O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, compareceu a uma exposição de drones na quinta-feira, durante a qual o país disparou vários projéteis — após 17 dias sem ocorrências registadas. Numa altura em que se verifica um agravamento das tensões com a Coreia do Sul, Kim terá destacado a importância de alcançar “superioridade absoluta na tecnologia de drones”.

A Associated Press dá conta de que Pyongyang deseja diversificar o espólio de armamento convencional, mas também nuclear — possivelmente incentivado pelos militares norte-coreanos destacados na Rússia, que, segundo os especialistas, terão expandido os conhecimentos sobre a máquina de guerra russa.

Citado pela Korean Central News Agency, o líder coreano destacou a necessidade de alcançar “superioridade absoluta na tecnologia de drones”, a fim de “expandir e fortalecer a tecnologia aeronáutica não tripulada”.

Os media sul-coreanos avançaram que, durante a exposição, o país a norte apresentou uma variedade de mais de 30 drones diferentes e conduziu testes de drones, mísseis e outras armas de ultraprecisão.

O sistema militar do país democrático detetou o lançamento de projéteis a partir da costa nordeste da Coreia do Norte esta quinta-feira — a primeira ocorrência registada nos últimos 17 dias.

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Em setembro, três soldados sul-coreanos ficaram feridos na explosão de uma mina colocada dentro da Zona Desmilitarizada, uma área tampão que separa as duas Coreias desde o armistício de 1953. A Coreia do Norte rejeitou as acusações de que seria responsável pelo sucedido, apesar de a investigação realizada pela Coreia do Sul com o Comando das Nações Unidas ter chegado a essa conclusão.

O país liderado por Kim Jong-un acusou os vizinhos a sul de transmitirem mensagens provocadoras e efetuarem disparos de advertência perto da fronteira, entre 1 e 17 de outubro — alegações que Seul considerou inaceitáveis, tendo acusado Pyongyang de “atribuir, sem fundamento, a responsabilidade pela escalada das tensões militares” às forças armadas sul-coreanas.

Exército da Coreia do Sul classifica ameaças do Norte como inaceitáveis