Acompanhe o nosso liveblog sobre conflitos internacionais
A Guarda da Revolução Islâmica, exército ideológico do Irão, anunciou esta segunda-feira que um incêndio deflagrou a bordo de um navio-petroleiro após uma colisão com uma mina no Estreito de Ormuz.
A embarcação “atingiu uma mina naval a sul do Estreito de Ormuz, provocando uma explosão e um incêndio na casa das máquinas”, informou a Guarda, num comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana Irna, sem adiantar detalhes sobre o nome ou a origem do petroleiro.
O navio “tentava passar por uma rota não autorizada, pelo sul”, acrescenta o texto, acusando a embarcação de ter desativado os sistemas de localização.
“Qualquer navio que passe pelo Estreito de Ormuz (…) e desative os sistemas de navegação e identificação será sujeito a medidas severas e firmes“, alertou a Guarda.
O Irão reivindica o controlo de Ormuz, por onde, antes da guerra, passava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos em todo o mundo, e costuma tomar como alvo as embarcações que se aventuram no estreito sem a sua autorização.
Desde o bloqueio do estreito pelas forças iranianas, muitos navios tentam atravessá-lo sem a permissão de Teerão, navegando rente à costa de Omã. O Irão considera que estas embarcações estão em situação irregular.
Antes do conflito, desencadeado após a ofensiva militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro, a travessia do Estreito de Ormuz decorria sem entraves e não necessitava de qualquer autorização.
Um total de 135 incidentes marítimos e 76 feridos ou mortos no mar foram registados desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, indicou no domingo a agência britânica de segurança marítima UKMTO.
Dos 135 incidentes marítimos registados no período, 114 resultaram em danos em embarcações, adiantou a mesma fonte.
Na última semana, a UKMTO registou 12 ataques contra embarcações: 10 no Estreito de Ormuz, um no Golfo Pérsico e outro no Golfo de Omã.
Os incidentes incluem o afundamento de um navio porta-contentores, atingido por um projétil no dia 13 de outubro, sem registo de feridos entre a tripulação.
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
Um outro ataque, contra um navio-petroleiro no dia 11 de outubro, resultou no desaparecimento de dois tripulantes, segundo as autoridades indianas citadas no relatório.
A UKMTO não detalha a divisão das 76 vítimas entre feridos e mortos, e alerta que o número real de ataques pode ser superior ao registado, uma vez que muitas embarcações afetadas não comunicam os incidentes.
Por sua vez, a Organização Marítima Internacional, com sede em Londres, contabiliza — com base em dados de 09 de outubro — 24 marinheiros mortos.
A organização regista ainda 113 incidentes confirmados no Estreito de Ormuz e no Médio Oriente, até 14 de outubro.
Os números apresentados por ambos os organismos referem-se a registos distintos e não são diretamente comparáveis.