A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) revelou os dados relativos a Setembro das vendas nacionais de veículos, mês em que se transaccionaram 19.589 unidades, o que representa um incremento de 15,2% face ao mês homólogo de 2025. E o crescimento da procura registado em Setembro pode ser, em grande parte, atribuído à popularidade dos veículos eléctricos que, no 9.º mês do ano, atingiram 47,7% do mercado, um valor invejável que poderá ter a ver com os constantes incrementos do custo dos combustíveis.As mencionadas vendas de veículos ligeiros foram as que registaram um aumento mais expressivo em Setembro, mas os ligeiros de mercadorias também viram as vendas aumentar 4,7%, o que incluiu o mercado dos pequenos furgões comerciais. Também os veículos pesados, autocarros e camiões viram crescer em 3,9% o volume de unidades novas colocadas no mercado.
Se considerarmos o acumulado dos nove primeiros meses de 2026, então o volume de vendas de veículos ligeiros ascendeu a 188.912 veículos, o que equivale a mais 10,1% do que as unidades vendidas no mesmo período de 2025. Simultaneamente, os ligeiros de mercadorias (25.133 unidades) aumentaram 9,2% de Janeiro a Setembro, enquanto os pesados (6.881 unidades) cresceram uns vistosos 33,8%.
É curioso constatar quais os combustíveis mais utilizados nos veículos preferidos pelos condutores nacionais nos primeiros nove meses do ano, com os modelos a consumir gasolina e gasóleo a serem cada vez menos representativos, os primeiros reduzidos a 19,7% nos primeiros nove meses de 2026 e os segundos a 3,5%. A liderança, e de forma esmagadora, pertence às energias alternativas, o que inclui elétricos, híbridos plug-in (PHEV), HEV (híbridos e mild hybrid) e “outros”, o que inclui os veículos que consomem, entre outros, o GPL e o gás natural.
Entre as propostas alternativas de combustível, os eléctricos estão claramente na liderança, com 29,0% do mercado nos primeiros nove meses do ano, ultrapassando os HEV que, apesar de possuírem a vantagem do preço mais baixo, se ficam pelos 26,2%. Para trás, definitivamente, ficam os PHEV que já lideraram este mercado, mas que agora estão limitados a 15%.