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Sentada num banco, J.K. Rowling (então apenas “Jo” Rowling) esperava por um comboio que teimava em não vir. Estava de regresso a Manchester, de onde se tinha mudado há pouco tempo com o namorado, quando a imagem de um rapaz franzino, de cabelo preto despenteado, lhe veio à cabeça. “Jo” Rowling escrevia diariamente desde os seis anos, mas nunca tinha ficado tão entusiasmada com uma ideia nova. Sem uma caneta à mão, e demasiado envergonhada para pedir uma emprestada, deixou-se ficar ali, durante horas a fio, a imaginar as aventuras do jovem que era feiticeiro sem saber.

Foi nessa mesma noite, em 1990, que começou a escrever Harry Potter e a Pedra Filosofal, o primeiro livro da saga de fantasia. “Se tivesse abrandado as ideias, de modo a conseguir captá-las em papel, talvez tivesse perdido muitas delas”, escreveu mais tarde. Tinha nascido o “rapaz que sobreviveu”. A publicação só chegou sete anos depois, pela editora inglesa Bloomsbury. A tiragem inicial foi de mil cópias. Seguiram-se as edições norte-americana, em 1998, e a portuguesa, em 1999. O sucesso foi quase instantâneo. O rapaz, que já era uma lenda na história, tinha-se tornado num fenómeno mundial.

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