Com o presidente deposto da Venezuela preso nos EUA, multiplicam-se os rumores sobre o destino de Nicolás Maduro. Nas redes sociais, nomeadamente no Facebook e Instagram, várias publicações alegam que Maduro já foi condenado pela justiça norte-americana e à pena de morte, por eletrocussão numa cadeira elétrica. “Maduro já foi julgado e condenado à cadeira elétrica. Era uma justiça americana que Portugal precisava para acabar com a máfia que temos no país”, pode ler-se numa das publicações.
Outros posts mostram imagens em que se pode ver a figura do presidente deposto da Venezuela numa cadeira elétrica.
Depois de meses de tensão entre os EUA e a Venezuela, na madrugada de 3 de janeiro as forças armadas norte-americanas atacaram Caracas e outros locais e capturaram Nicolás Maduro, que era procurado há anos pelas autoridades dos EUA — acusado de liderar uma rede de tráfico de droga.
Na justiça norte-americana, Maduro vai enfrentar quatro acusações: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e engenhos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e engenhos destrutivos.
A 5 de janeiro, numa audiência num tribunal de Nova Iorque, Maduro declarou-se inocente. “Não sou culpado. Sou um homem decente, o Presidente do meu país”, respondeu ao juiz. A próxima sessão do julgamento está marcada para dia 17 de março, sendo que vários especialistas admitem que o julgamento deverá demorar pelo menos um ano.
Assim se conclui que Maduro não foi condenado à pena de morte numa cadeira elétrica porque ainda nem sequer foi julgado.
Conclusão
É falso que o presidente deposto da Venezuela tenha sido condenado à pena de morte numa cadeira elétrica nos EUA. Nicolás Maduro ainda não começou a ser julgado. Para além disso, o entendimento generalizado é que Maduro só poderá ser condenado, no máximo, a prisão perpétua — e não à pena de morte.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.