A Rússia enviou uma séria ameaça à NATO. Num documento citado pela Reuters e avançado esta quarta-feira, Moscovo avisou: se a Aliança Atlântica tentar isolar o enclave russo de Kaliningrado, que faz fronteira com a Polónia e a Lituânia, a resposta do Kremlin será devastadora.

No documento enviado à NATO, Moscovo acusou a Aliança Atlântica de seguir um “caminho perigoso e irresponsável”, que pode levar ao início de um “conflito armado direto” entre a Rússia e os 32 Estados-membros da Aliança Atlântica.

O documento estipula a possibilidade de “ataques russos contra centros de tomada de decisão nos Estados-membros da Aliança”. Por outras palavras, a Rússia avisa que poderá atacar centros governativos das instituições europeias ou sedes do Executivo dos 32 Estados-membros.

“A Rússia estará pronta para usar todo o arsenal de forças e capacidades à sua disposição, incluindo armas nucleares, de forma a defender o território se a NATO fizer qualquer tentativa destinada a isolar a região de Kaliningrado do resto do país”, avisou Moscovo.

Em resposta, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, lembrou que a organização é uma “aliança defensiva” e não leva a cabo ações ofensivas. Também numa resposta escrita citada pela Reuters, o líder da Aliança assegurou que os exercícios militares e atividades da NATO não são uma “ameaça ao território da Federação Russa”.

“E parem as ameaças nucleares. Isso é absolutamente inaceitável e não ajuda em nada”, pediu Mark Rutte. “Apelamos a que a Federação Russa pare a sua invasão de larga escala à Ucrânia. Apelamos a que a Federação Russa pare o seu comportamento irresponsável em relação à Aliança e pare a sua retórica nuclear irresponsável”, frisou.

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