Ben Morris, vencedor de um Óscar: “Divirto-me imenso a fazer filmes da Guerra das Estrelas” /premium

10 Junho 2018

Ben Morris fez os efeitos visuais de filmes como "Gladiador" ou "Bússola Dourada" (que lhe deu um Óscar). Em criança, o sonho era fazer parte da "Guerra das Estrelas": 40 anos depois, realizou-o.

Ben Morris pode não ter levado para casa o Óscar de Melhores Efeitos Visuais, pelo trabalho que fez no filme “Guerra das Estrelas: Os Últimos Jedi”, ao contrário do que aconteceu em 2008, quando ganhou o galardão pelo filme “A Bússola Dourada”. Mas isso não o preocupa. Depois de ter trabalhado n’”O Despertar da Força”, também da saga de ficção científica, cumpre um sonho que tinha desde criança,  quando disse aos pais: “Quero fazer filmes da Guerra da Estrelas”.

[Ben Morris a aceitar o Óscar de Melhores Efeitos Visuais com Michael L. Fink, Bill Westenhofer  e Trevor Wood pelo filme “A Bússola Dourada”, em 2008]

A carreira do especialista em efeitos visuais tem o reconhecimento de um Óscar e de um Bafta (entre outros). Pode não conhecer o nome, mas muito provavelmente já viu parte do seu trabalho, em filmes como “Gladiador”, “Tróia”, “Lincoln”, na saga de Harry Potter e, mais recentemente, no “A Guerra das Estrelas: Os Últimos Jedi”. Ben Morris também é o fundador da Industrial Light & Magic (ILM) Londres, um dos principais estúdios de efeitos visuais do mundo. “Crescemos de uma equipa de três pessoas para quase 500”, contou ao Observador.

Numa visita a Lisboa, à Second Home, falou do trabalho que dá criar naves espaciais e os efeitos visuais daquela galáxia que está “muito, muito distante”. Em entrevista, além de contar como se tornou num dos principais nomes da indústria, explica quais são os passos necessários para fazer um filme da saga e deixa conselhos para quem quer fazer o mesmo.

Aprendeu com os Marretas para ganhar um Óscar 18 anos depois

Já ganhou um Óscar, um Bafta, entre outros prémios.  O que sente quando recebe este tipo de reconhecimento?
Ganhar um Óscar é uma coisa maravilhosa, não vou mentir. Para mim, quando anunciaram o vencedor do Óscar, tudo parou. Lembro-me de olhar para a minha mulher e parecer que estava tudo em câmara lenta. É uma coisa muito boa. Mas o mais importante é que não sou eu que estou a receber o prémio, é a minha equipa. Em filmes como a “Bússola Dourada”, temos entre mil a dois mil artistas a trabalhar com o mesmo objetivo. Receber estes prémios deixa-me muito orgulhoso por poder aceitar este reconhecimento em nome de todos. Muitas vezes, as pessoas não sabem realmente quantos artistas de efeitos especiais trabalham arduamente para fazer estes filmes. Muita gente pensa que isto acontece como se fosse magia e que só temos de nos sentar num computador e carregar num botão para fazer o Snoke. Não é isso. São precisos artistas, artesãos, engenheiros informáticos, físicos e até anatomistas.

"Muita gente pensa que é como que por magia e só nos sentamos num computador e carregamos num botão para fazer o Snoke. Não é isso. É preciso artistas, artesãos, engenheiros informáticos, físicos e até anatomistas"

Começou a trabalhar na indústria devido aos Marretas, certo?
Sim. Comecei a trabalhar com a Jim Henson Creature Shop [estúdio de “Os Marretas”] devido a uma palestra da British Film Institute, em Londres. Tinha 18 anos e andava a fazer filmes. Queria fazer bonecos animatrónicos (???) e quando fui à palestra que estavam a dar, mostrei-lhes algumas coisas que andava a fazer. Perguntaram-me se queria ir à oficina dos estúdios em Londres. Foi fantástico. Quando fui para a faculdade estudar engenharia, perguntei se me podiam dar uma bolsa [sponsorship] e, no meu projeto de último ano, que está relacionado com controlos robóticos de grandes criaturas, recebi uma dos estúdios.

No primeiro filme em que trabalhei, o “Conto de Natal dos Marretas”, estava nas férias de verão, ainda estava na faculdade. Mal acabei o curso juntei-me à equipa. Era muito novo e era uma equipa muito grande. Ajudámos a fazer as miniaturas: a cidade que tem todos os edifícios, no início, também há algumas florestas. [O trabalho] teve muito a ver com modelos.

[o início do “Conto de Natal dos Marretas”, com os modelos em que Ben Morris trabalhou]

Como é que começou a trabalhar com efeitos visuais?
Foi quando estava a trabalhar com o “Babe 2”. Estava a olhar para o que estava a ser feito no mundo dos gráficos de computador, isto porque vi o “Parque Jurássico: O Mundo Perdido”. Nessa altura, pensei: “Há aqui algo que tenho de aprender”. Aprendi do zero com uma empresa chamada Mill Film. Foi nesse momento que comecei a fazer efeitos visuais e a não ter de lidar apenas com as partes mais práticas do filme.

[Nos créditos finais de O Conto de Natal dos Marretas, Ben Morris surge já como um dos criadores dos modelos – model makers]

Como fazer um filme da Guerra das Estrelas, lição 1

Na saga “Guerra das Estrelas”, trabalhou nos filmes “O Despertar da Força” e “Os Últimos Jedi”. Qual é o processo para criar os efeitos visuais de um filme destes ?
Como supervisor de efeitos visuais, estava responsável por tudo no último filme. O Roger Guyett estava responsável pelo “O Despertar da Força”, mas também trabalhei com ele [nesse filme]. Estivemos envolvidos desde a primeira reunião. Na primeira leitura do guião, estava o responsável de design de produção, o cinematógrafo, o primeiro assistente de realização, o produtor, o realizador e eu. Lemos o guião em segredo, num sala secreta, para que ninguém pudesse ver o que estávamos a fazer. Temos autorização para tirar notas, mas são mesmo secretas e só podemos utilizar na conversa.

Neste caso [no “Os Últimos Jedi”], falei com o Rian [o realizador] sobre quais eram as preocupações que tinha e o que queria fazer em algumas sequências. Depois disto, acabamos a reunião e vamos falar com os criadores chave do projeto para o resto da pré-produção.

Falamos, planeamos, o Rian faz uns sketches das cenas que quer e desenha-as em pequenos cadernos. Depois, vemo-los e damos a um artista de storyboard, que os torna mais bonitos e fáceis de ler. Fazemos isso para todas as grandes sequências do filme, depois penduramos tudo numa parede para podermos ver e discutir o que está a acontecer. Após este passo, damos a um editor, que faz pequenos vídeos com um pouco de som para começarmos a perceber a sequência. Só neste momento é que se começa a utilizar uma pequena versão de efeitos especiais, porque é possível perceber os movimentos da câmara, decidir que lentes utilizar, e decidir, por exemplo, quantas naves podem aparecer numa cena.  Este processo permite a todos os departamentos que trabalham no filme verem o que o diretor quer fazer.

As várias fases em bruto até se ter uma versão, não final, de como ficam os efeitos visuais das naves

Também ajudou o realizador Rian Johnson com o processo criativo?
Sim, trabalhei todo os dias com o Rian. Discutimos, por exemplo, como fazer Crait [planeta do último filme] em sal. Ou como íamos fazer o Snoke neste filme [um dos vilões] e as batalhas espaciais.

O Snoke, por exemplo, ia ser sempre daquele tamanho? No primeiro dos novos filmes, vimos um holograma em que era um gigante e depois foi mais pequeno…
Sempre soubemos com o J.J. Abrams que o Snoke ia ser grande e um holograma (cerca de 7/8 metros). Mas no início de “Os Últimos Jedi”, o Rian disse que não queria que o Snoke fosse um holograma e que queria que ele fosse mais pequeno, mais realista e mais humano, para poder interagir com os atores. Tivemos de fazer um redesign muito grande à personagem. Isso foi muito entusiasmante. A preocupação do Rian era perceber se conseguíamos pôr o público a acreditar na personagem e disse conseguíamos fazer isso. Depois, o Rian propôs que fizéssemos tudo com maquilhagem, mas tive de explicar que nunca conseguíramos a mesma personagem em maquilhagem. Não podemos remover as formas físicas dos corpos das pessoas. Podemos adicionar, mas não podemos tirar. Foi aí que decidi que o Snoke teria de ser feito com efeitos visuais e recorremos ao Andy Sirkus, que é fantástico.

Qual foi a maior dificuldade que sentiu durante o filme “Os Últimos Jedi”? O momento em que pensou: “Não, se calhar isto é demasiado”.
Se calhar o Snoke. Gosto de como ficou, mas sabíamos que ia dar muito trabalho. Há outras coisas no filme que também eram complicadas. Por exemplo, quando a Holdo [Vice-Almirante da Resistência] morre ao voar contra o Mega Destroyer [nave espacial do último filme]. Estava escrito no guião que a Holdo ia contra o cruzeiro espacial a hiper-velocidade e que cortava ao meio a nave, mas não sabíamos o que ia acontecer. Achei que ia haver barulho, uma explosão cheia de cor. O Rian, aí, foi muito perspicaz e disse: “Vamos fazer tudo em torno do sacrifício e fazer um momento de silêncio, um momento bonito”.

Trabalhámos muito nessa cena. A Holdo estava a dar a própria vida para a resistência escapar. Quando embarcamos nestes projetos não sabemos como vai ser o produto final: isso é o nosso trabalho. Temos apenas de aceitar, começar a fazer ideias e mostrá-las ao Rian. A morte da Holdo foi um desafio, mas penso que o Rian estava preocupado com a perseguição em Canto Bright porque queria perceber como é que íamos pôr as pessoas a andar em criaturas tão grandes. Felizmente já tinha feito coisas assim, como no Dinotopia, a Bússola Dourada, ou no Harry Potter, na cena do Hipogrifo.

Ben Morris a trabalhar com o adereço criado para fazer a personagem de Snoke

Com o filme “Os Último Jedi”, houve uma separação maior na reação dos fãs: pessoas que adoram e pessoas que odeiam. Porque é que isso aconteceu?
Para ser sincero, não ligo muito a isso. O Rian escreveu um guião fantástico, e apoio-o nisso. A primeira vez que li o argumento foi simplesmente maravilhoso. Não demorei muito tempo, estava completamente absorvido. Ele sabia exatamente o filme que queria fazer e foi esse o filme que fizemos. Estou mesmo contente por isso. Se as pessoas não gostaram, não há problema. O Rian fez coisas que as pessoas não estavam à espera, contudo, se tivesse feito coisas que as pessoas estão sempre à espera, as pessoas iam criticar e dizer: ‘Foi uma seca. Não fizeram nada de novo’. Uma coisa que queremos nos filmes da “Guerra das Estrelas” é vê-los evoluir. Acho que o Rian foi corajoso e tenho o maior dos respeitos por ele.

Já era fã da Guerra das Estrelas?
Sou fã da Guerra das Estrelas desde criança. Vi o primeiro filme e disse aos meus pais: Quero fazer filmes da Guerra da Estrelas. Demorei 40 anos até conseguir fazer.

Ainda sente a responsabilidade de estar a trabalhar num filme como este?
Sim, todas as pessoas que trabalham nestes filmes, seja um artista de efeitos especiais, um designer de guarda-roupa, um operador de câmara ou um segurança, todos adoram a Guerra da Estrelas. É uma comunidade de pessoas que sentem essa responsabilidade. Isso torna a experiência divertida, mas sabemos que estamos a fazer uma coisa boa. Sempre que começamos esse processo é muito entusiasmante. É uma coisa entusiasmante, não é assustador.

Onde está a linha entre efeitos visuais a mais e a menos?

Surpreendeu-se por o vencedor do Óscar de Efeitos Visuais deste ano ir para o “Blade Runner”?
Não me importo. O Blade Runner é um filme incrível e muito bonito. E este ano conheço quase todas as pessoas que estiveram envolvidas nas nomeações dos Óscares, somos todos amigos. Não me importo. Teria sido fantástico se tivéssemos ganho, mas é ainda muito bom ter sido nomeado. Por isso, estou contente e estou já a pensar no que vou fazer a seguir.

Está a “Guerra das Estrela” em planos futuros?
O meu estúdio em Londres trabalhou com o “Solo”, mas eu não trabalhei diretamente.

"Efeitos especial incríveis não melhoram uma história. Se a história é fantástica, o que podemos fazer é torná-la ainda melhor. Mas se não é, não a podemos concertar"

Há alguma coisa como efeitos visuais a mais num filme? Onde deve a linha ser traçada?
Acho que praticamente todas as pessoas concordam que há cerca de 10/15 anos havia efeitos especiais a mais. Foi uma coisa quase dominante no meio. Agora, o que estamos a fazer é utilizar algumas das técnicas antigas com novas e isso torna os efeitos mais reais e credíveis, através destas técnicas. Podemos fazê-los ser o que o realizador quer que sejam e estamos a ficar cada vez melhores nisso. Efeitos especial incríveis não melhoram uma história. Se a história é fantástica, o que podemos fazer é torná-la ainda melhor. Mas se não é, não a podemos concertar. Atualmente, conseguimos controlar os gráficos de computador e gostamos de misturar o antigo com o novo. Nos filmes da “Guerra das Estrelas” não passamos todo o tempo de filmagens dentro de uma caixa verde. Fazemos os modelos, vamos a cidades reais. Neste último, fomos à Bolívia e fomos à Irlanda, por exemplo. Isto é uma das coisas mais importantes na “Guerra das Estrelas”. O George Lucas fez os primeiros três filmes no mundo real, no nosso mundo. Exemplo disso é Tatoine ou Hoth.

Ou o planeta de sal nos “Últimos Jedi”…
Filmámos isso na Bolívia. Mas também fizemos muito trabalho com computador, obviamente. Quando vamos a estes locais não podemos destruir coisas, são muitas vezes maravilhas da natureza. No final das cenas de Crait, quando todas as explosões começam, não podia ir à Bolívia e começar a explodir o parque nacional. Foi aí que utilizámos os computadores. Mas o que temos é a fotografia no mundo real e, por isso, sabemos como é que é o local.

O processo de melhoramento de uma nave espacial de Os Últimos Jedi até chegar à cena final que surge no filme

Que filmes recomenda? Por exemplo, a Guerra das Estrelas claramente inspirou-o.
A Guerra das Estrelas inspirou-me, mas também me inspiraram outros dos meus filmes preferidos quando era criança. Por exemplo, os filmes do David Lynch, o “Lawrence da Arábia”, o “2001: Odisseia no Espaço”, o “Blade Runner”, “O Cristal Encantado”, do Jim Henson. São filmes antigos, mas visualmente bonitos. Gosto muito de filmes, não só pelos efeitos especiais. Os melhores filmes são aqueles em que se sai do cinema a querer vê-los outra vez e contente porque os vimos. Exemplo disso são os filmes do Steven Spielberg. Adoro o “Tubarão”, adoro o “E.T., o extraterrestre”. Adoro o “Indiana Jones e o Templo Perdido”.

“Não há nada mais recompensador do que ver um filme com efeitos visuais fantásticos, não importa quem fez”

Que conselho dá a artistas de efeitos especiais que queiram trabalhar na indústria, com filmes como “A Guerra das Estrelas”?
O mais importante é aprender as ferramentas que utilizamos, mas também outras competências. Muitos dos melhores artistas com que trabalho são fotógrafos e realizadores em projetos próprios, mas também temos engenheiros informáticos e físicos. Temos todo o tipo de especialistas. Agora, temos de criar tudo num mundo. Por isso: façam filmes, curta-metragens, mostrem as animações que fizeram. Tentem mostrar o melhor do vosso talento. Ponham isso num portefólio e enviem para uma empresa como a ILM ou outra empresa do género para se candidatarem. E não desistam. Se disserem que “agora não dá”, continuem a trabalhar. Muitas vezes, pensam que é impossível fazer o meu trabalho, mas não é. Só é preciso trabalhar muito e não desistir.

De todos os artistas que vão trabalhar para a ILM, alguns vêm de universidades, outros vêm de escolas técnicas, alguns são de outras áreas e outros são autodidatas. Não procurem só escolas que ensinem efeitos especiais. Estudem animação, estudem movimento, estudem grandes obras de arte, estudem grandes filmes. Isso é o que vão fazer e vão fazer cada vez mais desses filmes. Por isso, a história do cinema é muito importante.

Ben Morris vive em Londres. Esteve em Portugal em março, no Second Home. Foi a segunda vez que visitou o país (a primeira foi quando tinha 15 anos)

Qual o filme que mais gostou de fazer?
Fazem-me muitas vezes essa pergunta, não tenho um favorito em particular, mas há muitos filmes que gostei particularmente. Por exemplo, gostei muito de trabalhar no filme do porco que fala, o “Babe”, e com o “Gladiador”. Fiz também uns filmes do Harry Potter [a “Câmara dos Segredos” e a “Ordem da Fénix”] e no último do Harry Potter trabalhei até meio e depois comecei a trabalhar na “Bússola Dourada”. Mas tenho de admitir, divirto-me imenso a fazer filmes da “Guerra das Estrelas”.

Tenho muito orgulho no filme “Os Últimos Jedi”. Penso que teve coisas mesmo interessantes e gostei muito de trabalhar com o Rian Johnson, o realizador.

Ainda se surpreende com outros trabalhos de efeitos visuais, feitos por outras pessoas?
Como artistas, no mundo dos efeitos visuais, estamos sempre a querer levar as coisas mais longe do que os outros. Quando alguém faz algo de novo perguntamos: “Uau, como é que fizeram aquilo?”. Depois percebemos, fazemos o mesmo, só que vamos um bocadinho mais longe. É isso que é interessante nesta indústria. É como estar na Fórmula 1, quem tem o carro mais rápido ganha.

"Não há nada mais cativante do que ver um filme com efeitos visuais fantásticos, não importa quem fez"

Qual o filme nos últimos anos que mais o cativou?
Acho que todos podemos concordar que o “Avatar” foi um trabalho fantástico. Também acho que a personagem Davy Jones, do “Piratas das Caraíbas” (do John Knowles) é incrível. Também me surpreendi mesmo com o último “Planeta dos Macacos”. Acho também que o “Blade Runner” foi muito bonito também. Não há nada mais cativante do que ver um filme com efeitos visuais fantásticos, não importa quem fez.

É importante os filmes terem 3D?
Para mim, não é importante. Provavelmente, há muitos poucos filmes que quis ver em 3D. Mas isso sou eu, há muitas pessoas que gostam de 3D. Principalmente opto por ver em 2D, mas, por exemplo, vi “A Vida de Pi” em 3D e foi muito bonito.

Texto de Manuel Pestana Machado, fotografia de André Carrilho.

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