong concluiu uma emissão de obrigações verdes digitais no valor de 20 mil milhões de dólares locais (2.247 milhões de euros), a maior operação de dívida em formato digital registada até à data a nível global.

O pacote de obrigações, estruturado no âmbito do programa de financiamento sustentável do território asiático, foi distribuído em quatro moedas diferentes: dólares de Hong Kong, renminbis chineses (yuan), dólares norte-americanos e euros.

A carteira de encomendas ultrapassou amplamente a oferta disponível em todos os segmentos, conforme confirmado pelo Governo em comunicado, na terça-feira à noite, o que “comprova o forte apetite do capital institucional por ativos que combinam objetivos ecológicos e tecnologia de ponta”, sublinha o texto.

Além do volume financeiro, a operação introduz uma novidade nos mercados financeiros. Pela primeira vez no mundo, os compradores puderam liquidar a aquisição de títulos em moeda local através de depósitos bancários registados em formato digital pela plataforma “EnsembleTX”. Esta via foi integrada com as transferências convencionais e os fundos do banco central, agilizando a transferência do ativo e lançando as bases para a utilização de dinheiro programável no mercado de obrigações.

Além disso, o processo adotou as diretrizes mais recentes da Associação Internacional de Mercados de Capitais relativas a um modelo homogéneo de dados, o que padroniza a informação entre entidades e automatiza a gestão do produto até à amortização final do mesmo.

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]

O responsável pelas Finanças de Hong Kong, Paul Chan, congratulou-se por se tratar do quarto lançamento ecológico com estas características impulsionado pela secretaria que lidera e salientou que a diversificação monetária responde às exigências das carteiras estrangeiras. Além disso, Chan antecipou que o Executivo do território continuará a recorrer a este canal de forma periódica para consolidar a utilização da tecnologia aplicada aos passivos soberanos.

Na mesma linha, o secretário dos Serviços Financeiros e do Tesouro, Christopher Hui, afirmou que a iniciativa “acelera a transição energética e consolida” a cidade semiautónoma, vizinha de Macau, “como um centro estratégico para a sustentabilidade e a modernização bancária”.