“Se o problema toca a todos, então a luta é de todos”. No centro da praça do Rossio, na véspera de uma nova acampada pré-anunciada, apareceu uma tenda. Ao lado de um capacete, de um colete, de uma camisa, de um par de botas e de um bastão, surge montada uma tenda azul e branca, à imagem do equipamento da PSP ali colocado. Não foi este o único simbolismo montado na praça, mas foi o mais marcante da última instalação de Bordalo II.
O artista português confirmou a autoria desta crítica artística nas redes sociais, no final da tarde de sexta-feira. “Uma casa onde morar é um direito fundamental pelo qual TODOS têm o direito e o dever de lutar”, destacou no Instagram. Numa publicação em que sublinha a necessidade de lutar por “direitos fundamentais”, também pelas “futuras gerações”, Bordalo II critica a resposta das autoridades e do Governo à vaga de protestos pela habitação que tem marcado a agenda mediática.
“Os direitos fundamentais de que gozamos hoje foram também eles conquistados através da luta de outros antes de nós que, independentemente da indumentária, do tamanho da franja ou da quantidade de brincos, se dispuseram a dar o seu corpo, o seu tempo e a sua segurança para alcançar um bem que beneficiará toda a sociedade. Infelizmente, mais uma vez o Estado escolheu instrumentalizar as forças de segurança mobilizando-as para a violência“, escreve o artista.
Para além da tenda e do equipamento policial, Bordalo II também ilustrou os episódios de violência policial registados nas últimas semanas nas sinalizações das passadeiras no Rossio, bem como um carrinho de mão cheio de pedras de calçada. Aliada a esta última instalação, o artista deixa ainda uma nota: “Quem quer alimentar a violência que atire a primeira pedra!”.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]