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Sporting conquistou título do bicampeonato na última jornada como não acontecia no clube desde 2000, quando quebrou um jejum de 18 anos
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▲Sporting conquistou título do bicampeonato na última jornada como não acontecia no clube desde 2000, quando quebrou um jejum de 18 anos

Valter Gouveia

▲Sporting conquistou título do bicampeonato na última jornada como não acontecia no clube desde 2000, quando quebrou um jejum de 18 anos

Valter Gouveia

Complexo do Natal, tragédias e várias invasões entre um ecletismo diferente e muita crença: o que o Sporting passou até ser bicampeão

Crónico Sporting que ganhou sete títulos em oito épocas fechou torneira do sucesso e só voltou a ser bicampeão 71 anos depois. Entre um e outro marco, sobreviveu a tudo para viver e continuar grande.

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Num ápice, tudo mudou. O Benfica teve a hegemonia do futebol nacional durante algumas décadas desde que Eusébio chegou à Luz, o FC Porto ocupou esse patamar a partir do momento em que Pinto da Costa assumiu a presidência, mas antes tinham existido Cinco Violinos que ganharam a alcunha de “Crónico” – em qualquer competição que entrasse, o Sporting era um crónico vencedor. No entanto, e depois dessa série demolidora com sete Campeonatos ganhos em oito temporadas, na melhor fase da vida do futebol verde e branco, veio o marasmo. O ocaso. Dois oásis, entre 1982 e 2000 e mais tarde entre 2002 e 2021. Foram verdadeiros testes de sobrevivência ano após ano, superados por uma forma de viver que permitiu que continuasse grande.

Mais de sete décadas depois, o Sporting sagrou-se bicampeão na última jornada, onde chegava em vantagem no confronto direto frente ao rival Benfica depois do empate no dérbi da Luz. Entre um e outro momento, só não houve aquilo que ainda está para ser inventado. Períodos de instabilidade institucional, muitas (ou até demasiadas) trocas técnicas, várias temporadas “acabadas” quando se chegava ao Natal. Contratações que não resultaram, resultados que não apareceram, tragédias que deixaram o clube de luto. Invasões ao terreno de jogo depois de decisões de arbitragem, uma invasão que ficou como a página mais negra da história dos leões à própria Academia – e que levou a um conjunto elevado de rescisões unilaterais. Da fase sombria nasceu uma das mais luminosas e, na sequência da revolução Ruben Amorim iniciada em março de 2020, o Sporting conseguiu não só quebrar a maior seca sem títulos como chegar ao bicampeonato e ao terceiro sucesso nos últimos cinco anos. Antes, o caminho foi tudo menos fácil entre os testes superados.

Década 50. Estádio novo, 3 mil atletas e o reconhecimento europeu no adeus aos Violinos

Depois da conquista do tetracampeonato que nunca nenhum clube português conseguira, numa série de sete vitórias em oito temporadas, o Sporting entrou num período com menos vitórias no futebol das quatro linhas mas outras notícias iam reforçando o peso do clube no plano interno e internacional. Os leões ganharam o Campeonato de 1957/58, com Travassos e Vasques a serem levados em ombros pelos adeptos num adeus antecipado aos últimos Violinos que gritavam ter oito títulos em 12 anos, e cumpriram o sonho que começou com António Ribeiro Ferreira de estrearem o novo recinto, o primeiro Estádio José Alvalade (1956).

Além da introdução de novas modalidades, como o badminton ou o xadrez (e com vitórias quase imediatas, em termos nacionais e regionais), o Sporting aproveitou o advento do estádio para potenciar o número de atletas filiados no clube, que ascendeu aos 3.000, e gozou de momentos marcantes que garantiram maior visibilidade externa como o convite do L’Équipe para a presença na primeira edição de sempre da Taça dos Clubes Campeões Europeus – apesar de não ter sido o vencedor em 1954/55, ano em que ao empatar com o Belenenses a quatro minutos do final entregou o título ao Benfica –, a chamada de Travassos à Seleção da Europa ou a primeira passagem de uma equipa nacional à segunda eliminatória das competições europeias depois do triunfo frente aos neerlandeses do DOS. Vasques, o último Violino, disse adeus em 1959.

▲ Albano, Travassos, Peyroteo, Vasques e Jesus Correia, os Cinco Violinos que marcaram uma era no Sporting e no futebol português

Década 60. A Taça das Taças na era do “três-um” com o Benfica e a chegada de Agostinho

A década começou com um Campeonato para o Benfica e outro para o Sporting, em 1962, com Juca a render Otto Glória (que não gostou do que ia escrevendo o Boletim sobre si) e a tornar-se o primeiro a ser campeão como jogador e treinador do clube. Nem isso acalmou uma estranha tendência para criar problemas onde não existiam. Exemplo prático: Fernando Mendes, que era capitão, e Mário Lino não gostaram de ouvir as críticas a uma exibição frente ao FC Porto em 1962/63 (que os leões até ganharam), manifestaram esse descontentamento e foram suspensos. A equipa perdera força face ao que mostrara nos anos 50 mas foi aí que chegou à grande coroa de glória no palmarés do futebol: a conquista da Taça dos Vencedores das Taças em 1964, com o célebre 5-0 ao colosso Manchester United antes do cantinho de Morais na finalíssima frente ao MTK de Budapeste. A receção depois do regresso da Bélgica mostrou a dimensão da massa verde e branca.

No entanto, num período marcado de forma inevitável pela chegada de Eusébio a Portugal para representar o Benfica, numa novela que muitos ainda hoje analisam de forma diferente no seu enredo, foi nos anos 60 que o Sporting começou a perder terreno para o rival a nível de Campeonatos na era do “três-um”: as águias, que foram duas vezes campeãs europeias com Bela Guttmann, ganhavam três Campeonatos, os leões lá conseguiam impedir o tetra como aconteceu em 1966 (quando até tiveram mais jogadores, oito, no Mundial de 1966 que consagraram os Magriços em Inglaterra) e em 1970, já com Vítor Damas na baliza. Em paralelo, o atletismo dos tempos de Manuel Oliveira e sobretudo o ciclismo galvanizavam os adeptos como se de um título do futebol se tratasse, com Joaquim Agostinho a surgir como grande figura leonina nas estradas. Foi também nesta década que o Sporting fez substanciais mexidas naquilo que eram os Estatutos do clube.

▲ Joaquim Agostinho teve uma entrada de rompante no ciclismo do Sporting onde então brilhava João Roque, levando milhares e milhares de adeptos às estradas nacionais

D.R. X

Década 70. A chegada de Rocha com dobradinha, invasões e a “Equipa Maravilha” do hóquei

Os anos 70 começam sem Campeonatos, com Taças de Portugal, a contratação de Héctor Yazalde por 3.500 contos aos argentinos do Independiente e uma eliminação fantasma da Taça dos Vencedores das Taças com o Rangers, num desempate por grandes penalidades ganho que afinal não contou pela regra dos golos fora. O clube preparava-se para entrar numa nova era, por sinal uma das mais marcantes que os leões tiveram na sua história: João Rocha assumiu a presidência em 1973, conquistando a dobradinha em 1973/74 com Yazalde a fazer 46 golos no Campeonato e chegando às meias-finais da Taça dos Vencedores das Taças com os alemães do Magdeburgo em vésperas de 25 de Abril. Mesmo sem títulos, o Sporting ganhava uma nova vida. 

Foram muitos os episódios que marcaram estes anos, a começar por duas invasões de campo, em Alvalade e na Tapadinha, no seguimento de decisões de arbitragem que deixaram os adeptos verde e brancos em fúria (e com pesadas sanções de seguida). Houve também a rábula da contratação de Di Stéfano como treinador que tão depressa chegou como partiu sem jogos oficiais, a venda de Yazalde ao Marselha por 12.500 contos, uma equipa que se ia reforçando sem travar a hegemonia do Benfica, a primeira digressão de uma equipa nacional à China e as modalidades a assumirem novamente um papel de destaque no potenciar das alegrias verde e brancas, dos feitos de Carlos Lopes (que além de recordista mundial ganhou uma prata em 1976 nos Jogos Olímpicos, tal como Armando Marques no tiro) e Fernando Mamede no atletismo à conquista da Taça dos Campeões Europeus de hóquei em patins com a “Equipa Maravilha” de Ramalhete, Rendeiro, Chana, Sobrinho e Livramento em 1977 e os sucessos de Agostinho por outras equipas na Volta à França. Em 1980, com Fernando Mendes a render Rodrigues Dias a meio, o futebol voltou a ser campeão.

▲ Sporting ganhou Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1977 frente ao Vilanova com a "Equipa Maravilha" que tinha Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana e Livramento

D.R. X

Década 80. Início do jejum no futebol entre sucesso das modalidades e a saída de Rocha

João Rocha teve vários méritos durante uma gestão de 13 anos do Sporting, também por ser alguém que não só sonhava alto para conseguir o melhor possível como não precisava do clube como o clube precisou dele. A veia desportiva esteve sempre latente, da construção de pavilhões (não tantos como queria) aos números recordes de atletas praticantes e federados – com destaque para a ginástica e a natação –, passando pelas melhores fases do andebol com equipas competitivas depois dos Sete Magníficos dos anos 60 e 70, do hóquei em patins que continuou a ganhar títulos europeus e do basquetebol muito “inspirado” pelos reforços vindos do Sporting de Lourenço Marques, a que se juntavam ainda os sucessos do ciclismo e do atletismo com um apogeu máximo na medalha de ouro conquistada por Carlos Lopes na maratona dos Jogos de 1984.

O empresário era um visionário, bastando recordar o projeto da Sociedade de Construções e Planeamento, que era o primeiro projeto de clube-empresa em Portugal, que foi travado por altura do 25 de Abril. Todavia, o carácter impulsivo no futebol acabou por pagar fatura: depois do Campeonato de 1982 ganhou com a super equipa com um ataque que tinha Oliveira, Jordão e Manuel Fernandes, não mais os leões voltaram a ter uma época que começasse e terminasse com o mesmo treinador, ao mesmo tempo que o próprio plantel perdia valor e qualidade de ano para ano. Rocha saiu em 1986, Amado Freitas não melhorou a situação no clube, o populismo de Jorge Gonçalves de bigode farto e promessas de “unhas” para o leão que passaram ao lado do que se pensava (a não ser Rijkaard, que no meio de um litígio nunca jogou de verde e branco) piorou ainda mais o cenário. Por altura do Natal, o Sporting estava fora da corrida ou quase. E assim continuou, com esse resultado que ficará para sempre dos 7-1 ao Benfica em dezembro de 1986 antes do título encarnado.

▲ A equipa campeã do Sporting em 1982, com destaque para o ataque que tinha Oliveira, Jordão e Manuel Fernandes

Década 90. Depois de todas as tragédias, uma conjugação cósmica que quebrou o jejum

O Sporting teve quase de recomeçar do zero. Não ganhava um Campeonato desde 1982, não chegava a uma Taça de Portugal desde 1982 e até na Supertaça teve apenas um triunfo solto em 1988 depois da vitória de 1983. Essas melhorias foram-se notando: equipas mais competitivas como a de 1991, que começou com 11 triunfos seguidos e chegou às meias-finais da Taça UEFA, equipas que jogavam melhor futebol como a de 1994 (que viu gorada a hipótese de chegar ao título no célebre 6-3 frente ao Benfica em Alvalade) e 1995 – que ganhou a Taça de Portugal ao Marítimo, quebrando o jejum de troféus –, equipas que contavam com nomes como Luís Figo, Balakov, Peixe, Juskowiak e tantos outros. Em campo, falhava sempre algo numa fase em que o FC Porto ganhava a hegemonia nacional; fora dele, eram várias as tragédias a afetar o clube.

Do acidente de viação de madrugada de Cherbakov que atirou o médio para uma cadeira de rodas à queda do varandim que vitimou dois adeptos na antecâmara da receção ao FC Porto em Alvalade, passando pela morte de Rui Mendes na final da Taça de Portugal de 1996 com o Benfica atingido por um very light, o Sporting ia vivendo momentos de luto sempre com a esperança que o amanhã seria melhor – mesmo sem saber quando seria esse amanhã. Quase contra a “corrente”, e numa altura em que já tinha sido fundada a Sporting SAD com José Roquette na liderança do clube, tudo mudou. A temporada de 1999/00 até começou mal apesar da contratação surpresa de Peter Schmeichel, mas a troca de Giuseppe Materazzi por Augusto Inácio e a chegada de reforços como André Cruz, Mpenza ou César Prates para se juntarem a Acosta, Pedro Barbosa, Duscher, Beto ou Rui Jorge criaram uma conjugação cósmica para a conquista do Campeonato 18 anos depois. Nos festejos, pelo país e pelo mundo, viu-se uma multidão que mostrou que o Sporting estava mesmo vivo.

▲ Sporting perdeu com Benfica no jogo em que podia festejar o título mas conquistou o título na última jornada em Vidal Pinheiro contra o Salgueiros

Início do século. Um novo estádio, final europeia perdida em casa e a aposta na formação

A rampa de lançamento criada pelo título de 2000 teve um arranque em falso, houve depois a rábula de uma invasão da sala de conferências de imprensa quando José Mourinho tinha um contrato assinado em segredo pelo Sporting que afastou o técnico de Alvalade, mas 2002 trouxe uma das versões mais “vivas” do clube, com Mário Jardel a ser o expoente máximo de uma equipa de estrelas mais consagradas como João Vieira Pinto, André Cruz ou Paulo Bento e outras a aparecer como Ricardo Quaresma e Hugo Viana. Laszlo Bölöni ganhou tudo em 2001/02, teve depois uma época aquém das expetativas na estreia de Cristiano Ronaldo pela equipa sénior em 2002/03, e a inauguração do novo Estádio José Alvalade com Fernando Santos no comando veio em agosto de 2003 com Quaresma vendido ao Barcelona e Ronaldo a mostrar-se ao Manchester United.

Apesar dessas movimentações, muito por culpa de uma narrativa de equilíbrio de contas da SAD que se foi tornando moda perante um passivo que aumentava (exemplo prático: o Estádio novo que se pagava a ele próprio sozinho enquanto completo Alvalade XXI e que deixava o clube “alheio à bola que entra ou bate no poste” deixou uma marca muito pesada nas contas e todo o património não desportivo seria vendido menos de três anos depois), a aposta na formação tornou-se uma regra mais evidente e deu ao futebol português talentos como Nani, João Moutinho, Miguel Veloso ou Rui Patrício, entre outros, todos lançados nos quatro anos com Paulo Bento no comando. Sem a “força” das modalidades, que se esvaziaram entre a extinção de algumas e a falta de infraestruturas depois da demolição da antiga Nave, o Sporting ganhou duas Taças e duas Supertaças, foi quatro vezes seguidas à Champions mas nunca chegou ao Campeonato, ficando sempre com a derrota na final da Taça UEFA em Alvalade com o CSKA Moscovo, ainda com Peseiro, “presa”.

▲ Estádio José Alvalade foi inaugurado em agosto de 2003 como complexo Alvalade XXI. Menos de três anos depois, todo o património não desportivo foi vendido

Década 10. Da pior classificação de sempre do futebol ao pior momento de sempre do clube

Depois da saída de Filipe Soares Franco em 2009, o Sporting atravessou um período de maior instabilidade em termos institucionais com três eleições em menos de cinco anos como não havia desde a década de 80. E, pior, tentou sobreviver ao cruzamento da crise desportiva de resultados com a crise financeira que levou Ricky van Wolfswinkel a ser vendido com a época em curso para pagamentos correntes. Em 2013, depois de José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes, Bruno de Carvalho vence José Couceiro nas eleições e promete pôr um ponto final da “linhagem” que comandara os destinos leoninos durante largos anos tendo como herança um clube na pior classificação de sempre (acabou na sétima posição), com modalidades fragilizadas pela falta de um espaço próprio e com dívidas e contas que se sobrepunham às receitas. Era uma situação limite.

A temporada de 2013/14, com pouco ou nenhum investimento mas Leonardo Jardim como técnico, serve de estabilizador com um segundo lugar que “recupera” a massa adepta verde e branca, é fechada a renegociação (ou reestruturação da dívida) e a aposta em Jorge Jesus, desviado do rival Benfica, surge com essa garantia de que o Pavilhão João Rocha será uma realidade. Os leões vencem a Taça de 2015, a Supertaça de 2015 e a Taça da Liga de 2018, têm uma das melhores épocas de sempre nas modalidades mas continuam sem ganhar o tão ambicionado Campeonato. No entanto, 2018 fica na história pelas piores razões: depois de vários choques entre presidente, treinador e jogadores, que começam de forma mais latente após a derrota dos leões em Madrid com o Atlético, a temporada de 2017/18 termina com uma derrota na Madeira que coloca a equipa fora da Champions e a invasão à Academia dois dias depois. É o episódio mais negro do clube, que pela primeira vez destitui um líder por sufrágio numa Assembleia Geral, e Frederico Varandas assume o clube nas eleições mais participadas de sempre, ganhando uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga em 2019.

▲ Invasão da Academia Sporting em maio de 2018, após uma derrota com o Marítimo, ficou como episódio mais negro da história dos leões

Década 20. A chegada de Amorim que revolucionou o clube e o bicampeonato após o adeus

Apesar dos dois troféus ganhos em 2018/19, Marcel Keizer, que rendera José Peseiro, fica “marcado” depois da goleada sofrida frente ao Benfica na final da Supertaça e acaba por sair numa fase inicial da temporada seguinte. Leonel Pontes também não se segurou, Silas foi igualmente dispensado. Em março de 2020, uma semana antes de todas as competições pararem devido à pandemia da Covid-19, Frederico Varandas aceita pagar dez milhões de euros por Ruben Amorim, técnico que tinha pouco mais de dez jogos no comando da equipa principal do Sp. Braga. Em 2020, os leões voltam a ficar em quarto mas estava lançada a semente da viragem total de paradigma em Alvalade, com uma estabilidade como não se via há anos e títulos. Títulos no basquetebol, que voltou a ser campeão, no hóquei em patins, que sagrou-se campeão europeu, no futsal, que além da hegemonia nacional ganhou pela primeira vez a Liga dos Campeões, no andebol, que conseguiu quebrar a hegemonia do FC Porto, no voleibol, em várias outras modalidades e… no futebol.

Com um novo sistema tático que se tornou identitário no futebol verde e branco, o Sporting voltou a ser uma equipa competitiva, sagrou-se campeão em 2021 num ano ainda marcado pela pandemia e com encontros à porta fechada, voltou a ganhar o título em 2024 com Viktor Gyökeres a provar o porquê de ter sido o maior investimento de sempre do clube e chegou agora ao bicampeonato como não acontecia há mais de 70 anos mesmo deixando de contar com Ruben Amorim a partir de novembro, depois de decidir rumar a Inglaterra para assumir o comando do Manchester United. João Pereira não “resultou”, saindo seis semanas depois, mas a entrada de Rui Borges, apesar da irregularidade e das muitas lesões em alguns momentos da temporada, devolveu os leões a um rumo de vitórias que consolidou o projeto desportivo de Varandas no segundo mandato na liderança do clube de Alvalade entre recordes de receitas, atletas e sócios filiados.

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