A empresa portuguesa Tekever tem planos para estabelecer operações na Dinamarca, um avanço que marca a entrada da empresa na região nórdica.
Em comunicado, a empresa de drones autónomos com inteligência artificial (IA) revela que o anúncio surge “na sequência de uma reunião em Copenhaga com o ministro da Defesa da Dinamarca, Jeppe Brus”.
Além destes planos de operações, a Tekever revela que vai passar a ter o Fundo de Investimento e Exportação da Dinamarca (EIFO) como investidor. Não há para já um montante revelado, sendo explicado que a entidade dinamarquesa “assumiu o compromisso de investir e entrará num novo fecho da ronda de financiamento de Série D”. Em setembro, a Tekever angariou 580 milhões de dólares (520,9 milhões de euros) no primeiro fecho da ronda, que avaliou a empresa em 6,4 mil milhões de dólares (5,7 mil milhões de euros).
Tekever capta mais 500 milhões passando a valer mais de 5,5 mil milhões de euros
“Com este investimento, o EIFO está a apoiar o crescimento contínuo da Tekever e a aproximar uma empresa europeia líder no setor da defesa à Dinamarca”, comenta Peder Lundquist, CEO da EIFO. “Com base nos laços já existentes com o ecossistema dinamarquês, isto cria potencial para uma maior colaboração, desenvolvimento tecnológico e uma maior participação industrial dinamarquesa no setor europeu da defesa.”
A Tekever está a trabalhar com o município dinamarquês de Odense, a maior cidade da ilha de Funen, e terra de onde era natural o autor de contos Hans Christian Andersen. Estarão a ser desenvolvidos “acordos com parceiros locais” e também avanços para “a criação de uma entidade dinamarquesa”.
“O estabelecimento da nossa primeira presença operacional na Dinamarca proporciona à Tekever uma plataforma para trabalhar com clientes e parceiros em toda a região”, diz o CEO Ricardo Mendes em comunicado. “Iremos desenvolver a nossa presença operacional por fases, em resposta à procura e às autorizações necessárias”, explica. Destaca como “pontos fortes da Dinamarca” os “testes com drones, robótica e investigação”, que “criam uma base sólida para a colaboração”. A Tekever pretende, “ao longo do tempo”, a Tekever pretende “contribuir para as capacidades industriais e tecnológicas soberanas da Dinamarca e para a região nórdica em geral”, diz Mendes.
A empresa portuguesa diz que já está a trabalhar com parceiros dinamarqueses, vendo “oportunidades nas áreas da defesa, segurança e tecnologia”.
Este anúncio sobre os planos para a Dinamarca surge após o início das operações da Tekever na Alemanha, em outubro.
Os sistemas autónomos desenvolvidos pela Tekever são aplicados a áreas como a defesa, a segurança ou no setor civil. Os equipamentos da empresa estão também a ser usados na guerra da Ucrânia.
Neste momento, a empresa está presente em Portugal, Reino Unido, França, Alemanha, Estónia, Ucrânia e EUA.