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Devolver ou não obras de arte às ex-colónias? Em todos os casos ou só em situações de pilhagem? E Portugal também tem direito a pedir a restituição de património a França por causa das invasões francesas? As gerações atuais devem pedir desculpa por atos das gerações anteriores? De tudo isto falou o historiador João Pedro Marques, entrevistado esta semana no Sob Escuta, programa de grande entrevista da Rádio Observador (pode ouvir a entrevista aqui ou ver o vídeo aqui).

Doutorado em História pela Universidade Nova de Lisboa, ex-presidente do Conselho Científico do Instituto de Investigação Científica Tropical, João Pedro Marques é um dos maiores especialistas em História Colonial e estudos sobre a escravatura, sendo também autor de vários romances e colunista do Observador.

Nesta entrevista, aponta o dedo à mistura entre os ativistas justiceiros e o sentimento de culpa da população pelos malefícios do passado. Garante que recusaria fazer parte de uma comissão científica para analisar a eventual restituição de património às ex-colónias que tivesse de integrar na sua composição ativistas antirracistas ou racistas assumidos. E admite que não é possível contar a História sem ser tendencioso, mas diz que há formas de reduzir a subjetividade. “Quando eu narro a História do ponto de vista dos portugueses, dos ocidentais e dos europeus, que não conheciam nada daquilo que foi descoberto, então é um descobrimento. Não tenho de narrar a História do ponto de vista dos africanos. Não é preciso ter medo da palavra.”

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