Está concluída a aquisição da Warner Bros Discovery (WBD) pela Paramount. O negócio de 81 mil milhões de dólares (71,98 mil milhões de euros) une a Paramount à WBD, dando origem a um novo gigante da indústria, a Skydance.

A operação foi finalizada esta terça-feira, após vários meses de escrutínio regulatório. “A transação foi concluída após a obtenção de todas as aprovações regulamentares necessárias, nos termos do acordo de fusão, e o cumprimento de outras condições habituais de conclusão”, explica a Paramount.

O novo gigante de Hollywood concentra “dois dos maiores estúdios cinematográficos, dois serviços de streaming globais, ativos de televisão como a CBS e HBO, os canais por cabo da Paramount e da WBD”, é possível ler em comunicado. Também há canais de informação nesta nova empresa, como a CBS News e a CNN, além de vários conteúdos desportivos.

As ações da nova empresa, a Skydance, vão começar a ser negociadas na bolsa de Nova Iorque esta terça-feira, com o símbolo SKYD.

“Hoje é um dia histórico, não só para a Skydance, mas para toda a nossa indústria”, diz David Ellison, chairman e CEO da Skydance em comunicado. “Desde o início, a nossa ambição foi unir estes dois estúdios de longa tradição e criar um concorrente mais forte, com o talento, os recursos e o alcance necessários para contar grandes histórias em todos os géneros, em todas as plataformas, para públicos de todo o mundo. Agora, essa ambição é uma realidade”, afirma Ellison.

O CEO da Paramount escolheu Yonon Kreiz, ex-CEO da gigante de brinquedos Mattel, para ser co-CEO da nova empresa combinada.

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Inicialmente, a WBD deu preferência à venda à Netflix. Porém, o negócio tinha diferenças, já que a Netflix não ficaria com os canais de televisão da WBD. Depois de a Paramount aumentar a oferta, a Netflix desistiu do negócio e o conselho de administração da Warner escolheu a empresa de Ellison.

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A operação foi contestada em vários pontos do globo pela dimensão da empresa que cria. Em Hollywood, o negócio também foi contestado, levando até a Paramount a ameaçar abandonar a Califórnia se não tivesse aprovação regulatória.