O PCP agendou um debate com o Governo no Parlamento sobre o “agravamento das condições de vida e negação de direitos fundamentais” para o próximo dia 16 de outubro, anunciou esta sexta-feira o secretário-geral do partido.

O anúncio foi feito por Paulo Raimundo, na Assembleia da República, no discurso de encerramento das jornadas parlamentares do PCP, que decorreram entre quinta-feira e esta sexta-feira, em Lisboa.

“Não nos resignamos, não desistimos, dia 16 de outubro vamos, aqui mesmo na Assembleia da República, interpelar o Governo sobre o agravamento das condições de vida e negação de direitos fundamentais, na habitação, saúde e educação. Iremos confrontar o Governo com as consequências da sua desastrosa política”, afirmou o líder comunista.

Os grupos parlamentares podem agendar interpelações ao Governo, um instrumento através do qual se pode obrigar os membros do executivo a apresentarem-se na Assembleia da República para um debate em plenário.

Paulo Raimundo considerou que “o Governo tem a obrigação de responder ao brutal aumento do custo de vida” e de “tomar todas as medidas necessárias para salvaguardar a vida de quem cá vive e trabalha, o aparelho produtivo e as empresas, de garantir que todos e em particular as crianças são defendidas”, acrescentando que “isso não acontecerá com um Orçamento do Estado ao serviço do grande capital”.

O líder comunista disse também que o “PCP não aceita nem se conforma com esta realidade, este país do cinismo, da mentira, da injustiça e da desigualdade”.

Questionado sobre quem é que o partido quer que represente o executivo neste debate, Raimundo respondeu com ironia que “podem vir todos os membros do Governo”.

“Até nos daria um certo jeito, porque há muita coisa para responder e há muita coisa para tratar”, disse.