1244,2kWh poupados 1244,2 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

GettyImages-2190426996
i

▲Vinicius tornou-se no segundo brasileiro mais jovem a vencer a Bola de Ouro e no nono jogador da história

FIFA via Getty Images

▲Vinicius tornou-se no segundo brasileiro mais jovem a vencer a Bola de Ouro e no nono jogador da história

FIFA via Getty Images

O início perto da pobreza e do crime, a época de sonho e os recordes na Champions: Vinicius, o malvadão que se tornou no melhor do mundo

Depois de Kaká, o Brasil volta a ter um melhor do mundo. Chama-se Vini, é conhecido como malvadão, e foi um dos autores do ano de sonho do Real. The Best marca redenção depois de perder Bola de Ouro.

A mudança de data e o local deixaram antever este desfecho. Ao contrário do que tem sido habitual, o The Best passou de janeiro para dezembro e realizou-se no Qatar, que acolhe a Taça Intercontinental, prova que será decidida esta quarta-feira entre Real Madrid e Pachuca. Para além disso, só no início desta semana se ficou a saber que a gala anual da FIFA iria acontecer… 24 horas depois. A “pressa” em marcar o evento saltou também à vista, dado que é uma prática incomum da entidade que rege o futebol mundial.

Os sinais estavam todos lá e, ao final do dia desta terça-feira, confirmou-se o esperado: Vinicius Jr. foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. A realização do certame no Qatar serviu também para evitar que, como aconteceu em janeiro com Messi, o vencedor não estivesse presente na atribuição dos prémios. Inicialmente, a FIFA ainda pensou em realizar uma gala totalmente virtual, mas depois de conhecer o vencedor, terá optado pelo novo modelo — quase 100% virtual e com apenas Vini e Ancelotti em palco —, aproveitando para celebrar os 20 anos da Aspire Academy e os dois anos da final do Campeonato do Mundo, entre Argentina e França.

A redenção de Vinicius: avançado brasileiro eleito o melhor do mundo para a FIFA, Rúben Dias no onze do ano

Depois de Romário (1994), Ronaldo (1996, 1997 e 2002), Rivaldo (1999), Ronaldinho (2004 e 2005) e Kaká (2007), Vinicius tornou-se no sexto brasileiro a ser galardoado com o prémio de melhor jogador do mundo pela FIFA, que começou a distinguir os atletas a partir de 1991. O Brasil tem agora nove prémios de melhor do mundo, embora tenha estado em jejum nos últimos 17 anos. Este prémio surge quase dois meses depois de o internacional brasileiro ter ficado em segundo na Bola de Ouro, atribuída pela France Football, a qual perdeu para Rodri. Na última época, o extremo apontou 24 golos e 11 assistências em 39 jogos, vencendo a Liga dos Campeões, LaLiga e a Supertaça de Espanha. Já esta temporada conquistou a Supertaça Europeia.

[Já saiu o primeiro episódio de “A Caça ao Estripador de Lisboa”, o novo podcast Plus do Observador que conta a conturbada investigação ao assassino em série que há 30 anos aterrorizou o país e desafiou a PJ. Uma história de pistas falsas, escutas surpreendentes e armadilhas perigosas. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]

Com apenas 24 anos e seis meses, Vinicius é o segundo brasileiro mais jovem a tornar-se melhor jogador do mundo, superando Ronaldinho por cerca de cinco de meses e perdendo apenas para Ronaldo que, em 1996, venceu o prémio aos 21 anos. O recorde absoluto pertence mesmo ao avançado brasileiro e, se olharmos ao top 10 de mais jovens, Vini é o nono mais jovem da história, atrás de Michael Owen (22 anos e quatro dias), Lionel Messi (22 anos e cinco meses), George Best (22 anos e sete meses), Oleg Blokhin (23 anos e um mês), Cristiano Ronaldo (23 anos e nove meses), Eusébio (23 anos e 11 meses) e Marco van Basten (24 anos e um mês). Para trás ficou Johan Cruyff (24 anos e oito meses).

GettyImages-2190426548

▲ A cerimónia do The Best 2024 aconteceu em Doha, no Qatar

FIFA via Getty Images

2023/24 foi uma temporada de sonho para o jovem brasileiro, conhecido no seu país pela alcunha Malvadão, que arrancou da melhor forma o período de avaliação de desempenho da FIFA (1 de agosto de 2023 a 10 de agosto de 2024). No final de outubro, Vinicius Jr. renovou contrato com o Real Madrid até junho de 2027, ficando com uma cláusula de rescisão de mil milhões de euros. O acordo foi finalizado ainda na pré-temporada e estabeleceu que o salário anual do avançado triplicasse, passando para os 10,5 milhões. O primeiro troféu da época apareceu em janeiro e em grande estilo: o camisola 7 apontou um hat-trick frente ao Barcelona e ajudou os madrilenhos a conquistar a Supertaça de Espanha. Com esses três golos, Vini tornou-se no primeiro brasileiro a fazer um hat-trick pelos blancos na história do El Clásico. Evaristo de Macedo (1958) e Romário (1994) tinham alcançado o feito, mas pelos blaugranas.

Nesse mesmo mês, Vinicius foi eleito pela FIFA como um dos melhores jogadores do mundo, esteve presente no onze do ano no The Best-2023 e chegou aos 70 golos pelo Real Madrid, tornando-se no segundo marcador brasileiro da história do clube, só atrás de Ronaldo (104). Já em março, o internacional canarinho atingiu os 250 jogos pelos merengues, numa partida que marcou o seu regresso ao Mestalla, palco onde, na época anterior, tinha sido vítima de insultos racistas. Na 32.ª jornada de LaLiga, Vinicius voltou a marcar frente ao Barcelona e tornou-se no melhor marcador brasileiro em El Clásicos, contribuindo de forma decisiva — fez ainda uma assistência — para o jogo que colocou o Real Madrid com as duas mãos no título.

Na Liga dos Campeões e já depois de ter brilhado frente a RB Leipzig e Manchester City, Vini voltou a aparecer nas meias-finais e, na primeira mão, permitiu que o Real Madrid empatasse frente ao Bayern Munique e continuasse na discussão da eliminatória (2-2). O brasileiro bisou e tornou-se no terceiro jogador a marcar nas meias-finais da prova em três anos seguidos, igualando Cristiano Ronaldo e Litmanen, e também passou a ser o brasileiro com mais golos naquela fase, superando Élber, Kaká, Neymar e Lucas Moura. Na segunda mão não marcou nem assistiu, mas teve uma das melhores atuações da carreira, tendo terminado o jogo com o prémio de melhor em campo.

Já em junho e em Wembley, Vinicius não podia perder a oportunidade de mostrar todo o seu nível num dos anfiteatros mais históricos da história do futebol e no jogo que todos os futebolistas querem disputar: a final da Liga dos Campeões. Frente ao B. Dortmund, Vini fez o segundo golo da partida e ajudou o Real Madrid a conquistar a 15.ª Champions, tornando-se no primeiro brasileiro a marcar em duas finais diferentes (já o tinha feito em 2022) e no mais novo da história a fazê-lo, superando… Messi. Na competição europeia terminou como melhor jogador e, naturalmente, um dos elementos do melhor onze. Feitas as contas, Vinicius fechou 2023/24 como melhor marcador dos merengues, repetindo o que o compatriota Ronaldo fizera 18 anos antes.

GettyImages-2155035634

▲ Vini ajudou o Real Madrid a conquistar a última Champions e foi eleito o melhor jogador da prova

Anadolu via Getty Images

“Parecia impossível chegar até aqui quando era pequeno. Era uma criança que jogava à bola descalça nas ruas de São Gonçalo, perto da pobreza e do crime, e poder chegar até aqui é muito importante para mim. Quero agradecer ao todos, ao presidente [Florentino Pérez], ao mister Carletto [Carlo Ancelotti], ao clube, que me fez chegar até aqui e acreditar que eu podia fazer a diferença e alcançar grandes feitos. O Real Madrid é o maior clube do mundo”, começou por dizer Vinicius numa curta declaração em português na gala do The Best.

“Não posso deixar de agradecer ao Flamengo, que foi o clube onde comecei e que me colocou em campo. Agradeço a todos os jogadores da seleção brasileira e ao meu país, que me tem apoiado e me dá muita força para continuar na minha luta”, completou o novo The Best, que se tornou no terceiro jogador do Real Madrid a conquistar o prémio, depois de Ronaldo e Modric e, esta quarta-feira, pode conquistar mais um troféu pelos merengues: a Taça Intercontinental.

Vinicius Jr. não foi o único protagonista do Real Madrid eleito na gala desta terça-feira, já que o treinador Carlo Ancelotti também foi distinguido pela FIFA. Para além disso, os merengues colocaram cinco jogadores no onze do ano, que teve o português Rúben Dias: Carvajal, Rüdiger, Bellingham, Kroos e o brasileiro. No top 10 do The Best terminaram ainda mais quatro jogadores dos espanhóis — Bellingham, Carvajal, Kroos e Mbappé —, ao passo que Valverde foi 11.º. Como não podia deixar de ser, os campeões europeus dominaram a gala, num dia em que foi apresentada a nova versão da Superliga Europeia (agora Liga Unify), que tem como um dos seus principais defensores… Florentino Pérez — um dos poucos dirigentes que estiveram na gala.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.