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TIAGOCOUTO/Observador

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Mia Couto e Agualusa: "Somos editores um do outro. E sem pagar" /premium

Em entrevista, os escritores falam do livro que ambos criaram e analisam os critérios do Prémio Camões e no Nobel da Literatura. Sobre o Brasil, avisam: há um “ambiente de pré-guerra civil".

São dois dos autores mais celebrados da literatura de língua portuguesa, amigos há mais de 30 anos – e inclusivamente representados pela mesma agência literária, a Mertin, com sede em Frankfurt – e juntaram-se agora para a criação um livro de contos: O Terrorista Elegante e Outras Histórias, editado pela Quetzal.

De visita a Lisboa e ao Porto para apresentações e encontros, José Eduardo Agualusa e Mia Couto passaram esta semana pela Rádio Observador para uma entrevista sobre literatura e política – e cuja versão editada agora se publica.

Pode ver a entrevista em vídeo clicando aqui:

O Terrorista Elegante e Outras Histórias teve lançamento no Brasil há poucas semanas ano e esse facto motivou uma análise dos escritores à era do presidente Jair Bolsonaro e em especial ao facto de ele ter sugerido há dias que não assinará o diploma do Prémio Camões, o mais importante galardão da literatura em português, concedido este ano a Chico Buarque. “Toda a política do Bolsonaro é uma antipolítica, todo o governo do Bolsonaro é um antigoverno”, afirmou Agualusa.

Se neste capítulo os dois autores se puseram de acordo, já quanto a critérios de atribuição de prémios literários, incluindo o Nobel da Literatura, divergiram. Olhar ao sexo ou à origem geográfica dos escritores será relevante?

José Eduardo Agualusa nasceu há 58 anos no Huambo, Angola, e vive na Ilha de Moçambique. Mia Couto, de 64 anos, é natural da Beira, Moçambique, e estabeleceu-se em Maputo em 1972. O primeiro prepara agora um novo romance que decorre na Ilha de Moçambique durante um festival literário. Deverá sair em Portugal em abril do próximo ano. Mia tem entre mãos um romance sobre os últimos dias do regime colonial em Moçambique, com ecos do ciclone Idai (que em março último se abateu com violência sobre província de Sofala, região centro do país).

“O Terrorista Elegante e outras histórias”, de Mia Couto e José Eduardo Agualusa (Quetzal)

Só é possível escrever em conjunto quando se conhece muito bem a pessoa que está a trabalhar connosco?
Mia Couto (MC):
Sobretudo quando as pessoas se conhecem e têm um sistema de trabalho muito parecido.
José Eduardo Agualusa (JEA): Sim, um método semelhante.
MC: É um não-método, uma ausência de método.
JEA: Ausência de método no sentido em que há dois grupos de escritores, duas escolas, vamos dizer assim. Há aqueles que começam a escrever depois de já terem o livro todo pronto na cabeça; inclusive, montam toda uma arquitetura antes de escrever, portanto, sabem tudo sobre o livro. Nós não funcionamos dessa maneira. Sabemos muito pouco, começamos a escrever para saber mais, escrevemos para saber o fim. É isso que o Mia diz que é ausência de método. Eu acho que é um método.

Mas como é que se trabalha em conjunto?
JEA:
Da mesma forma que se trabalha sozinho. Sozinhos temos as nossas próprias vozes interiores, juntos temos a possibilidade de dialogar, é mais divertido. É exatamente o mesmo método, ir procurando a história através das personagens, elas conduzem-nos ao longo da história.

Quando escrevem individualmente partilham um com o outro? 
MC: Sem dúvida. É quase sistemático. Já conheço o novo livro do Agualusa, ele conhece o livro que vou publicar a seguir. Trocamos ideias, opiniões. Funcionamos assim, não é?
JEA: É, somos editores um do outro.
MC: E sem pagar.

Como é que se aproximaram e porque é que decidiram criar em conjunto?
MC:
O Zé sabe melhor essa história do que eu.
JEA: Foi quando o Mia publicou o primeiro livro de contos em Portugal, Vozes Anoitecidas [1987]. Na altura, eu escrevia recensões para o Expresso. Aquele foi um livro que me tocou muito, lembro-me muito do impacto que me provocou. Não me lembro nada do que escrevi, mas devo ter escrito bem, porque o livro era uma coisa completamente nova. E, além do mais, era uma coisa necessária, era importante acontecer. O Mia leu aquela crítica, gostou e pediu a uma amiga comum que nos apresentasse. Até hoje a encontrámos.
MC: Sim, há uma hora: Ana Mafalda Leite.
JEA: Nessa altura, jantámos em casa dela, há uma foto desse encontro, estamos os dois com umas longas barbas talibãs. E ficámos amigos.

"O que se passa no Brasil não pode ser noticiado de maneira que se dê conta do que nós percebemos por dentro. É uma espécie de invasão sistémica da censura sobre tudo o que seja liberdade de pensamento e cultura da diversidade. É muito preocupante, eu vim muito inquieto."
Mia Couto

Partilham também o que vos preocupa no mundo, aquilo que vos indigna? Qual foi a última: a questão do Prémio Camões?
MC:
Temos aqui uma discórdia…
JEA: Porque eu acho que era desnecessário. Aliás, o Chico Buarque ficou aborrecido com a iniciativa do Mia [que queria uma posição conjunta contra a possível recusa de Bolsonaro em assinar o diploma do Prémio Camões dado a Chico Buarque].
MC: Não ficou aborrecido.
JEA: Ficou, porque ele pensa: ‘Já consegui que ele [Bolsonaro] não assinasse e agora vem aqui este senhor [Mia Couto] insistir para eu ter uma coisa assinada pelo Bolsonaro’. É evidente, ninguém quer.
MC: A minha ideia não era exatamente o Chico Buarque. Acho que, fazendo parte deste grupo de pessoas que recebeu o Prémio Camões, podíamos ter uma declaração conjunta de indignação por causa da postura de um homem, deste presidente, que se coloca de fora. Depois, recebi uma mensagem vinda indiretamente do Chico, dizendo “é melhor que ele nem assine, portanto, ninguém faça pressão para isso”. Tem toda a lógica.

Então como ficou essa sua iniciativa?
MC:
Deixou de ser iniciativa alguma. Era mais em nome da proclamação da liberdade absoluta, para que os escritores não tenham este tipo de entraves. Mas, afinal, não é entrave. O próprio Chico, e com razão, acha que é uma bênção o facto de um homem daqueles se recusar a dar um prémio, duplica o valor simbólico.
JEA: Ele não recusa dar o prémio, ele recusa colocar a assinatura.

O que é que o José Eduardo Agualusa pensa disso?
JEA:
Exatamente o que o Mia disse. Toda a política do Bolsonaro, na verdade, é uma antipolítica. Nos lugares da cultura, ele coloca pessoas contra a cultura; no lugar da proteção do ambiente, ele coloca pessoas contra o ambiente; no lugar da diplomacia, coloca antidiplomatas. Todo o governo Bolsonaro é um antigoverno. Não esperava outra coisa do Bolsonaro que não que ele dissesse que não queria assinar. O problema não é este, é o que é que ele vai fazer com o Prémio Camões. As políticas de língua do Brasil já estão a ser prejudicadas, todo o apoio às traduções, por exemplo. Até já ouvi dizer que os portugueses vão começar a apoiar os autores brasileiros, como apoiam os africanos. Quer dizer, Portugal, caso não saibam, tem uma política excelente de apoio à tradução de autores de língua portuguesa, muito, muito boa.

Mia Couto: Tanta coisa que não faz sentido no Prémio Nobel. O critério [...] não pode ser tanto distribuir em função das áreas linguísticas ou políticas"

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Que ambiente se vive no Brasil?
JEA:
É um ambiente de luto. Aconteceu connosco uma coisa muito estranha. Um senhor que estava no nosso lançamento no Rio começou a gritar contra o Bolsonaro. Aparentemente, ele situa-se à direita do Bolsonaro e estava indignada por o Bolsonaro não ter morto as 30 mil pessoas que anunciou que iria matar. Levantou-se, fez a saudação nazi, gritou “Heil Hitler” e saiu. Quando não é isto, as pessoas choram, estão a falar e começam a chorar. É um ambiente muito pesado.

Há uma viragem naquilo que entendíamos do Brasil?
JEA:
O que acontece é que todos percebemos, e os brasileiros antes de nós, que o Brasil não é só o país tolerante que julgávamos existir. A boa notícia é que esse outro Brasil mostrou agora a cara e é mais fácil combatê-lo, de forma séria. Claro que é um choque grande perceber que esse outro Brasil existe e tem a força que tem.
MC: Houve um Brasil romantizado, idealizado, dentro do Brasil e fora dele. O Brasil pelo qual eu e o Zé nos apaixonámos era o Brasil que era só uma parte, mas o outro lado já estava ali.
JEA: Acredito que o Brasil que nós amamos ainda é o Brasil dominante. Espero que este Brasil saiba resistir ao anti-Brasil, que saiba vencê-lo. É uma luta, é um combate.

O Mia Couto chegou do Brasil há poucos dias. Partilha do diagnóstico do José Eduardo Agualusa?
MC:
Estive lá durante um mês. Partilho, sim. Muito disso que agora aparece como uma postura política foi fabricado por via da presença do puritanismo evangélico, que trabalhou ativamente desde há mais de 20 anos e criou esta sustentação moralista que está ali presente. Visitei várias escolas e o que se está a manifestar são, por exemplo, grupos de pais que pressionam a escola. Sobretudo as escolas privadas estão a formar uma relação de prestação de serviços a um cliente, o pai passou a ser um cliente da escola. A pressão é tão forte que faz com que se tirem livros do Jorge Amado, livros que têm alguma referência à sexualidade, ao aborto…
JEA: Pior do que isso, referência às religiões de matriz africana. Estas igrejas evangélicas estão em guerra contra a igreja católica, em guerra séria. O Bolsonaro está agora em guerra contra o Papa e a Igreja católica. E contra as religiões de matriz africana, destruindo terreiros.
MC: O que se passa no Brasil não pode ser noticiado de maneira que se dê conta do que nós percebemos por dentro. É uma espécie de invasão sistémica da censura sobre tudo o que seja liberdade de pensamento e cultura da diversidade. É muito preocupante, eu vim muito inquieto.
JEA: É um ambiente de pré-guerra civil, que nos lembra a nós os dois os ambientes em Angola e Moçambique antes da guerra, de preparação para a guerra civil. As famílias estão divididas, os pais não falam com os filhos, os irmãos não falam uns com os outros. As pessoas preferem já não dialogar, é muito difícil reverter isso. Infelizmente, a aposta do Bolsonaro é essa, dividir as pessoas. E está a conseguir.

"Hoje há uma abertura enorme em Angola, é um facto, e a sociedade civil também está mais organizada e combativa. Mas à medida que os meses passam há uma inquietação que se agudiza, porque os problemas concretos não parecem estar a ser resolvidos."
José Eduardo Agualusa

Olhemos para Angola e Moçambique. O que é que o futuro político destes países vos desperta? Moçambique tem eleições agora.
MC:
Começando por Moçambique, acho que há grandes interrogações. Mesmo que se passe o que é mais previsível, que a Frelimo volte a ganhar, o que se avizinha depois continua a ser um cenário cheio de interrogações, porque não há uma visão clara, como já houve antes, de quais são os programas e do que se pretende a curto e médio prazo. As indefinições provocam núcleos de instabilidade como está a acontecer no norte, em Cabo Delgado, em que há grupos desde há dois que estão semeando o terror. Há muitas incógnitas. No centro, a Renamo finalmente se desmilitarizou, mas há um pedaço dessa Renamo que continua armada. Enfim, é preciso ainda deixar que a poeira assente.

Em relação a Angola, passam dois anos sobre o início da presidência de João Lourenço.
JEA:
Em Angola houve avanços concretos no campo da democracia: liberdade de expressão, liberdade de manifestação, direitos humanos. Sem dúvida alguma. Mas a população espera mais e começa a ficar ansiosa, porque os outros problemas graves que todas as pessoas enfrentam, desemprego, custo de vida, corrupção, não estão a ser resolvidos. Nesse aspeto, não melhorou quase nada. Há uma inquietação social.

Essa opinião parece diferente da que expressou há alguns meses. Há desilusão?
JEA:
Não, a minha opinião é a mesma. Hoje há uma abertura enorme em Angola, é um facto, e a sociedade civil também está mais organizada e combativa. Mas à medida que os meses passam há uma inquietação que se agudiza, porque os problemas concretos não parecem estar a ser resolvidos. É preciso que o presidente João Lourenço consiga começar dar respostas a isso. Na questão da corrupção foram feitas algumas prisões, mas parece não haver uma orientação.

José Eduardo Agualusa: "Os governos deveriam avançar na criação de um passaporte lusófono, na livre circulação de pessoas, na livre circulação do livro"

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Esta semana conhecemos os dois nomes do Prémio Nobel da Literatura, Olga Tokarczuk e Peter Handke. Faz sentido só termos um autor de língua portuguesa reconhecido com o Nobel?
MC:
Tanta coisa que não faz sentido no Prémio Nobel. Não sei. O critério, para mim, mas imagino que não esteja presente em nenhum prémio internacional, não pode ser tanto distribuir em função das áreas linguísticas ou políticas. Acho que o critério da qualidade literária deve prevalecer, de tal modo que se sobreponha todos os outros. Mas quem tem mais experiência de pertencer a júris de prémios é aqui o meu colega Agualusa.
JEA: Não concordo contigo, no sentido em que há muitos autores com muita qualidade, equiparáveis, quando se trata de prémios de carreira. Quando tu tens autores equiparáveis, tens de considerar vários aspetos e um deles é mesmo o campo linguístico. Se tens 10 autores de língua inglesa que foram premiados antes, é natural que procures autores de outras línguas.
MC: O primeiro critério tem de ser a qualidade.
JEA: Claro, mas é evidente que a um certo nível já estás a falar de autores que são todos de grande qualidade, ou deveriam ser. Aí, têm de entrar outros critérios.
MC: Sim, mas tu e eu já estivemos em júris em que o primeiro critério não foi esse, foi que agora dava jeito que fosse uma mulher, que fosse de um certo país.
JEA: Mas quando se diz que dá jeito que seja se um certo país é também pensando nisto: “Já temos aqui autores comparáveis…”. Estás a falar do Camões.
MC: Não queria dar nomes, mas pronto.
JEA: Mas se já foram quatro autores portugueses, é natural que a seguir seja um brasileiro. Se os africanos não estão a ser premiados há dez anos, é natural que se procure um africano. Isso é natural.

Sobre os dois Nobel da Literatura deste ano, um jornal escreveu que foi paritário, um homem e uma mulher, mas ainda eurocêntrico, por serem uma polaca e um austríaco. Concordam?
JEA:
Se o Nobel foi dado a apenas 14 mulheres é natural que procurem mulheres que tenham qualidade. De entre toda esta gente que tem qualidade é natural que se tente um equilíbrio.
MC: Como critério complementar, aceito. O critério da qualidade tem de prevalecer absolutamente.
JEA: O que se está a premiar é o cidadão, é o escritor. O escritor é um ser plural, não é homem, não é mulher, não é português nem jamaicano, é tudo isso. Um escritor tem que conseguir entrar na pele de qualquer pessoa. É um ser plural. Agora, quando você já tem isso tudo e considera que aos autores têm grande qualidade, a seguir tem que se começar a pensar na língua, na nacionalidade, etc.

"O Booker, talvez o segundo prémio mais importante, não tem um valor muito importante, mas quem é que não gostaria de ganhar? Não é só o prestígio, não é só o dinheiro, é tudo o que está à volta. Quando você ganha o Booker, tem muito mais traduções a seguir."
José Eduardo Agualusa

Mas porque é que há poucos escritores africanos distinguidos com o Nobel?
JEA:
Em primeiro lugar, deve-se à falta de escritores africanos, tão simples como isso. Você só tem escritores quando tem leitores. Se você quer formar escritores, tem de formar leitores em grande número. Foi uma coisa que Portugal fez desde o 25 de Abril. Criou uma boa rede de bibliotecas públicas, apostou na cultura, portanto, hoje tem bons escritores. Simples. No caso de África, estão a surgir nomes muito interessantes e com grande número de leitores. Vai levar um tempo até se afirmarem a ponto de poderem ser agraciados com um Nobel, mas nas disputas do Booker já há sempre autores africanos. Se for ver, são autores que cresceram em países em que o livro está disponível, nos EUA e em Inglaterra. É preciso sempre que haja a possibilidade de as pessoas crescerem com livros.

Porque é que os prémios literários são importantes?
JEA:
Não acho que o dinheiro seja o mais importante. O Booker, talvez o segundo prémio mais importante, não tem um valor muito importante, mas quem é que não gostaria de ganhar? Não é só o prestígio, não é só o dinheiro, é tudo o que está à volta. Quando você ganha o Booker, tem muito mais traduções a seguir. Já fomos os dois finalistas do Booker. Basta ser finalista para aumentar o interesse na tradução dos livros. Para a carreira de um escritor, esses prémios são muito importantes.
MC: Muito mais importantes do que o Camões.
JEA: O Camões não tem relevância nenhuma nas traduções. Uma Agustina Bessa-Luís, grande escritora que ganhou o Camões [2004], é uma autora praticamente sem presença internacional.

Para terminar, falemos da lusofonia, um tema que a presença do Mia Couto e do José Eduardo Agualusa parece suscitar continuamente. A lusofonia está viva?
MC:
Esse assunto é muito português.
JEA: Como preocupação, é uma preocupação apenas de Portugal. Acho que as pessoas exercem essa lusofonia. Inclusive, no sentido do encontro e da construção coletiva, isso está a acontecer mais: angolanos ou moçambicanos que se juntam a brasileiros, por exemplo. Há uma criação coletiva da lusofonia que não passa por esse pensamento oficial nem por entidades como a CPLP ou os governos, passa pela sociedade civil. Não digo que os governos não devem apoiar mais. Acho, por exemplo, que os governos deveriam avançar na criação de um passaporte lusófono, na livre circulação de pessoas, na livre circulação do livro. A maioria dos cidadãos gostaria de ver isso.
MC: Há várias dimensões da lusofonia. Uma é mais formal, institucional. Outra, é no sentido mais cru do termos, é esta família, esta comunidade que pensa, sente e se expressa em português. Essa construção não tem em conta a ideia institucional de lusofonia. Moçambique pensa a lusofonia como nação, como é que a nação se vai dizer numa língua que já está sendo a língua hegemónica, sem asfixiar as outras 25 línguas que estão vivas em Moçambique.

A disseminação do inglês em Moçambique não é o problema que se pensa?
MC:
Não, esse é outro drama de que se fala mais em Portugal. Esse fantasma de Moçambique a ser namorado pela anglofonia não existe, não tem nenhum sentido. A grande preocupação é como manter nas escolas primárias o ensino das línguas bantus, de origem africana.

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