O novo diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, superintendente-chefe Pedro Moura, toma esta terça-feira posse, substituindo Luís Carrilho, que estava no cargo desde maio de 2024.

Pedro Moura, que era desde 2024 coordenador-geral da Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros do Sistema de Segurança Interna, vai tomar posse numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, no salão nobre do Ministério da Administração Interna.

Para a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), o novo diretor nacional da PSP assume funções num contexto “de forte contestação” pela valorização salarial e “numa fase complexa e exigente para a instituição”.

A ASPP/PSP considera que Pedro Moura terá de lidar com grandes dificuldades e adotar uma posição firme para exigir ao Governo os recursos e investimentos necessários.

O maior sindicato da PSP vai pedir uma audiência urgente para transmitir as suas preocupações e apelar a uma melhoria nas condições profissionais, numa altura em que continuam as negociações com o Governo e os protestos conjuntos entre polícias e militares da GNR.

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Pedro Moura, 59 anos, está desde 2024 na Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros do Sistema de Segurança Interna, tendo anteriormente chefiado o gabinete do diretor nacional da PSP, entre 2023 e 2024, e estado à frente do Departamento de Operações da PSP, entre 2022 e 2023.

Luís Carrilho vai ocupar o cargo de oficial de ligação em Paris, substituindo o também ex-diretor nacional da PSP Magina da Silva, que termina a comissão de serviço este mês de outubro.