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Comecemos com um exercício: pense nos Óscares. Há algum prémio para diretores de casting? Não. Agora os créditos de um filme, aquelas letrinhas pequenas que explicam quem fez o quê num filme. Aparece sempre “casting de” (“casting by”), e é essa a única referência à pessoa responsável por ter escolhido — ou ajudado a escolher — os atores que vemos no ecrã. Antes, durante ou depois do filme. Monika Mikkelsen é uma dessas pessoas e cumpre a função num dos grandes estúdios de Hollywood: é diretora de casting da Paramount Pictures e há 30 anos que corre em busca de novos e velhos talentos.

Monika é também uma das juradas do Passaporte, evento criado por Patrícia Vasconcelos que pretende exportar atores portugueses (Nuno Lopes em “WhiteLines” ou Lídia Franco em “6 Underground” são alguns exemplos). A edição deste ano começou na passada quarta-feira e continua até ao próximo domingo. Há workshops, reuniões com diretores de casting internacionais — ao vivo e à distância por causa da Covid — e a esperança de ser uma das próximas caras de uma grande produção da HBO ou da Netflix.

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