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O adiamento da segunda toma da vacina da Pfizer para os idosos com mais de 80 anos foi colocado em cima da mesa, esta quarta-feira, pelo coordenador da task force do Plano de Vacinação Covid-19. Na Comissão de Saúde da Assembleia da República, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo confirmou que pediu à Direção-Geral da Saúde (DGS) e ao Infarmed para avaliar esta possibilidade de adiar a segunda toma até duas semanas — o que permitiria administrar a primeira dose a mais de 200 mil idosos destas idades até ao final de março.

Da parte da Comissão Técnica de Vacinação contra Covid-19 da DGS, Gouveia e Melo tem garantido um parecer favorável a esse adiamento da segunda toma. E não por uma ou duas semanas, mas até por seis semanas. Manuel Carmo Gomes, epidemiologista e membro da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19, disse ao Observador que a posição da comissão foi tomada há muito tempo, já em janeiro, mantém-se desde aí e foi até reforçada pelos resultados da campanha de vacinação em Inglaterra e Escócia.

“A Comissão fez um apelo para que o parecer fosse divulgado pela DGS”, explica ao Observador Manuel Carmo Gomes. Depois de divulgado o parecer, será mais fácil explicar os motivos subjacentes a essa posição, diz o epidemiologista. “Tem a ver com a eficácia da primeira dose e a razão pela qual se pode adiar a segunda”, adianta.

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