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Quem vive no meio da Amazónia pode demorar oito horas a chegar a uma cidade maior e depois esperar vários meses até conseguir ser tratado. Muitas destas pessoas não têm condições financeiras para ficarem tanto tempo deslocadas, à espera de consultas, exames e resultados, mas desistirem de serem tratados significa, muitas vezes, que têm de deixar de trabalhar e que já não conseguem sustentar as famílias. O objetivo do programa Projetos Amazónicos — agora chamado Oftalmologia Humanitária — é levar os tratamentos, em particular as cirurgias oculares, aos locais onde as pessoas se encontram.

“Eu já tinha ido a Manaus para me tratar. Passei quatro meses lá, mas só para fazer um exame demorava um mês. Para sair o resultado, eram mais seis meses de espera. Eu não tinha condições financeiras para permanecer em Manaus por tanto tempo e voltei para Tabatinga sem uma solução para o meu problema”, testemunhou Paulo Auanares Montalvao, de 58 anos, depois de ter feito a cirurgia, na localidade de origem, em 2018.

IPEPO

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O Instituto Paulista de Estudos e Pesquisas de Oftalmologia foi fundado em 1988 por iniciativa dos docentes do Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, que iniciou atividade em 1937.

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Estes projetos, que levam os cuidados oftalmológicos ao interior da Amazónia, surgiram na década de 1990 e resultam, atualmente, de uma parceria entre a Universidade Federal do Amazonas, o Instituto da Visão – IPEPO (Instituto Paulista de Estudos e Pesquisas de Oftalmologia), a Fundação Piedade Cohen (Fundapi), a Marinha do Brasil, entre outros parceiros, incluindo empresas que produzem lentes e material médico e científico. Só nos últimos cinco anos, estes projetos ofereceram dois milhões de consultas oftalmológicas e mais de 100 mil cirurgias oculares, em São Paulo e na Amazónia. Além disso, os projetos incluem a distribuição gratuita de óculos e lentes de leitura e consultas de telemedicina.

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