De outsider a equipa de respeito em pouco tempo. A história do Japão em Campeonatos do Mundo começou no ano de 1998, altura em que a formação asiática se apurou pela primeira vez para a fase final da competição. Desde então, os samurais azuis nunca mais falharam um Mundial e obtiveram um prestação memorável no Qatar, tendo vencido Alemanha e Espanha no hipotético grupo da morte da edição de 2022. Apesar do apuramento para os oitavos de final, os japoneses acabaram por cair nos penáltis frente à Croácia e falharam a primeira passagem da sua história ao lote das oito melhores seleções do mundo. Agora na América do Norte, o objetivo é claro e passa por atingir os quartos de final.
O Japão continua com o estatuto de seleção mais titulada da Ásia, ainda que o Qatar se tenha intrometido na discussão e seja, por esta altura, o bicampeão da Taça Asiática. Ainda assim, a seleção nipónica é aquela que tem aspirações de chegar mais longe no Canadá, nos EUA e no México, deixando para trás o predicado de “surpresa asiática” para se tornar numa presença assídua entre os grandes do planeta. Nos últimos anos, o Japão tornou-se numa seleção consistente, competitiva, organizada taticamente e capaz de eliminar qualquer equipa, competindo com qualquer potência. Essa mudança de estatuto foi também obra de Hajime Moriyasu, selecionador japonês desde 2018, que tem sido capaz de desenvolver talentos, em parte por ter passado os primeiros três anos do seu contrato na seleção principal e na de Sub-23.
Takefusa Kubo, Wataru Endo e Takehiro Tomiyasu lideram uma geração japonesa que tem conseguido singrar nos principais campeonatos da Europa. Ainda assim, nem tudo é um mar de rosas, já que o Japão não possui nenhuma grande estrela do futebol talento e o seu talento está concentrado no setor ofensivo. Para além disso, os números são claros e revelam que os samurais venceram apenas três dos seus últimos 13 jogos em Campeonatos do Mundo.
▲ O Japão vai defrontar Países Baixos, Tunísia e Suécia no grupo F da competição
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BI
- Ranking FIFA atual: 18.º (a 1 de abril de 2026)
- Melhor ranking FIFA: 9.º (fevereiro a março de 1998)
- Patrocinador: Adidas (desde 1999)
- Alcunha: Samurais Azuis
- Presenças em fases finais: 7
- Última participação: 2022 (oitavos de final, Croácia)
- Melhor resultado: oitavos de final em 2002 (Turquia), 2010 (Paraguai), 2018 (Bélgica) e 2022 (Croácia)
- Qualificação: 1.º lugar no grupo B da segunda ronda da AFC (18 pontos com Coreia do Norte, Síria e Myanmar) e 1.º lugar no grupo C da terceira ronda da AFC (23 pontos com Austrália, Arábia Saudita, Indonésia, China e Bahrain)
- O que seria um bom resultado? Alcançar os quartos de final pela primeira vez
Jogos desde junho de 2025
- Jogo particular, 31/5: Islândia (casa), 1-0 (V)
- Jogo particular, 31/3: Inglaterra (fora), 1-0 (V)
- Jogo particular, 28/3: Escócia (fora), 1-0 (V)
- Jogo particular, 18/11: Bolívia (casa), 3-0 (V)
- Jogo particular, 14/11: Gana (casa), 2-0 (V)
- Jogo particular, 14/10: Brasil (casa), 3-2 (V)
- Jogo particular, 10/10: Paraguai (casa), 2-2 (E)
- Jogo particular, 9/9: EUA (fora), 0-2 (D)
- Jogo particular, 6/9: México (neutro), 0-0 (E)
- Taça do Leste Asiático, 15/7: Coreia do Sul (fora), 1-0 (V)
- Taça do Leste Asiático, 12/7: China (neutro), 2-0 (V)
- Taça do Leste Asiático, 8/7: Hong Kong (neutro), 6-1 (V)
- Qualificação AFC, 10/6: Indonésia (casa), 6-0 (V)
- Qualificação AFC, 5/6: Austrália (fora), 0-1 (D)
O onze
- 3x4x3: Zion Suzuki; Ayumu Seko, Ko Itakura, Hiroki Ito; Yukinari Sugawara, Daichi Kamada, Ao Tanaka, Keito Nakamura; Takefusa Kubo, Daizen Maeda e Ayase Ueda
O treinador
- Hajime Moriyasu (japonês, 57 anos, desde julho de 2018)
- Outros clubes: Sanfrecce Hiroshima (adjunto), Albirex Niigata (adjunto), Sanfrecce Hiroshima, Japão Sub-20 e Japão Sub-23
- Títulos (8): 2 Taças do Leste Asiático, 3 Ligas japonesas e 3 Supertaças japonesas
▲ Hajime Moriyasu assumiu o cargo após o Mundial-2018
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O craque
- Takefusa Kubo (24 anos, avançado dos espanhóis da Real Sociedad)
- Outros clubes: Kawasaki Frontale (formação), Barcelona (formação), Yokohama Marinos, FC Tokyo, Real Madrid, Villarreal, Getafe e Maiorca
A revelação
- Zion Suzuki (23 anos, guarda-redes dos italianos do Parma)
- Outros clubes: Urawa Reds Diamonds e Sint-Truiden
O mais internacional e o maior goleador
- Yasuhito Endo (152 internacionalizações) e Kunishige Kamamoto (75 golos)
▲ Conhecido como o "Messi japonês", Kubo, da Real Sociedad, é a principal figura da sua seleção
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Os 26 convocados
- Guarda-redes (3): Zion Suzuki (Parma, Itália), Keisuke Ōsako (Sanfrecce Hiroshima, Japão) e Tomoki Hayakawa (Kashima Antlers, Japão)
- Defesas (9): Yūto Nagatomo (FC Tokyo, Japão), Takehiro Tomiyasu (Ajax, Países Baixos), Ko Itakura (Ajax, Países Baixos), Shogo Taniguchi (Sint-Truiden, Bélgica), Hiroki Ito (Bayern, Alemanha), Yukinari Sugawara (Werder Bremen, Alemanha), Ayumu Seko (Le Havre, França), Tsuyoshi Watanabe (Feyenoord, Países Baixos) e Junnosuke Suzuki (Copenhaga, Dinamarca)
- Médios (8): Wataru Endo (Liverpool, Inglaterra), Junya Ito (Genk, Bélgica), Ritsu Doan (Eintracht Frankfurt, Alemanha), Daichi Kamada (Crystal Palace, Inglaterra), Takefusa Kubo (Real Sociedad, Espanha), Ao Tanaka (Leeds, Inglaterra), Keito Nakamura (Reims, França) e Kaishu Sano (Mainz, Alemanha)
- Avançados (6): Ayase Ueda (Feyenoord, Países Baixos), Daizen Maeda (Celtic, Escócia), Koki Ogawa (NEC Nijmegen, Países Baixos), Yuito Suzuki (Friburgo, Alemanha), Keisuke Goto (Sint-Truiden, Bélgica) e Kento Shiogai (Wolfsburgo, Alemanha)
O local do estágio
- Geodis Park, em Nashville (treinos: Nashville SC Training Center)
A antevisão
A ligação a Portugal
- Os primórdios da ligação entre portugueses e japoneses remontam ao ano de 1543, quando Portugal se tornou no primeiro país ocidental a chegar ao Japão. Nessa altura, quadro comerciantes portugueses desembarcaram no arquipélado asiático, num contacto que influenciou o comércio, a cultura e a religião japonesas, bem como a linguagem – aos dias de hoje, existem palavras parecidas nos dois dicionários, como “pão” (“pan”, em japonês) ou “botão” (“botan”). No que concerne ao futebol, Hidemasa Morita é, atualmente, o nome que surge na cabeça quando se pensa no Japão. Depois de se ter despedido do Sporting há poucas semanas, o médio não foi convocado para o Mundial. Shoya Nakajima, Kanya Fujimoto e Kosuke Nakamura também se destacaram no Campeonato.