A Proteção Civil faz esta quinta-feira uma avaliação ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), num ano em que a área ardida diminuiu 72% e os fogos aumentaram quase 6% em relação a 2025.
Dados do portal do Sistema de Gestão de Informação de Fogos Rurais (SGIFR) dão conta que este ano deflagraram 8.573 fogos que consumiram 74.560 hectares.
Segundo o SGIFR, o ano de 2026 apresenta o quinto valor mais reduzido em número de incêndios e o sexto valor mais elevado de área ardida da década.
No entanto, o número de incêndios aumentou este ano, o que já não acontecia desde 2022, quando deflagraram 10.368.
Os dados mostram também que a maioria das ignições com maior área ardida teve como causas o incendiarismo, uso do fogo (queimas e queimadas) e acidental, frisando que 56% da área ardida foi consumida em dias de risco máximo de incêndios.
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Os maiores incêndios do ano ocorreram no mês de julho e deflagraram nos concelhos de Vouzela (Viseu), com 12.804 hectares de área ardida, de Valpaços (Vila Real), com 11.619 hectares, e na Guarda, com 4.888 hectares.
A sessão de avaliação do DECIR deste ano vai ser presidida pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.