O ministro da Defesa Nacional apontou esta segunda-feira a produção de drones, os satélites e os sistemas de defesa como áreas em que Portugal e Grécia pretendem aprofundar a cooperação, após assinar um acordo para a venda de três aeronaves.

A posição foi transmitida por Nuno Melo numa declaração breve à comunicação social no Ministério da Defesa grego, em Atenas, ao lado do seu homólogo, Nikos Dendias, depois de assinado o acordo entre os dois Estados para a venda de três KC-390.

Portugal assina esta segunda-feira a venda de três KC-390 à Grécia com retorno de 33 milhões de euros

Portugal e a Grécia assinaram esta segunda-feira um acordo para a venda de três aeronaves Embraer KC-390 num negócio de cerca de 590 milhões de euros que deverá gerar 33 milhões de euros de retorno para o Estado português.

Foi também assinado um acordo de cooperação bilateral entre a Força Aérea Grega e a Força Aérea Portuguesa.

O governante português considerou que “há muitas coisas” que os dois países podem fazer em conjunto, destacando a possibilidade de aprofundar a colaboração em áreas como os satélites, a produção de drones, os sistemas de defesa e aeronaves.

“Os nossos países são muito semelhantes em muitos aspetos, pelo que nos compreendemos muito facilmente”, frisou, referindo que este tipo de parceria trará “benefícios mútuos” a Portugal e à Grécia.

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Quanto ao acordo assinado esta segunda-feira, Nuno Melo considerou que deve ser encarado como um passo numa “parceria estratégica de longo prazo, e não como um simples programa de aquisição”.

Para o ministro, este negócio permitirá reforçar a cooperação entre as forças aéreas portuguesa e grega em áreas como a formação, manutenção, logística, apoio operacional e desenvolvimento de capacidades militares.

Por sua vez, o ministro da Defesa grego, Nikos Dendias, classificou o acordo como um momento importante na relação entre os dois países e salientou a experiência portuguesa na operação dos KC-390.

Nikos Dendias referiu também a intenção de os dois países aprofundarem as suas parcerias em áreas como a construção de aeronaves e embarcações, dando como exemplo os porta-drones.

O contrato entre os dois Estados foi assinado pelo diretor-geral de Armamento e Património da Defesa Nacional, António José Baptista, e pelo diretor-geral da Direção de Investimentos e Armamento de Defesa da Grécia, major-general Ioannis Bouras, na presença dos dois ministros e do chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Sérgio Pereira.

O contrato inclui, além dos três aviões, equipamentos de missão, apoio à entrada em serviço e assistência posterior à Força Aérea grega.

Portugal ficará responsável pela supervisão da produção, pelo acompanhamento dos processos de aceitação e entrega das aeronaves, pela transição operacional e pela formação inicial de tripulações e mecânicos gregos, que decorrerá na Base Aérea de Beja.