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Angela Saini é formada em Engenharia pela Universidade de Oxford e em Ciência e Segurança pela King’s College. Aos 38 anos é mãe e jornalista, com trabalhos publicados na BBC, no The Guardian, na New Scientist, na Wired, no The Economist e na Science. Saini é também autora do livro “Inferior” (editora Desassossego), que em 2017 venceu o prémio World Book of the Year, o qual chega agora ao mercado português. A autora britânica esteve em Portugal durante dois dias para promover uma obra onde, com recurso a centenas e centenas de artigos científicos, mostra como a ciência discrimina as mulheres, não só ao nível da carreira, mas também no âmbito da investigação científica. Porque o sexismo na ciência é, segundo ela, uma realidade muito antiga que ainda não se soube atualizar.

Em entrevista ao Observador, Angela Saini é perentória: os preconceitos veiculados pela sociedade e cultura em que vivemos há muito que chegaram ao campo da ciência, e até Charles Darwin tinha uma visão redutora das mulheres. “As mulheres estarem pouco representadas na ciência não é apenas um problema para elas, é um problema profundo para todas as mulheres, porque a ciência é a forma como nos entendemos a nós próprios, é a forma como medimos o mundo”, assegura.

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