Reportagem em S. Miguel, nos Açores

Vasco Cordeiro faz uma pausa para entrar num café no centro de Vila Franca do Campo, em São Miguel. Casa de banho, um cafezinho, queijo da ilha não que “a esta hora da manhã” ainda não apetece, e sobretudo ganhar fôlego. O tempo está fresco pelas 10h30 desta quarta-feira de manhã, depois da passagem da tempestade “Bárbara”, mas nem por isso a comitiva do PS deixa de estar esbaforida e com algum suor na testa. É que o presidente do governo regional, e candidato pelo PS a um terceiro e último mandato, tinha acabado de percorrer as ruas semi-desertas do centro de Vila Franca do Campo, Ponta Delgada, em passo apressado, num estilo de toca e foge que só pode querer dizer uma coisa: está bom como está, se mexer muito pode estragar.

“Isto é uma caminhada de contacto com a população ou é mais uma sessão de jogging matinal?”, é a pergunta que o Observador faz ao candidato após uma corrida na tentativa de conseguir acompanhar o passo. “Aqui é sempre assim, eu não gosto cá de pasmaceira, para a frente é que é o caminho”, vai repetindo Vasco Cordeiro, que não se faz de rogado com as tentativas do Observador de questionar se este sprint final é para não deixar fugir a maioria absoluta ao Partido Socialista, que a tem desde há 20 anos (a que se juntam os primeiros quatro anos de governação, de 1996 a 2000, sem maioria). “Isso, só o povo o dirá”. E se não tiver maioria absoluta? “Isso, só o povo o dirá”. “Isso, só o povo o dirá”, insiste ainda uma terceira vez.

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