1975

11 de novembro

Angola torna-se independente, depois de uma guerra iniciada em 1961 contra os colonizadores portugueses. Desde outubro que havia também uma guerra civil entre o MPLA, a UNITA e a FNLA. A África do Sul chegou a enviar tropas para apoiar a UNITA na luta contra o MPLA.

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1979

10 de setembro

Morre Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola e figura unificadora da jovem nação independente.

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1979

20 de setembro

José Eduardo dos Santos chega à presidência de Angola depois da morte de Agostinho Neto, cargo que manteve até aos dias de hoje.

MPLA Angola/ YouTube

1984

16 de fevereiro

Acordo entre Luanda e Pretória para a retirada das tropas sul-africanas.

Outapi War Museum

1988

20 de dezembro

Criação da Missão de Verificação das Nações Unidas (UNAVEM), para o estabelecimento de paz e ordem em Angola. Houve três missões entre 1989 e 1997. A primeira geriu a partida dos soldados cubanos que combatiam em Angola.

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1988

22 de dezembro

Acordo em Nova Iorque para a retirada dos 50 mil soldados cubanos que apoiavam o regime. A retirada viria a ser efetivada só três anos depois, em 1991.

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1991

26 de março

Instauração do multipartidarismo, um sistema político que assume a existência de três ou mais partidos num país. As principais forças políticos em Angola na altura eram UNITA e MPLA.

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1991

31 de maio

Assinatura de um acordo de paz entre José Eduardo dos Santos e Jonas Savimbi, líder da UNITA, em Bicesse (Cascais, Portugal). Acordo previa a convocação de eleições livres.

Association for Diplomatic Studies and Training

1992

26 de agosto

Dá-se a revisão da Constituição angolana: a República Popular de Angola passa a chamar-se República de Angola.

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1992

29 e 30 de setembro

Primeiras eleições gerais democráticas, supervisionadas pela ONU e vencidas pelo MPLA. A UNITA contestou os resultados. Em outubro, recomeça a guerra.

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1993

Entre janeiro e março

Os combates pela tomada do Huambo, no centro de Angola, fazem cerca de 12 mil mortos.

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1993

19 de maio

Estados Unidos da América reconhecem oficialmente o regime do presidente José Eduardo dos Santos. Neste ano, morreram 25 mil pessoas na cidade de Kuito, segundo a ONU.

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1994

20 de novembro

Assinatura dos protocolos de Lusaka. Este acordo, estabelecido na Zâmbia, consistia na desmobilização das tropas da UNITA e do MPLA. Trouxe a paz durante quatro anos.

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1995

6 de maio

Primeira cimeira entre Eduardo dos Santos e Savimbi em Lusaka, que deveria ter dado origem à paz definitiva.

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1995

18 de maio

Savimbi, líder da UNITA, aceita o resultado das eleições de 1992 e dá nova esperança à paz.

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1996

8 de maio

Promulgação de uma lei de amnistia, que perdoa os crimes cometidos pela oposição ao regime durante o período de guerra civil.

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1997

9 de abril

Tomada de posse dos deputados da UNITA eleitos em 1992 e início dos trabalhos parlamentares.

Associated Press

1997

11 de abril

Surge o primeiro Governo de Unidade e Reconciliação Nacional, que geriu a nação até 2008. Era a designação anterior do Governo da República de Angola.

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1997

30 de outubro

Sanções da ONU contra a UNITA, por não respeitar os acordos de paz. Na imagem, o presidente da ONU na altura, o ganês Kofi Annan.

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1998

2 de setembro

Antigos aliados rompem com Savimbi e formam o Comité de Renovação. O governo interrompe o diálogo com a UNITA e reconhece os dissidentes como únicos interlocutores válidos.

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1998

Final do ano

Recomeço da guerra civil em grande escala. No ano seguinte, Issa Diallo (chefe das Nações Unidas em Angola) deixa o país sem cumprir a promessa de paz.

Reuters

1999

29 de janeiro

José Eduardo dos Santos passa a assumir plenos poderes, ao abolir o cargo de primeiro-ministro em Angola.

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1999

26 de fevereiro

A ONU põe fim à Missão de Observação das Nações Unidas em Angola (MONUA), criada dois anos antes para gerir os conflitos entre as duas forças políticas angolanas.

UN Photo/x

1999

14 de setembro

Início de uma ofensiva do exército em vários feudos rebeldes no centro do país. Contudo, não conseguiram acabar com a guerrilha da UNITA.

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1999

Dezembro

Namíbia autoriza as forças angolanas a intervir no seu território para perseguir a UNITA.

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2000

10 de março

Uma comissão de investigação da ONU acusa os chefes de estados africanos de envolvimento no tráfico de armas e diamantes com a UNITA, violando assim as exigências da ONU.

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2000

18 de agosto

José Eduardo dos Santos reconhece a existência de “focos de resistência” da UNITA. Angola assiste a violentos combates desde julho, principalmente na província de Moxico, onde a população isolada passa fome.

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2000

2 de outubro

O MPLA assume que não estão reunidas as condições necessárias para a realização de eleições gerais em 2001, tal como exige a oposição civil.

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2000

30 de novembro

O Parlamento aprova a lei de amnistia geral, que se aplica aos rebeldes da UNITA e a Savimbi. A UNITA repudia-a, exigindo negociações com o MPLA. Multiplicam-se os ataques, cuja autoria era atribuida aos rebeldes. O exército viria a fazer ofensivas em quase todas as províncias angolanas.

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2001

3 de junho

Jonas Savimbi reconhece a derrota do seu movimento na guerra contra o regime de Luanda.

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2001

10 de agosto

Um ataque contra um comboio de passageiros na província de Cuanza-Sul, reivindicado pelos rebeldes da UNITA, faz 259 mortos e 412 desaparecidos.

Eddy Métais/ Google Maps

2002

22 de fevereiro

Morte de Jonas Savimbi, líder da UNITA, após confrontos entre o exército angolano e uma coluna do seu movimento rebelde em Moxico.

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2002

12 de março

O Exército confirma a morte do general António Dembo, vice-presidente da UNITA enquanto Savimbi estava vivo e depois apontado como seu potencial sucessor. Desde a morte de Savimbi, era Dembo quem assumia o cargo mais alto da UNITA.

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2002

13 de março

O governo ordena ao exército que suspenda a ofensiva contra a UNITA dentro de um plano de reconciliação e manifesta a sua disposição de decretar uma amnistia a favor dos insurgentes.

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2008

5 de setembro

Realizam-se as eleições legislativas em Angola. O MPLA vence com 82% dos votos, contra 10% da UNITA.

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2008

17 de setembro

José Eduardo dos Santos visita Pequim e aprofunda os laços de cooperação que levaram a China a investir mais de oito mil milhões de dólares em Angola. Em troca: acesso preferencial ao petróleo angolano.

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2009

20 de março

Papa Bento XVI visita Angola e a população adere em massa, provocando o caos nas ruas da capital. O país já tinha recebido a visita de João Paulo II em 1992.

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2010

8 de janeiro

Ataque terrorista à Seleção Togolesa de Futebol, no território para a disputa da Copa Africana em Cabinda, reivindicado pela Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda.

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2011

12 de setembro

Leila Lopes torna-se Miss Universo, primeira cidadã angolana a conseguir esse feito.

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2015

20 de junho

Detenção de Luaty Beirão e de mais 15 ativistas angolanos, num processo que abalou o regime e que chamou a atenção do mundo para a repressão à liberdade de expressão em Angola.

LUSA