Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    Trump promete fazer “comunicado de grande importância” sobre guerra na Ucrânia

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, classificou os ataques da Rússia contra civis ucranianos como “deploráveis” e apelou aos líderes internacionais para aumentarem o apoio à Ucrânia, fornecendo mais munições e sistemas de defesa aérea. Rutte mencionou discussões com o Presidente dos EUA, Donald Trump, sobre este apoio contínuo aos ucranianos.
    • No recente ataque russo a Kiev, dois civis perderam a vida e 25 pessoas ficaram feridas, com danos significativos em edifícios residenciais e um centro de saúde. Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, respondeu aos ataques reiterando a necessidade urgente de sanções internacionais mais rigorosas à Rússia e apelou ao fornecimento de mais sistemas de defesa aérea.
    • Durante a Conferência de Recuperação da Ucrânia, realizada em Roma, o Presidente ucraniano, Zelensky, reforçou a necessidade de um apoio contínuo para a reconstrução do país, mencionando a assinatura de um memorando entre a Ucrânia e a Agência Internacional de Energia Atómica para colaborar na área energética. A conferência tem como objetivo angariar fundos internacionais, com um compromisso de apoio superior a 10 mil milhões de euros anunciado por Giorgia Meloni.
    • As exportações de gás natural liquefeito (GNL) da Rússia caíram quase 22% no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024, principalmente devido às sanções europeias. Estas sanções, que foram intensificadas em dezembro de 2024, visam reduzir as fontes de rendimento que alimentam a economia de guerra russa, restringindo significativamente o comércio energético do país.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 8.º e último episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui, o sexto aqui e o sétimo aqui]

  • Rutte classifica ataques russos como "deploráveis" e exorta líderes a "fazerem mais" pela Ucrânia

    O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, condenou, esta quinta-feira, os ataques massivos e contínuos da Rússia contra civis ucranianos, classificando-os como “deploráveis”.

    “Exortei os líderes a fazerem mais para que a Ucrânia tenha mais munições e defesa aérea. Acabei de falar com o Presidente Trump e estou agora a trabalhar em estreita colaboração com os Aliados para levar à Ucrânia a ajuda de que ela precisa”, escreveu na rede social X.

  • Ucrânia e Agência Internacional de Energia Atómica assinam acordo para recuperação energética

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reuniu-se com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla em inglês) à margem da Conferência de Recuperação da Ucrânia, em Roma.

    O encontro entre Zelensky e Rafael Mariano Grossi reforçou o apoio contínuo da agência ao país, tendo sido assinado um Memorando de Entendimento entre a IAEA e o governo ucraniano para fortalecer a cooperação na reconstrução do setor energético da Ucrânia.

  • Zelensky reuniu-se com Von der Leyen e Costa. Sanções contra a Rússia, reconstrução do país e integração europeia foram temas em destaque

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reuniu-se esta quinta-feira em Roma com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

    Depois do encontro, Zelensky agradeceu, na rede social X, a participação dos líderes “na Conferência para a Recuperação da Ucrânia e pelo novo pacote de apoio no valor de mais de 2 mil milhões de euros”, acrescentando que a criação do Fundo Europeu para a Reconstrução da Ucrânia ajudará “a atrair mais investimento para a Ucrânia”.

    O aumento das sanções contra a Rússia e a integração da Ucrânia na União Europeia também foram dois dos tópicos em discussão na reunião. “Estamos prontos para abrir todos os grupos de negociação durante a Presidência da Dinamarca no Conselho da UE. Para isso, é necessário encontrar uma solução para superar o veto da Hungria”, sublinhou o Presidente ucraniano.

  • Montenegro sublinha “compromisso inabalável” de Portugal com a Ucrânia

    O primeiro-ministro português sublinhou esta quinta-feira o “compromisso inabalável” de Portugal no apoio a Kiev, ao participar numa reunião de líderes da coligação internacional que se reuniu à margem da Conferência Internacional sobre a Ucrânia.

    “O apoio de Portugal à Ucrânia é um compromisso inabalável, rumo a uma paz justa e duradoura”, escreveu Luís Montenegro numa publicação na rede social X, depois de participar “numa reunião de líderes da coligação de boa vontade, à margem da Conferência Internacional sobre a Ucrânia”.

    Montenegro participou numa reunião virtual de líderes de países-membros do grupo de aliados da Ucrânia copresidida pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, a partir de Londres.

    Na reunião, o governo britânico anunciou que a coligação formada por países disponíveis para destacar tropas ou meios militares para manter um eventual acordo de paz na Ucrânia vai ter um quartel-general permanente em Paris.

  • Exportações russas de gás liquefeito caem 22% devido a sanções europeias

    As exportações de gás natural liquefeito (GNL) da Rússia caíram quase 22% no primeiro semestre em relação período homólogo de 2024 devido às sanções europeias no seguimento da invasão da Ucrânia, informou hoje o jornal russo RBC.

    Em comparação com o mesmo período do ano passado, as exportações de GNL caíram 21,8%, para 1,3 milhões de toneladas, estimou a consultora OMT Consult, a pedido do jornal económico russo.

    A empresa refere sanções da União Europeia à Rússia que entraram em vigor em dezembro de 2024 como a principal razão para esta queda.

  • Líderes francês e britânico querem "intensificar ações" contra a economia de guerra russa

    O Palácio do Eliseu divulgou, esta quinta-feira, a declaração conjunta dos chefes de Estado e de governo do Reino Unido, de França e da Ucrânia, na qual apelam à Rússia para que se comprometa com um “cessar-fogo completo e incondicional”.

    Keir Starmer e Emmanuel Macron, reunidos em Londres, concordaram, também, em “intensificar as ações contra a economia de guerra russa”. Para isso, comprometeram-se a desenvolver novas medidas restritivas contra os setores energético e financeiro russos, incluindo as exportações de petróleo e gás russos, bem como o apoio prestado por países terceiros à máquina de guerra russa.

    De acordo com o Le Monde, outra prioridade é o reforço das capacidades integradas de defesa aérea da Ucrânia. Os líderes concordaram em reforçar o apoio para contrariar os ataques de drones russos e aumentar o financiamento da produção de intercetores de drones.

    Os líderes destacaram, ainda, a importância de garantir o apoio orçamental e económico à Ucrânia e concordaram em elaborar um plano coletivo para apoiar as finanças públicas ucranianas em 2026.

  • Zelensky diz ter recebido sinais políticos de que ajuda militar norte-americana vai ser retomada

    Em declarações aos jornalistas durante a conferência para a recuperação económica da Ucrânia, realizada esta quinta-feira em Roma, Volodymyr Zelensky disse ter recebido todos os sinais políticos necessários que indicam que a ajuda militar dos EUA vai ser retomada, publica a Reuters. O Presidente ucraniano disse ter tido conversas construtivas com Donald Trump, e que a Ucrânia está a negociar com os EUA a compra de sistemas de proteção de mísseis Patriot.
    A Ucrânia tem trabalhado para comprar 10 sistemas para a proteção das cidades. Zelensky deu detalhes sobre acordos com outros países que podem permitir a aquisição da tecnologia. “A Alemanha está pronta. Vão comprar dois sistemas para a Ucrânia”, disse o Presidente. “Com a Noruega temos outros acordo bilateral e vão pagar por outro sistema”, explica Zelensky. “Quando a fábrica der detalhes sobre as datas de entregas possíveis, penso que outros parceiros podem juntar-se a esta história”.

  • Giorgia Meloni anuncia apoio de 10 mil milhões de euros para a recuperação económica da Ucrânia

    Durante a conferência para a recuperação económica da Ucrânia, realizada esta quinta-feira em Roma, Giorgia Meloni anunciou o compromisso dos países e entidades participantes em apoiar a Ucrânia com 10 mil milhões de euros, publica a Reuters.
    “Acho que podemos ficar orgulhosos dos resultados da reunião de hoje — nações, organizações internacionais, instituições financeiras, autoridades locais, o setor dos negócios e a sociedade civil”, disse, no discurso de abertura. “Juntos, comprometemo-nos com um apoio de mais de 10 mil milhões de euros”, anunciou Meloni.
    A conferência é a quarta realizada desde a invasão da Rússia em fevereiro de 2022, e tem o objetivo de angariar fundos internacionais para apoiar a Ucrânia.

  • Comissão Europeia deve propor teto flutuante para o preço do petróleo russo

    A Comissão Europeia deve propor um teto flutuante para o preço do petróleo russo esta semana, dizem quatro diplomatas europeus à Reuters. A medida faz parte de um novo pacote de sanções — de acordo com as fontes ouvidas o ponto de partida seria um valor um pouco acima de 45 dólares por barril.

    Recorde-se que a comissão propôs a redução do G7 de 60 para 45 dólares em junho, no 18º pacote de canções contra a Rússia. O objetivo é restringir a capacidade o país de financiar a guerra na Ucrânia.

  • Macron anuncia aumento do efetivo da Força Expedicionária Conjunta Franco-Britânica

    Numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer na base militar britânica em Northwood, a noroeste de Londres, Emmanuel Macron anunciou que a Força Expedicionária Conjunta Franco-Britânica (CJEF) vai ter o seu efetivo aumentado para até 50 mil soldados.

    “Estamos a ampliar esta força conjunta do nível de uma brigada para o de um corpo de exército, o que significa que ela pode ter até 50 mil soldados, capazes de serem mobilizados em um grande combate” e “capazes de reunir outros parceiros europeus e serem disponibilizados” à NATO”, disse o Presidente, citado pelo Le Monde.

    A CJEF serve de base para uma futura força internacional que poderia garantir um cessar-fogo na Ucrânia.

  • Cidadão russo é condenado a três anos de prisão por espionagem industrial nos Países Baixos

    Um tribunal de Roterdão, nos Países Baixos, condenou o cidadão russo German A., de 43 anos, a três anos de prisão por espionagem industrial.

    De acordo com o Ukrainska Pravda, o cidadão trabalhou nas empresas de microchips ASML e NXP entre 2021 e 2024, período em que copiou regularmente informações confidenciais sem necessidade funcional.

    Embora German tenha alegado que os dados eram para uso pessoal, a investigação revelou que violou sanções da União Europeia em vigor desde 2014 e comprometeu a segurança da informação — afetando indiretamente a segurança internacional.

  • Ucrânia. "Nível de incerteza criado por Trump é dramático"

    Bruno Cardoso Reis afirma que Trump mostra-se impaciente com Putin e que imprevisibilidade do Presidente americano é “grande problema”. Em Gaza, cessar-fogo é crucial para salvar poucos reféns vivos.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    Ucrânia. “Nível de incerteza criado por Trump é dramático”

  • Sobe para 25 o número de feridos no ataque russo contra Kiev desta madrugada

    O número de feridos no ataque russo com drones e mísseis à capital da Ucrânia nesta madrugada subiu para 25. De acordo com o The Kyiv Indepedent, há, ainda, registo de dois mortos.

    O ataque causou danos em edifícios residenciais, mas também em armazéns e num centro de saúde.

    Antes deste novo balanço, o número de feridos fixava-se em 16, como o Observador deu conta neste mesmo liveblog.

  • Macron e Starmer pedem pressão coordenada sobre Putin

    Esta quinta-feira Emmanuel Macron e Keir Starmer presidem uma reunião da “coalition of the willing” no Centro de Comando Northwood da OTAN, no noroeste de Londres, por videoconferência. Volodymyr Zelensky, participa direto de Roma, onde atende a uma conferência sobre os impactos da invasão russa à Ucrânia. Também estão a participar das conversas o enviado dos EUA, Keith Kellogg, e dois senadores americanos, incluindo o republicano Lindsey Graham.

    À margem da reunião, o primeiro-ministro britânico e o Presidente francês pediram maior pressão sobre Vladimir Putin, com novas sanções para garantir um cessar-fogo na Ucrânia. “Devemos redirecionar nossos esforços para a preparação da paz, forçando Putin a se sentar à mesa de negociações”, disse Starmer. “Essa pressão coordenada fará a diferença”, afirmou ainda o primeiro-ministro britânico, enquanto Emmanuel Macron pediu “aumento da pressão” sobre a Rússia.

    “Temos um plano pronto para ser implementado e lançado poucas horas após um cessar-fogo”, disse ainda o Presidente francês. Keir Starmer confirmou que “os planos estão prontos e os estamos a considerar a longo prazo”.

  • Alemanha pronta para comprar mísseis Patriot aos EUA para enviar para a Ucrânia

    O chanceler alemão disse esta quinta-feira que a Alemanha está preparada para comprar sistema de defesa Patriot aos EUA para enviar para a Ucrânia.

    Friedrich Merz adiantou que falou com Donald Trump há alguns dias sobre o assunto mas disse que ainda não ficou acordada nenhuma entrega. “Os americanos precisam de alguns deles, mas também têm muitos”, disse Merz à margem da Conferência para a Reconstrução da Ucrânia, em Roma.

  • Marco Rubio teve "conversa franca e importante" com Lavrov e revelou que Rússia apresentou "abordagem nova" para a paz

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse ter tido uma “conversa franca e importante” com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov. Rubio revelou que a Rússia apresentou uma “abordagem nova e diferente” para a paz na Ucrânia, sem, no entanto, acrescentar mais pormenores.

    “Eu não caracterizaria isto como algo que possa garantir a paz, mas é um conceito que levarei à consideração do presidente [Trump] hoje”, disse Rubio, citado pela Sky News.

    O responsável pela diplomacia norte-americana disse que Donald Trump está desapontado por não ter havido “mais flexibilidade” do lado russo sobre a Ucrânia. “Entendemos que estas coisas levam tempo e requerem paciência, mas estamos frustrados por não ter sido feito mais progressos”, admitiu.

    Marco Rubio e Sergei Lavrov encontraram-se esta quinta-feira em Kuala Lumpur, na Malásia, à margem da reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático.

  • O que aconteceu até agora?

    • No mais recente ataque russo contra Kiev, dois civis perderam a vida e 16 pessoas ficaram feridas, com danos significativos em edifícios residenciais e num centro de saúde. A Força Aérea Ucraniana emitiu avisos de ataques aéreos em várias regiões, incluindo Kiev, Ternopil e Rivne, que também foram alvos de ataques na mesma noite.
    • Em resposta à intensificação dos ataques, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apelou ao aumento de sanções internacionais contra a Rússia. Além disso, reafirmou a necessidade de mais sistemas de defesa aérea e mísseis para o país, considerando as ações russas como “terrorismo puro”.
    • A administração dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, retomou o envio de armamento para a Ucrânia após uma pausa ordenada pelo Pentágono. Este envio inclui munições de artilharia de 155 mm e sistemas de lançamentos múltiplos de mísseis.
    • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a criação de um fundo europeu para a reconstrução da Ucrânia, destinado a captar investimento privado. Prevê-se mobilizar 500 milhões de euros até 2026, com um foco particular nos setores da energia, transportes, matérias-primas e indústrias de dupla utilização, envolvendo países como Itália, Alemanha, França e Polónia.

  • Von der Leyen anuncia novo fundo com investimento privado para reconstrução da Ucrânia

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou hoje em Roma a criação de um fundo europeu que utilizará dinheiros públicos para atrair investimentos privados para a reconstrução da Ucrânia, esperando mobilizar 500 milhões de euros até 2026.

    “Este fundo irá impulsionar o investimento nos setores da energia, dos transportes, das matérias-primas essenciais e das indústrias de dupla utilização”, anunciou a presidente do executivo comunitário na sua intervenção de abertura na IV Conferência sobre a Reconstrução da Ucrânia, que decorre entre hoje e sexta-feira em Roma.

    Sublinhando que o objetivo é “mobilizar fundos públicos para atrair investimentos em grande escala do setor privado e ajudar a reconstruir o país”, Von der Leyen manifestou-se “particularmente satisfeita” por este projeto contar com o envolvimento de Itália, Alemanha, França, Polónia e do Banco Europeu de Investimento (BEI).

    “E espero que outros queiram juntar-se a nós. O povo da Ucrânia está pronto a conduzir a economia do seu país para o futuro. O momento de investir é agora”, disse.

    Com um capital inicial de 220 milhões de euros, o Fundo Europeu de Iniciativa Especial para a Reconstrução da Ucrânia tem por objetivo mobilizar 500 milhões de euros até 2026.

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