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O chanceler alemão, Friedrich Merz, exigiu esta terça-feira que os europeus tenham uma voz nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia, mas manifestou reservas quanto à seriedade de Moscovo no processo.

“É importante que a Rússia se envolva finalmente em negociações sérias (…). Por enquanto, não vejo isso a acontecer”, afirmou Merz, que recebeu esta terça-feira em Berlim o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, citado pela agência francesa AFP.

As próximas conversações sobre a guerra na Ucrânia, iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022, estão previstas para 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, apenas com negociadores ucranianos e russos, sob mediação dos Estados Unidos.

Zelensky disse esperar que as conversações possam resultar num encontro com o homólogo russo, Vladimir Putin.

“Esperamos que o formato das reuniões trilaterais entre a Ucrânia, os Estados Unidos e a Rússia seja retomado em 10 e 11 de novembro, e que se trate de um formato ao nível das nossas equipas”, afirmou durante uma conferência conjunta com Merz.

“Contamos com o facto de o trabalho neste formato e as nossas outras diligências diplomáticas abrirem caminho para um formato trilateral ao nível dos líderes”, disse o líder ucraniano.

Zelensky recusou manter uma conversa telefónica com o homólogo russo, Vladimir Putin, encontrar-se com ele em Moscovo ou convidá-lo a reunir-se em Kiev, por considerar que seria destrutivo e um insulto para todos aqueles que anseiam pela paz.

“Não convidaremos Putin para Kiev, não. Em 2022, os russos vieram [à Ucrânia] sem convite e não faz sentido convidar Putin a Kiev, porque não virão”, afirmou, referindo-se à invasão russa de há quase cinco anos.

“E fazer um convite que não vai ser aceite é destrutivo, do mesmo modo que é destrutivo que me convidem a Moscovo”, referiu, citado pela agência espanhola EFE.