A Câmara do Porto anunciou esta sexta-feira a criação de uma rede de desfibrilhadores automáticos externos (DAE), no âmbito de uma ação de 12 horas para formar a população em práticas de reanimação e suporte básico de vida.

Entre os participantes na ação de sexta-feira em frente à Câmara do Porto, na Praça General Humberto Delgado, que organizou o Porto Reanima com a Cruz Vermelha e o INEM, esteve o presidente, Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL), que experimentou num boneco respiração boca a boca e massagem cardíaca, além de ouvir conselhos sobre como atuar perante uma paragem cardiorrespiratória.

O autarca viu, ainda, o DAE instalado na própria Avenida dos Aliados antes de anunciar, aos jornalistas, a criação desta rede que terá os primeiros equipamentos instalados nas zonas “de maior concentração populacional”.

“Pode fazer a diferença entre a vida e a morte em muitas circunstâncias. Em Portugal, apenas 26% das paragens cardiorrespiratórias que são testemunhadas são alvo de reanimação até à chegada da emergência profissional. A média europeia está nos 58%”, referiu.

Associando estes números à formação da população em geral e à disponibilização destes equipamentos no espaço público, o Porto quer dar esse “bom passo” e começar a formar quaisquer interessados, de forma gratuita, em ações como a desta sexta-feira, mas começando pelos “vizinhos” dos DAE que estão a ser instalados.

“É um problema muito intenso na vida das cidades. (…) Hoje, estamos aqui durante 12 horas consecutivas a dar formação, temos mais de 530 inscritos, e já tem havido muitas pessoas que não estão inscritas que têm participado neste curso rápido. A ideia é massificar este tipo de respostas”, garantiu o autarca.