“Um impacto importante”. É desta forma que o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) classifica o efeito da greve às horas extraordinários dos médicos dos centros de saúde, que se arrasta há quase quatro meses, e que já deixou mais de 300 mil consultas por realizar, segundo as estimativas avançadas por Jorge Roque da Cunha ao Observador.

A região mais afetada é a de Lisboa e Vale do Tejo, uma vez que é nesta área que se concentram dois terços dos utentes sem médico de família, que são a maioria dos que recorrem às consultas nos serviços de atendimento complementar. Ao Observador, uma médica que trabalha numa Unidade de Saúde Familiar (USF) do concelho de Loures confessa que se sente “sobrecarregada” e explica as razões pelas quais decidiu aderir à greve.

Ao contrário da indisponibilidade dos médicos hospitalares para realizarem trabalho extraordinário para além das 150 horas previstas na lei (e que está a ter um impacto significativo em várias unidades hospitalares do país), a greve que está a afetar os centros de saúde afeta todo o trabalho extra, independentemente do número de horas suplementares já feitas pelos médicos de família.

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