É uma fervorosa apoiante política do marido. Michelle Bolsonaro tem defendido publicamente o antigo Presidente sempre que pode. Circula mesmo a hipótese de a antiga primeira-dama se poder candidatar às eleições presidenciais brasileiras de 2026 contra Lula da Silva, em substituição do marido, que está detido e não pode exercer funções públicas após ser condenado a 27 anos de prisão pela invasão da Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Numa alegada ação política, Michelle Bolsonaro teria estado num edifício do Parlamento Europeu. A mulher do ex-Presidente estaria frente a uma plateia de políticos que envergam bandeira brasileira, segundo se vê numa imagem que está a circular nas redes sociais. Atrás da antiga primeira-dama, vê-se o símbolo do Parlamento Europeu e várias bandeiras.
A antiga primeira-dama teria um grande cartaz nas mãos em que se lê: “Libertem o nosso Presidente Bolsonaro. Amnistia já!”. É uma referência direta à detenção de Jair Bolsonaro. As publicações, datadas de meados de novembro, ainda fazem referência ao período em que o antigo líder do Brasil estava em prisão domiciliária; no sábado, dia 22 de novembro, o ex-chefe de Estado ficou em prisão preventiva após tentar tirar a pulseira eletrónica.
Nas publicações que partilham as imagens, lê-se que Michelle Bolsonaro mandou um recado. “Amnistia já para os presos” condenados na sequência do 8 de janeiro, dia em que os apoiantes do antigo Presidente tentaram invadir a Praça dos Três Poderes.
Não há qualquer registo público de nenhuma visita de Michelle Bolsonaro ao Parlamento Europeu — é, assim, muito improvável que a antiga primeira-dama tenha estado recentemente em alguma instituição europeia.
A fotografia que está a ser difundida nas redes sociais é também falsa. Aliás, existem padrões bastante estranhos na imagem: as bandeiras que estão alegadamente atrás de Michelle Bolsonaro não fazem sentido, nem se referem a nenhum país pertencente à União Europeia.
A imagem das redes sociais foi, com grande probabilidade, gerada através de inteligência artificial. De acordo com a plataforma wasitai, a fotografia ou “partes significativas” da mesma foram criadas através daquela tecnologia.
Conclusão
Não existe qualquer prova de que a antiga primeira-dama do Brasil tenha estado no Parlamento Europeu ou em qualquer instituição europeia com um cartaz a pedir a libertação de Jair Bolsonaro. A fotografia não é verdadeira e foi gerada muito provavelmente com o recurso a inteligência artificial.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.