Flávio Bolsonaro, do PL, recebeu esta terça-feira apoio de mais um candidato presidencial derrotado — Ronaldo Caiado (PSD), que ficou em quinto lugar no último domingo durante a primeira volta, com 2,18%, pouco mais de 2,6 milhões de votos válidos.
Flávio Bolsonaro foi até Goiás, berço político de Caiado, que já foi governador, deputado federal e senador pelo estado, para receber apoio do aliado, embora o PSD, partido de centro, não tenha definido quem irá apoiar na segunda volta.
Durante o pronunciamento, Flávio Bolsonaro agradeceu o apoio de Caiado e disse ainda que pretende “mudar a Constituição” para “redemocratizar o Brasil”, uma vez que o PL elegeu a maioria dos parlamentares para o Congresso Nacional.
Nesse sentido, prometeu, caso eleito, diminuir a maioridade penal ao citar crimes violentos cometidos por jovens, a exemplo de tráfico, assassinato e violação de mulheres.
Há algumas semanas, o político conservador, de 77 anos, referiu-se a Flávio Bolsonaro como um dos “maiores assaltantes do Brasil” e no comício em Goiás esta terça-feira, deu explicações às críticas que fez ao mais novo aliado.
“Ah, mas o Caiado foi duro com Flávio. Eu sou duro com todos. Eu entro na campanha duro. Eu excedi-me nas minhas críticas, eu queria ganhar, queria ser presidente”, realçou Caiado ao dizer que entrará “de corpo inteiro por convicção” na campanha.
“Você está no segundo turno e tem o meu respeito”, declarou Caiado logo após dizer que “Lula roubou o futuro do Brasil” e citou os escândalos de corrupção que o Partido dos Trabalhadores (PT) já esteve envolvido, e que a vitória de Flávio “será o troco” ao PT.
“Pode contar com o nosso apoio. Estamos à sua disposição para entrar onde for no nosso país e dizer que o Estado brasileiro não se curva ao crime e à bandalheira”, completou.
Este é o segundo apoio formal que Flávio Bolsonaro recebe de um presidenciável, sendo o primeiro Romeu Zema, do NOVO, que foi governador de Minas Gerais, o segundo maior reduto eleitoral do país, mas só registou 0,27% nas urnas, ou seja, pouco mais de 326 mil votos válidos.
O ex-presidente brasileiro, Michel Temer (2016-2018), que sucedeu o Governo do PT após a destituição de Dilma Rousseff em 2016, usou as suas redes sociais para declarar apoio a Flávio.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro saiu na frente, com pouco mais de 2 milhões do atual Presidente, Lula da Silva, que tenta reeleição, na primeira volta do último domingo. Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos e o líder de esquerda do PT com 45,16%.
Com o cenário apertado e com índice alto de abstenção, ou seja, mais de 33 milhões de eleitores que não foram votar, as duas campanhas fazem apelo para que os seus apoiantes convençam as pessoas a comparecerem nas urnas no próximo dia 25.
“Arruma um voto, um votinho a mais para mim e já estará me ajudando demais”, afirmou Flávio em apelo aos seus apoiantes.
O candidato do PL foi até Goiás acompanhado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador reeleito por São Paulo, o estado brasileiro mais populoso e com maior número de eleitores do país.
Tarcísio declarou apoio a Flávio, embora o seu partido ainda não definiu quem irá apoiar na segunda volta.
Enquanto isso, outros dois grandes movimentos de centro, União Brasil e Partido Progressistas, devem oficializar na quarta-feira apoio a Flávio Bolsonaro, conforme adiantou a CNN Brasil.
Lula da Silva até ao momento não conseguiu apoio de nenhum outro candidato a Presidente do Brasil derrotado nas eleições do último domingo.
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