O piloto indiano que ajudou a impedir que um avião para Telavive se despenhasse, depois de ter sido atacado pelo copiloto, falou com o primeiro-ministro do seu país para explicar o seu papel. E explicou que estava a “lutar pela vida” quando deu um “último empurrão” que ajudou a salvar a vida dos mais de 170 passageiros.
A partir do hospital onde está a recuperar, em Abu Dhabi, Smit Machchhar explicou a Narendra Modi que tinha “colapsado” depois de ter sido esfaqueado pelo copiloto, natural de Omã. “Nessa altura, conseguia sentir que o avião estava a descer. Sabia que era o meu último empurrão“. O avião estava, como o Observador contava aqui, a descer a uma velocidade de 14 mil pés em menos de um minuto.
“Eu estava a lutar pela minha vida. A certa altura, percebi que se não me levantasse, os passageiros iriam morrer”. Foi aí que, apesar de muito ferido, conseguiu levantar-se e destrancar a porta do cockpit, para que os passageiros pudessem entrar e ajudar a imobilizar o atacante, cujo nome não foi revelado.
Foi entretanto interrogado pelas autoridades sauditas, depois de ter sido detido assim que o avião aterrou, de emergência, no país.
An unforgettable conversation with Captain Smit, filled with pride and emotions. pic.twitter.com/CCf46PKOWR
— Narendra Modi (@narendramodi) October 2, 2026
Na conversa, publicada por Modi nas redes sociais, o primeiro-ministro indiano elogia o piloto por ter ajudado a evitar uma “grande tragédia”. “Deixou todo o país orgulhoso”.
O piloto confessou que também se sente “muito orgulhoso” das suas ações, acreditando que a sua longa experiência de quase duas décadas na aviação, assim como as preces que disse durante o momento de crise, o ajudaram a saber o que fazer.
Como o The Guardian conta, os motivos do atacante ainda são desconhecidos, mas o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, veio dizer que uma investigação preliminar indica que este teria passado por um processo de “doutrinação islâmica radical”.
[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]