Afinal, o plano de Pete Hegseth para transmitir em direto o fuzilamento do ex-militar que matou 13 pessoas num tiroteio em 2009 não vai avançar. Donald Trump anunciou esta quinta-feira o cancelamento da transmissão que estava a ser planeada, precisamente uma semana depois de o secretário da Defesa norte-americano ter feito o anúncio nesse sentido.

Fuzilamento de ex-militar que matou 13 pessoas será transmitido em direto. Vance admite que não vai assistir

“Acho que transmitir em direto a execução para todos verem teria sido uma forma de dissuasão para o Mundo ver como a América lida com Terroristas e ESCUMALHA como Hasan, mas muitas pessoas muito boas e com boas intenções prefeririam não o ver a morrer numa transmissão em direto ou em qualquer outro aparelho”, escreveu o Presidente dos Estados Unidos na Truth Social.

Trump esclarece que a execução vai avançar, ainda assim, como previsto e que os familiares das vítimas poderão deslocar-se ao local para “testemunharem JUSTIÇA”. Quer isto dizer que Nidal Hasan será executado por fuzilamento no próximo dia 3 de dezembro às 13h (18h em Lisboa), nas instalações militares de Fort Hood, no Texas. A última vez que as Forças Armadas dos Estados Unidos executaram alguém foi em 1961, por enforcamento. É preciso recuar a 1945 para encontrar a última execução militar por fuzilamento nos EUA, por deserção, escreve o Axios.

Nidal Hasan, recorda Donald Trump, foi condenado por, em 2009, ter matado 13 pessoas e ferido 32 num tiroteio em Fort Hood. Hasan, major do Exército norte-americano e psiquiatra, foi atingido no tiroteio, tendo ficado paralisado da cintura para baixo e utilizando, por isso, uma cadeira de rodas. O Presidente acusa Hasan de ser um “traidor” e “um homem muito mau e cruel”.

O líder norte-americano aproveitou ainda para responsabilizar o então Presidente Barack Obama pelo tiroteio. Em causa estão os emails trocados entre Hasan e um clérigo iemenita, que estava a ser vigiado pelas autoridades norte-americanas por representar um risco de segurança, e que foram intercetados pelo FBI antes do ataque. “Os investigadores concluíram que os emails de Hasan não eram uma ameaça. Esta avaliação da Administração Obama foi mais tarde considerada um fracasso-chave dos serviços de informações”, critica Trump.

[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]