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▲Os suecos são liderados por Graham Potter, inglês que já tinha passado pelo campeonato local e que fez questão de aprender a língua para facilitar a comunicação

Getty Images

▲Os suecos são liderados por Graham Potter, inglês que já tinha passado pelo campeonato local e que fez questão de aprender a língua para facilitar a comunicação

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Suécia (grupo F). Viktor comanda uma equipa que acordou a tempo de voltar a lutar pela coroa

A Suécia terminou a qualificação sem vitórias, tendo conseguido a repescagem pelo playoff. Gyökeres foi decisivo no apuramento e é a figura de uma Suécia em dificuldades depois da mudança geracional.

Depois de ter fracassado, não tendo conseguido estar no Mundial-2022 e no Euro-2024, a Suécia desceu uns degraus e está num momento em que procura reafirmar-se no futebol europeu. Os escandinavos chegam ao Mundial-2026 longe do fulgor doutros tempos e com um estatuto ainda mais longe de intimidar as principais equipas da competição. Ainda assim, a Suécia reescreveu a sua história com Graham Potter, técnico inglês com experiência no futebol sueco que, depois de ter aprendido a língua local de modo a facilitar o seu trabalho, transformou a seleção numa equipa forte em termos físicos, organizada e difícil de ultrapassar. Uma das missões de Potter é liderar o processo de transição geracional que acontece na sua equipa, que tem perdido os jogadores que marcaram o futebol sueco na última década, ganhando talento que se tem expandido pelos campeonatos europeus.

Ainda assim, a Suécia não tem conseguido transformar esse talento em resultados desportivos e um exemplo disso é a qualificação para este Campeonato do Mundo. Os nórdicos terminaram a fase de grupos no último lugar e sem qualquer vitória, chegando aos playoffs através da prestação bem mais positiva na Liga das Nações. Nessa fase, a Suécia venceu os dois jogos que tinha que vencer, com Viktor Gyökeres a apontar um hat-trick frente à Ucrânia e a marcar o golo do apuramento diante da Polónia. Feitas as contas, duas vitórias em oito jogos foram suficientes para uma seleção garantir o passaporte para a América do Norte. A história da Suécia contraria essa situação, já que a sua seleção tem sido presença regular em fases finais de grandes competições.

Com um futebol organizado e físico que reflete o estilo de jogo que se pratica na Escandinávia, a Suécia tem procurado aumentar a qualidade técnica da sua equipa com a entrada de jogadores formados em contextos mais ofensivos e competitivos, com passagem nas grandes ligas europeias. Esse equilíbrio tático faz com que a Suecia seja uma seleção competitiva, mas a falta de consistência pode trazer dissabores.

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▲ A Suécia está no grupo F com Países Baixos, Japão e Tunísia

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BI

  • Ranking FIFA atual: 38.º (a 1 de abril de 2026)
  • Melhor ranking FIFA: 2.º (novembro de 1994)
  • Patrocinador: Adidas (desde 2013)
  • Alcunha: Azul e Amarelo e As Três Coroas
  • Presenças em fases finais: 12
  • Última participação: 2018 (quartos de final, Inglaterra)
  • Melhor resultado: finalista vencido em 1958 (Brasil)
  • Qualificação: 4.º lugar no grupo B da UEFA (2 pontos com Suíça, Kosovo e Eslovénia) e duas vitórias no playoff com Ucrânia (neutro, 3-1) e Polónia (casa, 3-2)
  • O que seria um bom resultado? Alcançar os oitavos de final

Jogos desde junho de 2025

  • Jogo particular, 4/6: Grécia (casa), 2-2 (E)
  • Jogo particular, 1/6: Noruega (fora), 1-3 (D)
  • Playoffs UEFA, 31/3: Polónia (casa), 3-2 (V)
  • Playoffs UEFA, 26/3: Ucrânia (neutro), 3-1 (V)
  • Qualificação UEFA, 18/11: Eslovénia (casa), 1-1 (E)
  • Qualificação UEFA, 15/11: Suíça (fora), 1-4 (D)
  • Qualificação UEFA, 13/10: Kosovo (casa), 0-1 (D)
  • Qualificação UEFA, 18/11: Suíça (casa), 0-2 (D)
  • Qualificação UEFA, 8/9: Kosovo (fora), 0-2 (D)
  • Qualificação UEFA, 5/9: Eslovénia (fora), 2-2 (E)
  • Jogo particular, 10/6: Argélia (casa), 4-3 (V)
  • Jogo particular, 6/6: Hungria (fora), 2-0 (V)

O onze

  • 3x4x1x2: Kristoffer Nordfeldt; Gustaf Lagerbielke, Carl Starfelt, Victor Lindelöf; Daniel Svensson, Yasin Ayari, Jesper Karlström, Gabriel Gudmundsson; Benjamin Nygren; Alexander Isak e Viktor Gyökeres

O treinador

  • Graham Potter (inglês, 51 anos, desde outubro de 2025)
  • Outros clubes: Gana feminino (coordenador técnico), Leeds Carnegie, Östersunds, Swansea, Brighton, Chelsea e West Ham
  • Títulos (1): 1 Taça sueca
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▲ Depois de ter passado pela Premier League, Graham Potter voltou à Suécia para levar a seleção ao Mundial

Getty Images

O craque

  • Viktor Gyökeres (27 anos, avançado dos ingleses do Arsenal)
  • Outros clubes: Brommapojkarna, St. Pauli, Brighton, Swansea, Coventry e Sporting

A revelação

  • Yasin Ayari (22 anos, médio dos ingleses do Brighton)
  • Outros clubes: AIK, Coventry e Blackburn

O mais internacional e o maior goleador

  • Anders Svensson (148 internacionalizações) e Zlatan Ibrahimovic (62 golos)
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▲ O avançado ex-Sporting chega ao Mundial em forma depois de ter ajudado o Arsenal a reconquistar a Premier League

SOPA Images/LightRocket via Gett

Os 26 convocados

  • Guarda-redes (3): Jacob Widell Zetterström (Derby County, Inglaterra), Viktor Johansson (Stoke City, Inglaterra) e Kristoffer Nordfeldt (AIK, Suécia)
  • Defesas (10): Gustaf Lagerbielke (Sp. Braga, Portugal), Victor Lindelöf (Aston Villa, Inglaterra), Isak Hien (Atalanta, Itália), Gabriel Gudmundsson (Leeds, Inglaterra), Emil Holm (Juventus, Itália), Daniel Svensson (B. Dortmund, Alemanha), Hjalmar Ekdal (Burnley, Inglaterra), Carl Starfelt (Celta Vigo, Espanha), Eric Smith (St. Pauli, Alemanha) e Elliot Stroud (Mjällby AIF, Suécia)
  • Médios (6): Lucas Bergvall (Tottenham, Inglaterra), Ken Sema (Pafos, Chipre), Jesper Karlström (Udinese, Itália), Yasin Ayari (Brighton, Inglaterra), Mattias Svanberg (Wolfsburgo, Alemanha) e Besfort Zeneli (Union Saint-Gilloise, Bélgica)
  • Avançados (7): Alexander Isak (Liverpool, Inglaterra), Benjamin Nygren (Celtic, Escócia), Anthony Elanga (Newcastle, Inglaterra), Viktor Gyökeres (Arsenal, Inglaterra), Alexander Bernhardsson (Holstein Kiel, Alemanha), Gustaf Nilsson (Club Brugge, Bélgica) e Taha Ali (Malmö, Suécia)

O local do estágio

  • The Westin Dallas Stonebriar Golf Resort & Spa, no Texas (treinos: FC Dallas Stadium)

A antevisão

"Analisámos todas as possibilidades e vimos todas as opções. Ponderei cuidadosamente a situação antes de tomar esta decisão, que foi muito difícil. Escolhi um grupo que consegue manter-se unido e no qual os jogadores tiram o melhor partido uns dos outros. Um torneio é algo diferente de um estágio comum. Ao longo do tempo, enfrentamos outros desafios que precisamos de superar em conjunto. E construímos essa capacidade com a combinação certa de jogadores, onde todos são importantes."
Graham Potter, selecionador inglês

A ligação a Portugal

  • Falar da Suécia é voltar a 2014 e ao playoff de acesso ao Mundial do Brasil. Nesse ano, Cristiano Ronaldo e Zlatan Ibrahimovic protagonizaram uma das rivalidades mais mediáticas no futebol de seleções, que até teve repercussões nas marcas de bebida gaseificada que patrocinavam as duas seleções. Os dois astros foram as figuras em destaque nas duas mãos, com Ronaldo a levar a Seleção Nacional ao Brasil com um hat-trick apontado em Solna. Mais recentemente, Viktor Gyökeres foi uma das grandes figuras do futebol português, tendo rumado no princípio da temporada ao Arsenal. Atualmente, Gustaf Lagerbielke vai-se destacando num Sp. Braga que chegou à meia-final da Liga Europa, já de Victor Lindelöf ter chegado à Premier League através do Benfica.

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