Momentos-chave
- Ucrânia convoca diplomata dos EUA depois de Washington suspender envio de armas para Kiev
- Redução no apoio militar dos EUA à Ucrânia parou entrega de armamento que já estava na Polónia
- Coreia do Norte planeia enviar até 30 mil novas tropas para a Rússia, informa a CNN
- "Nada de útil sai da boca" de Lavrov, diz Rutte em resposta a comentários do russo sobre "colapso" da NATO
- Aliados europeus foram "apanhados de surpresa" pela redução de apoio dos EUA à Ucrânia, informa a Bloomberg
- Zelensky diz que Kiev e Washington estão a “esclarecer pormenores” de apoio militar
- "Putin apoia o diálogo com França", diz Kremlin depois da chamada telefónica entre os dois líderes
- Rússia ataca região de Kharkiv. Há registo de dois feridos
- "É do interesse dos EUA que a Ucrânia não perca esta guerra", diz Rutte em reação à suspensão do envio de armas para Kiev
- Kiev acusa Moscovo de executar 268 prisioneiros ucranianos desde o início da guerra
- Ucrânia intensifica esforços para desbloquear processo de adesão à União Europeia
- Coreia do Norte deverá triplicar número de soldados enviados para lutar pela Rússia na Ucrânia
- Moscovo saúda redução de armas dos EUA e Kiev vai falar com Washington
- Conversa entre Macron e Putin foi "uma boa oportunidade para transmitir as posições das partes", diz Peskov
- Ataques russos das últimas 24 horas mataram duas pessoas e feriram mais de 30 na Ucrânia
- Rússia planeia iniciar extração de gás do Mar de Azov
- EUA estão a suspender remessas de armas que seriam enviadas para a Ucrânia para proteger stocks
- António Costa diz que "não há no horizonte" disponibilidade da Rússia para negociar cessar-fogo
- Baixas russas na guerra da Ucrânia já ultrapassam um milhão e 22 mil soldados, diz Ucrânia
Histórico de atualizações
-
O que se passou até agora
- A Coreia do Norte está a planear enviar entre 25 e 30 mil soldados adicionais para a Rússia, segundo informações da segurança ucraniana divulgadas pela CNN. Estes soldados deverão juntar-se aos cerca de 11 mil que foram enviados em novembro do ano passado. A assistência da Coreia do Norte à Rússia inclui, além de tropas, a possibilidade de envio de equipamentos, armas e munições.
- Os Estados Unidos suspenderam algumas remessas de armas destinadas à Ucrânia devido à preocupação com a diminuição dos seus próprios stocks. Esta decisão causou o atraso na entrega de várias armas e sistemas de defesa que já se encontravam na Polónia, prontos para serem enviados à Ucrânia. A decisão surpreendeu os aliados europeus, que procuram agora formas de compensar a redução do apoio militar americano.
- O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, reconheceu a dificuldade dos Estados Unidos em continuar o forte apoio militar fornecido à Ucrânia devido à necessidade de preservar os seus próprios stocks. No entanto, Rutte salientou a importância de continuar a apoiar a Ucrânia, uma vez que o sucesso do país no conflito contribui para a segurança europeia e, consequentemente, americana.
- A Rússia considera que a suspensão no fornecimento de determinadas armas à Ucrânia por parte dos Estados Unidos aproxima o fim da guerra. Moscos acredita que a eficácia das sanções econômicas sobre as economias ocidentais e as dificuldades em manter o apoio contínuo à Ucrânia poderão debilitar as capacidades de defesa do país invadido, tornando a operação militar especial russa mais próxima de alcançar os seus objetivos.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 7.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui e o sexto aqui]
-
Este liveblog fica por aqui. Continue a acompanhar toda a atualidade sobre a guerra na Ucrânia neste novo liveblog que agora abrimos.
Trump diz que chamada com Putin não trouxe “quaisquer progressos”
-
Ucrânia convoca diplomata dos EUA depois de Washington suspender envio de armas para Kiev
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiha, convocou o vice-chefe da missão da embaixada dos EUA na Ucrânia, John Ginkel, para discutir a assistência militar e cooperação em defesa. A notícia é avançada pelo Financial Times depois de Washington suspender o envio de armas para Kiev.
“Qualquer atrasou ou hesitação em apoiar as capacidades de defesa da Ucrânia só vai encorajar o agressor a continuar a guerra e os atos de terror, em vez de procurar a paz”, refere um comunicado enviado à embaixada norte-americana a que o Financial Times teve acesso.
-
Kiev registou mais de cinco mil drones russos em junho e pede mais defesa aéreas
O chefe da diplomacia ucraniana, Andriy Sybiga, indicou hoje que a Rússia utilizou mais de cinco mil drones e 330 mísseis contra a Ucrânia em junho, um número que diz sobressair a necessidade de Kiev de mais defesas aéreas.
“Um número tão grande de drones, bombas e mísseis, especialmente os balísticos, demonstra a urgência de reforçar ainda mais as defesas aéreas da Ucrânia”, afirmou o chefe da diplomacia de Kiev, sublinhando aos parceiros que a única forma de terminar a guerra é pressionar a Rússia com sanções.
Sybiga apelou, numa longa mensagem na sua conta na rede social X, aos aliados da Ucrânia para continuarem a investir na sua indústria de armamento, que, além das suas próprias capacidades, precisa de todo o apoio possível devido à “magnitude do terrorismo” da Rússia.
-
ONU preocupada com saída de Estados europeus de tratado contra minas antipessoais
O alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Turk, expressou hoje a sua preocupação com a retirada de seis países do leste europeu da Convenção de Otava para a proibição das minas antipessoais.
“Estou alarmado com as medidas tomadas ou a ser ponderadas por Estónia, Finlândia, Letónia, Lituânia, Polónia e Ucrânia para saírem da convenção”, disse Turk, em comunicado.
Contrapôs que este tratado foi concebido para regular a conduta das partes em conflitos armados, pelo que “cumpri-lo em tempo de paz para depois se retirar em tempos de guerra ou por novas considerações de segurança nacional socava seriamente o quadro do direito internacional humanitário”.
-
Acusações, espancamentos e a morte de dois irmãos. Pode o Azerbaijão tornar-se o novo inimigo da Rússia?
Detenções, rusgas e violência aumentaram as tensões entre a Rússia e o Azerbaijão — que começaram com uma queda de avião — entre os países. Zelensky quer ganhar aliado e dá apoio ao homólogo azeri.
-
Redução no apoio militar dos EUA à Ucrânia parou entrega de armamento que já estava na Polónia
A decisão tomada pelos EUA de restringir o apoio militar oferecido à Ucrânia causou que armamento que já estava na Polónia para ser entregue fosse parado, informa o Wall Street Journal, citando fontes na Casa Branca e no Congresso norte-americano.
Segundo estas fontes do jornal, “mais de duas dúzias de mísseis PAC-3 Patriot, mais de duas dúzias de sistemas de defesa aérea Stinger, mísseis ar-terra Hellfire e mais de 90 mísseis ar-ar AIM” que iam ser entregues às forças ucranianas ficaram retidos dentro da Polónia.
-
Coreia do Norte planeia enviar até 30 mil novas tropas para a Rússia, informa a CNN
A Coreia do Norte estará a planear enviar entre 25 e 30 mil novos soldados para a Ucrânia, segundo informações da segurança ucraniana obtidas pela televisão norte-americana CNN.
Estes soldados, de acordo com estas informações ucranianas, acrescentarão aos cerca de 11 mil que foram enviados em novembro do ano passado e que combateram na região de Kursk, onde a Ucrânia tinha feito uma incursão em agosto daquele ano. Estas tropas podem chegar nos próximos meses, informa ainda a CNN.
Segundo a televisão, um oficial de informação ocidental terá confirmado a estimativa ucraniana, com base em informações diferentes que as obtidas por Kiev.
-
"Nada de útil sai da boca" de Lavrov, diz Rutte em resposta a comentários do russo sobre "colapso" da NATO
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, rejeitou e afastou esta quarta-feira os comentários do ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, que tinha afirmado no domingo que o aumento dos gastos dos estados-membros para 5% iria “colapsar” a aliança atlântica.
“Lavrov é o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, penso eu, desde o nascimento de Jesus Cristo. E desde então, nada de útil saiu da sua boca. Portanto, não vamos prestar muita atenção ao Sr. Lavrov”, ironizou o secretário-geral numa entrevista à televisão norte-americana Fox News.
NATO Secretary General Mark Rutte:
"Lavrov is the foreign minister of Russia, I think, since the birth of Jesus Christ. And since then, nothing, anything useful came out of his mouth. So let's not pay too much attention to Mr. Lavrov." pic.twitter.com/wLooJ6ruXm
— Anton Gerashchenko (@Gerashchenko_en) July 2, 2025
-
Aliados europeus foram "apanhados de surpresa" pela redução de apoio dos EUA à Ucrânia, informa a Bloomberg
A decisão da Casa Branca de reduzir o apoio militar dos EUA à Ucrânia apanhou os aliados europeus “de surpresa”, segundo fontes citadas pela agência norte-americana Bloomberg.
Segundo a agência, os europeus vão avançar com uma “forma de compensar a diminuição da ajuda dos EUA”, continuando a procurar esclarecimentos junto da Casa Branca. Ainda assim, diz a Bloomberg, alguns dos responsáveis europeus insistem “que a posição pode ser suavizada ou invertida”.
-
Zelensky diz que Kiev e Washington estão a “esclarecer pormenores” de apoio militar
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que Washington e Kiev estão a “esclarecer” a ajuda militar norte-americana que ainda está a ser fornecida à Ucrânia, após o anúncio de que os Estados Unidos deixaram de fornecer determinadas armas.
“A Ucrânia e os Estados Unidos estão a esclarecer todos os pormenores relativos ao fornecimento de apoio à defesa, incluindo componentes de defesa aérea”, disse Zelensky durante o seu discurso diário.
-
"Putin apoia o diálogo com França", diz Kremlin depois da chamada telefónica entre os dois líderes
Depois de Vladimir Putin e de Emmanuel Macron terem falado ao telefone, o Kremlin considera que é “do interesse” da Rússia continuar o diálogo com França, apesar das divergências entre os dois líderes.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou, esta quarta-feira, que o líder russo “reafirmou várias vezes a sua vontade de continuar o diálogo”. “Putin apoia o diálogo, mesmo que o volume de desacordos entre eles talvez exceda criticamente o das questões que oferecem a possibilidade de esforços conjuntos”, acrescentou, citado pela agência estatal russa TASS.
De acordo com Peskov, a discussão é “de qualquer forma necessária e do nosso interesse”. “Uma coisa é receber relatórios dos colaboradores, outra é ouvir diretamente a fonte original”, concluiu.
-
Rússia ataca região de Kharkiv. Há registo de dois feridos
Esta quarta-feira, as forças russas levaram a cabo um ataque com drones na região de Kharkiv. Duas pessoas ficaram feridas.
De acordo com Oleh Synehoubov, governador da região, os feridos são dois homens de 20 e 64 anos. “As duas vítimas foram hospitalizadas com ferimentos causados pelas explosões”, disse no Telegram.
-
"É do interesse dos EUA que a Ucrânia não perca esta guerra", diz Rutte em reação à suspensão do envio de armas para Kiev
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou esta quarta-feira que compreende a decisão dos Estados Unidos em suspender o envio de armas à Ucrânia, uma vez que a Casa Branca “tem de cuidar dos próprios stocks“.
Contudo, Rutte alertou que “a curto prazo, a Ucrânia não pode sobreviver sem todo o apoio necessário em termos de munições e sistemas de defesa”, embora os países europeus “já se tenham mobilizado” para ajudar Kiev com mais de 29 mil milhões de euros.
O líder da aliança militar lembrou, ainda, que “é do interesse dos Estados Unidos que a Ucrânia não perca esta guerra, deixando uma Rússia fortalecida às portas da Europa”. “Uma Europa segura é também uma América mais segura”, insistiu, citado pelo Le Monde.
-
Kiev acusa Moscovo de executar 268 prisioneiros ucranianos desde o início da guerra
Dmytro Lubinets, provedor de Direitos Humanos da Ucrânia, afirmou esta terça-feira que “foram abertas investigações sobre as execuções de 268 prisioneiros de guerra ucranianos por soldados russos”.
“Este número aumentou drasticamente ao longo do último ano”, acrescentou Lubinets durante uma conferência de imprensa que marcou os seus três anos no cargo.
-
Ucrânia intensifica esforços para desbloquear processo de adesão à União Europeia
Olha Stefanishyna, vice-primeira-ministra da Ucrânia, afirmou esta quarta-feira que o país está envolvido com todos os parceiros para desbloquear o processo de adesão à União Europeia.
Segundo Stefanishyna, em declarações ao Ukrinform, a resistência da Hungria é de natureza política e Kiev continua a trabalhar para encontrar uma solução conjunta. A ministra defendeu que questões como direitos das minorias devem ser resolvidas através do diálogo e não utilizadas como instrumento de chantagem política.
Stefanishyna expressou, ainda, confiança de que a Ucrânia cumprirá até ao final do ano todos os requisitos para abrir os seis grupos de negociação com o bloco comunitário. “A Ucrânia já está pronta para abrir três grupos de negociação e, até ao final do ano, fará tudo o que for necessário para abrir os seis. Nesta fase, o único fator que determina a data de abertura das negociações é o consenso de todos os 27 Estados-Membros da UE”, salientou.
-
Coreia do Sul conclui negociações para venda de tanques de guerra à Polónia
A Coreia do Sul concluiu as negociações para a venda de tanques K2 à Polónia, anunciou esta quarta-feira a Administração Sul-Coreana de Aquisições de Defesa (DAPA) num comunicado.
Em 2022, os dois países assinaram um acordo de armamento, que será assinado em breve, no valor de 13.700 milhões de dólares (11.638 milhões de euros), o maior da história da Coreia do Sul, que incluía tanques K2 e aviões de combate para a Polónia, vizinha e aliada da Ucrânia.
-
Coreia do Norte deverá triplicar número de soldados enviados para lutar pela Rússia na Ucrânia
Os serviços de informação ucranianos estimam que a Coreia do Norte deverá enviar entre 25 e 30 mil novos soldados para a Ucrânia nos próximos meses, avançaram à CNN vários oficiais ucranianos. Estes novos soldados deverão juntar-se aos 11 mil que chegaram à Rússia em novembro do ano passado, para lutar ao lado das tropas de Moscovo. Oficiais ocidentais ouvidos pelo canal norte-americano afirmam que quase metade desses soldados foram mortos ou feridos em combate.
O apoio não se esgota no número de soldados e deverá incluir ainda “equipamentos, armas e munições”, pode ler-se nas avaliações ucranianas. Imagens de satélite obtidas pela CNN vão ao encontro destas estimativas: as imagens mostram um novo navio (que no ano passado foi utilizado por Pyongyang) a um porto russo e um avião de carga militar a um aeroporto norte-coreano.
-
Moscovo saúda redução de armas dos EUA e Kiev vai falar com Washington
A Rússia considerou esta quarta-feira que a redução do fornecimento de determinadas armas à Ucrânia anunciado pelos Estados Unidos aproxima o fim da guerra, enquanto Kiev anunciou que estava a tentar clarificar a situação com Washington.
Um alto funcionário da Casa Branca disse à televisão norte-americana CNN que o secretário da Defesa, Pete Hegseth, autorizou a suspensão dos fornecimentos de armas à Ucrânia, incluindo mísseis antiaéreos.
“Quanto menos armas forem entregues à Ucrânia, mais próximo estará o fim da operação militar especial”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado pela agência de notícias France-Press (AFP).
Peskov acrescentou que, tendo em conta as informações tornadas públicas, “a razão para esta decisão são os arsenais vazios, a falta de armas nos arsenais dos Estados Unidos”, o que foi confirmado pela imprensa americana.
Em Kiev, um conselheiro do Presidente Volodymyr Zelensky disse que a Ucrânia estava a tentar clarificar a situação com Washington. “Estamos a esclarecer a situação. A comunicação com a parte norte-americana prossegue atualmente a todos os níveis”, disse à imprensa Dmytro Lytvyne.
Os Estados Unidos foram o principal fornecedor de armas a Kiev desde o início da invasão russa, mas as coisas mudaram desde que Donald Trump se tornou Presidente, em janeiro deste ano.
-
Conversa entre Macron e Putin foi "uma boa oportunidade para transmitir as posições das partes", diz Peskov
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, considera que a conversa ao telefone entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, foi “uma boa oportunidade para transmitir as posições das partes”.
Peskov acrescentou que Macron, durante a conversa com Putin, não deu sinais de estar disposto a negociar as “condições de paz na Ucrânia”. Os dois líderes não discutiram a possibilidade de um encontro pessoal, uma vez que o formato telefónico é suficiente para a troca de posições, acrescentou o porta-voz russo, citado pela TASS.