O Estado, através da Parpública, pagou 138,79 milhões de euros pelos 5,3% do capital da REN que comprou à Fidelidade. Num comunicado emitido esta sexta-feira, três semanas depois de se ter concretizado a operação, o Ministério das Finanças revela os detalhes financeiros desta aquisição que recebeu agora o visto do Tribunal de Contas.
O valor pago à seguradora representou um prémio de 8,34% face ao preço médio ponderado pelo volume das ações da REN negociadas nos últimos seis meses.
O Ministério explica que a diferença face ao prémio pago ao empresário Amancio Ortega em agosto, de cerca de 15%, “reflete o diferente valor estratégico de cada posição. O prémio da primeira fase remunerou os direitos de governance conferidos, a falta de liquidez e a certeza de execução da operação”. Os 13,7% comprados ao empresário espanhol conferem o direito ao Estado a nomear um administrador não executivo.
O prémio da segunda fase é inferior também pelo facto de o “Estado já dispor de poderes de designação no conselho de administração e se tratar de um reforço de uma posição já existente e não de uma primeira entrada no capital, o que implica menor risco de execução e de integração”.
Com estas duas aquisições, o Governo dá como concluído o objetivo de adquirir uma posição estratégica na REN, um investimento que ascende a 529 milhões de euros suportados pela Parpública com transferências feitas pelo Estado.
O “reforço da presença pública no capital da REN “permite dotar o Estado de um instrumento acrescido de acompanhamento e alinhamento com as prioridades nacionais num setor de manifesto interesse estratégico, sem prejuízo da preservação da estabilidade institucional, da continuidade operacional da empresa e preservando a estabilidade regulatória”, refere o Ministério das Finanças.