Um primo do príncipe Alberto II do Mónaco morreu em circunstâncias suspeitas no passado fim de semana. Antoine de Massy, de 29 anos, foi encontrado morto no domingo, numa praça em Larvotto, uma zona de praia na zona leste do principado. Na quarta-feira, um homem de 42 anos foi detido e acusado dos crimes de “homicídio negligente” e “omissão de socorro”.
A autópsia indica que a morte do descendente dos Grimaldi foi provocada, provavelmente, por “uma queda de uma altura de 13 metros“, a partir do Boulevard du Larvotto, sobre uma zona plana situada atrás de um edifício. De acordo com o Le Parisien, Antoine de Massy foi visto na madrugada de sábado para domingo a sair de uma discoteca visivelmente embriagado, a caminhar com a ajuda de um homem. Ainda não está clara a sequência dos factos, nem se a queda foi provocada ou um acidente.
▲ Antoine, segundo da esquerda para a direita, no 10º aniversário da Embaixada do Mónaco em Washington, em 2016
Reprodução Instagram @antoinedemassy
De acordo com Stéphane Thibault, procurador-geral do Mónaco, citado pela TF1 Info, “após a investigação levada a cabo pela polícia judiciária, foi aberto um inquérito judicial confiado a um juiz de instrução, para que possa continuar as investigações sobre os factos classificados como homicídio negligente e omissão de auxílio”.
O detido na passada quarta-feira foi identificado através das câmaras de CCTV como sendo a pessoa que aparece a caminhar ao lado de Antoine por volta das três da manhã daquela madrugada. Trata-se de um homem de 42 anos, de nacionalidade ucraniana, que reside no principado há trinta anos. O homem “negou os factos durante a sua detenção policial”, e “por enquanto, não quis responder às perguntas do juiz”. De acordo com a Procuradoria-Geral, as duas acusações referem-se a “factos que podem ter ocorrido em momentos diferentes”.
Antoine era filho de Christian de Massy, primo-irmão de Alberto II. Apesar de ser descendente dos Grimaldi, Antoine não desempenhava nenhum papel oficial dentro da família real, e mantinha uma vida privada como empreendedor no setor da tecnologia. Viveu boa parte da vida nos EUA, e estudou Relações Internacionais na Universidade Internacional da Florida, em Miami, antes de regressar a Monte Carlo em 2021, quando lançou uma empresa de desenvolvimento de aplicações para telemóveis.
Num comunicado divulgado na segunda-feira, o Palácio informou que o príncipe Alberto II e a princesa Charlène receberam a notícia da sua morte “com tristeza”. “Apaixonado por ténis, fazia parte de uma história familiar intimamente ligada a este desporto no principado”, diz o comunicado. “Suas Altezas partilham o pesar da sua família e dos seus entes queridos, e expressam as suas sinceras condolências neste momento de dor.”
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]