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Há quase duas décadas, no âmbito de um calendário solidário organizado entre o Barcelona e a UNICEF, o jornal Sport antecipou aquilo que ninguém poderia prever: Lionel Messi, então uma estrela emergente dos catalães com apenas 20 anos, surgia a dar banho a um bebé chamado Lamine Yamal, que tinha apenas cinco meses. Agora, é neles que se centram todas as atenções na final do Mundial, no MetLife Stadium, em Nova Jérsia/Nova Iorque (domingo, 20h). Mais: um deles fará história, no início ou na parte final da carreira. |
Se em 2007 era impossível adivinhar este desfecho, antes das meias-finais e perante aquilo que se foi vendo no decorrer dos encontros também não era muito mais fácil. À partida, o “rolo compressor” da França não parecia ter filtro. No entanto, e ao longo de 90 minutos, a Espanha deu uma lição de futebol aos gauleses no adeus de Didier Deschamps ao comando dos bleus, 14 anos depois, ganhando a todos os níveis e igualando o recorde da maior série de jogos sem derrotas de uma seleção (37). No dia seguinte, e com a Inglaterra na frente com um golo de Anthony Gordon, era impensável imaginar o que estava ainda para acontecer: Tuchel foi empurrando a equipa para trás, os Três Leões tiveram 12% de bola num período de quase 40 minutos e a Argentina resgatou mais uma vida com uma reviravolta épica nos descontos entre assistências de Messi. Pelo contexto dos jogos, ninguém esperava. Pelo que se viu, o Espanha-Argentina tornara-se inevitável – tão inevitável como o próximo passo na americanização do jogo, com um Halftime Show de 25 minutos… |
Luis de la Fuente, antigo campeão europeu Sub-19 e Sub-21, chegou à quarta final noutros tantos anos desde que assumiu o comando da equipa A: ganhou a Liga das Nações de 2023, venceu o Europeu de 2024, caiu nos penáltis com Portugal na Liga das Nações de 2025, está agora pela segunda vez na história na decisão do Mundial. Dentro de um coletivo fortíssimo, com destaque para Rodri, Cucurella e Oyarzabal em diferentes papéis, Lamine Yamal será o terceiro mais novo de sempre a jogar uma decisão – e pode tornar-se o mais novo a ganhar Mundial e Europeu. Do outro lado, Lionel Scaloni, que desde 2021 já ganhou duas Copas América, um Mundial e uma Finalíssima, conta com 25 jogadores com uma alma sem limite que jogam e morrem pelo seu ídolo, Lionel Messi. É isso que coloca já o número 10 como vencedor deste ano, com ou sem prémio final: chegar à terceira final do Mundial aos 39 anos arriscando ser ao mesmo tempo o jogador com mais golos e mais assistências da competição só está ao alcance de alguns. Ou melhor, de um. |
A seguir ao Mundial, começa a nova época de 2026/27. E não, não é uma força de expressão: o Benfica, que perdeu frente ao Flamengo no primeiro teste com transmissão televisiva e vai defrontar esta sexta-feira o Villarreal também no Algarve (19h45), joga na próxima quinta-feira, na Suíça, a primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa frente ao St. Gallen (19h). De seguida, é o Sp. Braga que entra em campo, neste caso na Sérvia frente ao Zeleznicar Pancevo, para a primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Conferência (20h). Sem jogos oficiais, o FC Porto joga na quarta-feira um particular diante do Gil Vicente (20h), ao passo que o Sporting, que goleou o Celtic, defronta na segunda-feira o Estrasburgo (20h15). |

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Depois das emoções de Wimbledon, com Jannik Sinner a revalidar o seu título frente a Alexander Zverev e Linda Noskova a bater Karolina Muchova num duelo entre checas que nunca tinham ganho um Grand Slam, o ténis voltará a estar em destaque durante a semana com o arranque do Millennium Estoril Open, de novo com estatuto de torneio ATP 250. Casper Ruud e Stan Wawrinka, dois antigos campeões da prova, estão confirmados num lote onde entram também nomes como Andrey Rublev, Alejandro Davidovich Fokina, Luciano Darderi ou Alejandro Tabilo, além dos portugueses Nuno Borges, Jaime Faria e Henrique Rocha (pelo menos). Antes, no domingo, realizam-se ainda as finais dos torneios ATP de Bastad, Gstaad e Umag. |
Nota para o regresso da Fórmula 1, com o Grande Prémio da Bélgica no circuito de Spa-Francorchamps depois da vitória de Charles Leclerc em Silverstone e numa fase em que Kimi Antonelli tem perdido margem na liderança do Mundial, não só para os dois Ferraris mas também para o companheiro de equipa, George Russell, que está apenas a 25 pontos do italiano (qualificação no sábado às 15h, corrida no domingo às 14h). Em destaque continuará também a estar a Volta a França em bicicleta, com Tadej Pogacar a ter uma vantagem mais do que confortável para a concorrência de Jonas Vingegaard, Remco Evenepoel, Juan Ayuso, Paul Seixas, Florian Lipowitz, Isaac del Toro ou Mattias Skjelmose. Esta sexta-feira a etapa fecha em Belfort, que antecede chegadas a subir (Le Markstein Fellering e Plateau de Solaison) e o segundo dia de descanso. |
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Eu, a TV e um comando
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O jogo em palavras
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Pódio
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Perdeu pela única vez ao sprint para Vingegaard em Lie Lioran em 2024, voltou a ganhar a Vingegaard com um ataque fulminante em 2026. Sem Del Toro, Pogacar aproveitou "lançamento" de Piganzoli.
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2
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Depois de cair cedo em Roland Garros, o italiano não desperdiçou uma nova oportunidade em Wimbledon e venceu Alexander Zverev para revalidar o título e chegar ao quinto Grand Slam da carreira.
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Linda Noskova bateu Karolina Muchova por 6-2, 6-3 e tornou-se, aos 21 anos, a mais jovem campeã de Wimbledon desde 2011 — mas só depois de desperdiçar cinco match points na final 100% checa.
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O especial
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Economia
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Neste Mundial de 2026 as transmissões dos jogos mudaram. Em Portugal, apareceu a LiveMode que passa partidas no Youtube. O que promete mudar o mercado.
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Terceiro tempo
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